Miniatura

Acadêmico
Edgard de Vasconcelos Barros
Número de Cadeira
37 Patrono: Basílio Furtado
Data de Posse
17 de junho de 1971
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, advogado, sociólogo, professor e político Edgar de Vasconcellos Barros, nasceu em 31 de dezembro de 1912, na cidade de Guiricema, distrito de Rio Branco, Minas Gerais, filho do médico e político Sebastião de Vasconcellos Barros e de Maria Graça de Vasconcellos, sobrinha do ex-Presidente da República Arthur da Silva Bernardes. Casou-se com Irene de Vasconcellos Barros, com quem teve seis filhos.
Edgar de Vasconcellos realizou o curso secundário no Ginásio de Viçosa, Zona da Mata Mineira, e no Instituto Propedêutico, de Ponte Nova. Iniciou o curso superior em Ciências Jurídicas na Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se bacharelou em 1937.
Quando estudava no Rio de Janeiro, trabalhou na redação do Correio da Manhã. Em 1938, passou a advogar em Viçosa, onde se iniciou no magistério como professor de Português, Francês, História Universal e Filosofia. Em 1939, criou a Revista Ceres, que dirigiu desde o primeiro número até 1944.
Em 1942, tornou-se professor de Legislação Rural na Escola Superior de Agricultura e Veterinária, atual Universidade Federal de Viçosa, ali ministrou, no ano seguinte, o primeiro curso de Sociologia Rural oferecido no Brasil. Em 1947, foi nomeado Prefeito de Ervália, pelo governador Milton Soares Campos.
Em 1951, foi estudar na Universidade de Wisconsin, nos EUA, e conquistou o título de Master of Science (mestre em ciência) em Sociologia Rural, concluído em 1955. Entre 1952 e 1953, trabalhou no México, na Jamaica, em Cuba, na Costa Rica, na Colômbia, na Venezuela, no Peru e no Equador.
Sob o patrocínio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO, Edgar de Vasconcellos empreendeu, sob orientação do Prof. John H. Kolb, da Universidade de Wisconsin, a primeira pesquisa social rural conduzida no Brasil. E, após três anos de permanência no exterior, reassumiu suas funções na Universidade de Viçosa, onde foi professor titular de Sociologia Rural e de Antropologia Cultural.
Em 1953, lecionou Sociologia Educacional, no Exército Nacional; em 1958, conquistou o título de Doutor em Sociologia Rural, em concurso para professor catedrático da Universidade Federal de Viçosa. Em 1963, Edgar de Vasconcellos tornou-se Diretor Técnico do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.
Em 1964, com bolsa de estudo, cursou a Especialização em Planificação Rural e Desenvolvimento Regional na Universidade Hebraica, de Jerusalém, ocasião em que recolheu materiais de estudos antropológicos em diversos países do Oriente Médio. No ano seguinte, como Professor Visitante, ministrou um curso sobre problemas sociais em países subdesenvolvidos, na Universidade de Milwaukee, EUA.
Em 1963, Edgar de Vasconcellos ocupou o cargo de suplente de Deputado Estadual, até 1967, quando neste mesmo ano, assumiu como Deputado efetivo por Minas Gerais, quando presidiu a Comissão de Serviço Público Civil, em 1967, e a Comissão de Educação e Cultura, em 1968, 1969, 1971 e 1974. Entre 1965 e 1966, tornou-se Presidente Estadual da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.
Como parlamentar, em 1968, participou das Comissões de Trabalho e Ordem Social; em 1969, de Saúde Pública; em 1970, de Agricultura, Indústria e Comércio; em 1972, de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas; de 1973 a 1974, da Comissão de Agropecuária e Política Rural, cuja Vice-Presidência também ocupou de 1973 a 1974; e, em 1974, de Defesa do Meio Ambiente.
Em 1969, Edgar de Vasconcellos foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em sucessão a Aníbal Pinto de Matos na cadeira nº 37, patrocinada por Manuel Basílio Furtado. Pertenceu, também, ao Instituto Genealógico de São Paulo; à Academia Marianense de Letras; à Academia Municipalista de Letras; à Academia Divinopolitana de Letras; à Academia de Letras de Viçosa; ao Instituto Genealógico Brasileiro; e à Ordem dos Advogados (Seção de Minas Gerais).
De 1971 a 1975, lecionou Antropologia Cultural na Faculdade de Educação da UFMG; presidiu a Fundação Pandiá Calógeras; foi Consultor para assuntos educacionais da Fundação Estadual de Ensino Rural Helena Antipoff; membro do Conselho Curador da Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais e do Conselho Estadual de Cultura.
Os méritos do professor Edgar de Vasconcellos não passaram despercebidos, ele recebeu inúmeras distinções como a Grande Medalha da Inconfidência; Medalha de Honra ao Mérito, de Visconde do Rio Branco; Grã-Cruz da Ordem dos Templários; Medalha do Centenário de Carlos Chagas; Comenda do Mérito Legislativo, Grau Especial; Medalha do Lions Clube de Viçosa; Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras; Medalha de Ouro Santos Dumont; Professor Emérito da UFV e outras.
Edgar de Vasconcellos faleceu aos 91 anos, em 31 de maio de 2003, em Belo Horizonte.
Além de artigos em vários órgãos de imprensa nacionais e estrangeiros, entre os quais o Estado de Minas, de Belo Horizonte, publicou as obras Juventude Heroica, Viçosa, Oficinas Gráficas da Escola Superior de Agricultura de Viçosa, em 1950; Contacts in Six Social Services in Four Brazilian Rural Communi ties, tese de doutorado; O Problema da Liderança, Rio de Janeiro, Serviço Social Rural, em 1960; Sociologia Rural, Viçosa, Imprensa Universitária da Universidade Federal de Viçosa, em 1971; A Pesquisa Sociológica em Comunidade; Educação e Criatividade e Compêndio de Sociologia Rural, em 2 volumes.
Nos EUA, editou as monografias Paracho, a Mexican village, em 1954; Araponga, na Old Community, em 1955; Itaboraí, a Changing Community, em 1955 e The Brazilian Church and its Influence upon the Community, em 1955.



