Miniatura

Acadêmico
Augusto de Lima Júnior
Número de Cadeira
27 Patrono: Corrêa de Azevedo
Data de Posse
09 de abril de 1953
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O magistrado, jornalista, poeta e historiador brasileiro Augusto de Lima Júnior nasceu na fazenda do Desengano, na cidade de Leopoldina, Minas Gerais, em 13 de abril de 1889, filho primogênito do poeta, jurista e político Augusto de Lima e de Vera Monteiro de Barros de Suckow de Lima. Com 2 anos de idade, foi para Ouro Preto, onde seu pai assumiria o governo do Estado de Minas Gerais.
Cursou os estudos primários e secundários na Escola Dom Bosco, nos arredores da velha capital, onde também se diplomou em Agronomia. Pouco tempo depois, em 4 de dezembro de 1909, formou-se bacharel em Direito, em Belo Horizonte. Desde estudante, dedicou-se às letras e ao jornalismo, tendo fundado, na atual capital mineira, o primeiro jornal mineiro que foi composto em linotipo e impresso em rotativa, o Diário da Manhã.
Em 1911, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, quando seu pai foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Na capital federal casou-se com Teodosia de Castro Cerqueira, nessa época tornou-se auditor da Guerra e, posteriormente, tornou-se funcionário da Marinha do Rio de Janeiro, no cargo de Procurador Marítimo do Ministério da Marinha, até se aposentar em 1944.
Em 1934, Lima Júnior, participou, ativamente, da Assembleia Constituinte, que visou diluir um plano de golpe contra a eleição de Getúlio Vargas, conduzido por um grupo de políticos mineiros, do qual fizeram parte o deputado Virgílio de Melo Franco e seu irmão Afonso Arinos (o sobrinho). Lima Júnior não foi contrário ao governo getulista, pelo menos até o início da ditadura do Estado Novo.
Em 1936, foi para Portugal, duas vezes, em missões oficiais, encarregado pelo governo de Getúlio Vargas, para negociar o traslado ao Brasil dos restos mortais dos participantes da Inconfidência Mineira exumados na África. Atualmente, os despojos dos inconfidentes mineiros encontram-se no Museu da Inconfidência.
Augusto de Lima Júnior foi um dos responsáveis pelo decreto para requerer de Vargas que a cidade de Ouro Preto se tornasse um monumento nacional – conforme tombamento de 1933 –, e também foi também idealizador da criação da Medalha da Inconfidência. Foi membro da Sociedade de Arqueologia e da Sociedade de Geografia de Lisboa. Foi agraciado com a comenda de São Tiago da Espada de Portugal.
Em 1942, depois de uma estada em Portugal que durou dois anos, Augusto de Lima Júnior publicou, no Rio de Janeiro, o livro O Aleijadinho e a arte colonial, obra que examinou criticamente as fontes que conceberam ou imaginaram “a figura de Antônio Francisco Lisboa”, aquele que se alcunhou de Aleijadinho.
Colaborou em diversos jornais do Rio de Janeiro como A Gazeta de Notícias, A Noite, Jornal do Brasil e Jornal do Commercio. Em 1953, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, sucessor de José Paixão na cadeira nº 27, patrocinada por Corrêa de Azevedo.
Em 1963, Lima Júnior e outros membros do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais – Salomão de Vasconcelos, Vitor Figueira de Freitas, Nelson de Figueiredo, Waldemar de Almeida Barbosa – fundaram a Revista de História e Arte. Augusto de Lima Júnior faleceu em Belo Horizonte, no dia 26 de setembro de 1970.
Publicou ainda D. Bosco e sua arte educativa, de 1929, Niterói, pela Escola Tipográfica Salesiana; A Ilusão Vermelha, de 1929, em Niterói, pela Escola Tipográfica Salesiana; A Cidade Antiga, um romance, Rio de Janeiro, pela Freitas Bastos & Comp.; Mariana e Mansuetude, ambos também romances, de 1932, de Niterói, pela Esc. Tip. Salesiana; Visões do passado, ensaios históricos, de 1934; Canções da Grupiara, poesias, de 1935, Rio de Janeiro, pela Pimenta de Melo, com desenhos de Júlio Vaz; Histórias e Lendas e Soledade, ambas narrativas de 1935, Rio de Janeiro, pela Schmidt editora; O amor infeliz de Marília e Dirceu, de 1936, Rio de Janeiro, pela Oficial Gráfica S.A., com desenhos de Seth; A Capitania de Minas Gerais: suas origens e formação, de 1940; O Aleijadinho e a arte colonial, de 1942; Histórias dos diamantes nas Minas Gerais, de 1945; O fundador do Caraça, de 1948; Quando os ipês florescem, crônicas, de 1965; Canções do tempo antigo, poesia, de 1966; dentre outros.



