Miniatura

Acadêmico
Francelino Pereira
Número de Cadeira
25 Patrono: Augusto Franco
Data de Posse
28 de novembro de 2003
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O político, advogado e professor Francelino Pereira dos Santos, nasceu em Marimbondo, na zona rural do distrito de Angical do Piauí, em 2 de julho de 1921. Foi o oitavo e último filho de Venâncio Pereira dos Santos e de Maria Ana de Sousa, lavradores e criadores de reses e caprinos.
Francelino Pereira iniciou os estudos primários em Angical – PI, com professores leigos, e concluiu-os no Ateneu Rui Barbosa, na cidade de Amarante, então sede do município. Em 1938, iniciou o curso secundário no Liceu Piauiense até 1942. No ano seguinte, cursou o 1º semestre do 2º ano clássico no Colégio São João, em Fortaleza, Ceará, e o 2º semestre em Teresina, no Liceu Piauiense.
Enquanto estudante no Liceu Piauiense, em Teresina, Francelino Pereira fundou e dirigiu o jornal estudantil, quinzenal, Piauí Novo, e colaborou em revistas e outras publicações da capital com artigos, crônicas e críticas. Exerceu, simultaneamente, atividade na política estudantil, em oposição ao regime do Estado Novo de Getúlio Vargas.
Em fevereiro de 1944, mudou-se para Belo Horizonte e concluiu o curso ginasial no Colégio Afonso Arinos. Ali acompanhou a efervescência política gerada pelo “Manifesto dos Mineiros”. Ingressou no curso de Direito na Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, na qual bacharelou-se em 1949.
Na Faculdade de Direito, em 1945, foi presidente do Centro Acadêmico Afonso Pena; em 1946 presidiu o Diretório Acadêmico, e representou a Faculdade nos congressos da União Nacional do Estudantes – UNE, na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 1947 e 1948, e em Salvador, na Bahia em 1949.
Francelino Pereira foi contrário à ditadura e aos interventores nomeados por Getúlio Vargas, para Minas Gerais. Participou, também, da atividade política partidária, onde foi um dos fundadores, ainda universitário, da União Democrática Nacional – UDN, legenda criada em 1945, e um dos seus primeiros secretários executivos.
Ainda como universitário, participou da campanha para a eleição de Milton Campos ao governo de Minas, e depois que concluiu o curso de Direito, tornou-se redator político da Rádio Inconfidência, emissora oficial do governo mineiro. Paralelamente, iniciou o exercício da advocacia no foro de Belo Horizonte, onde militou por mais de 10 anos.
Em 1950 casou-se com Latife Haddad Pereira dos Santos, com quem teve três filhos: Luiz Márcio, Maria Eugênia e Paulo França. Ingressou no Serviço Jurídico da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio de concurso, cargo do qual se licenciou em 1962, para eleger-se deputado federal. No entanto, sua carreira no Legislativo começou como vereador em Belo Horizonte, no período de 1951 a 1954.
Nesse cargo, foi autor do projeto que criou a Escola Técnica de Comércio Municipal, hoje Instituto de Administração e Ciências Contábeis – Imaco, onde lecionou Administração Pessoal e foi titular da cadeira de Direito do Trabalho. Na gestão do Prefeito Celso Melo de Azevedo, dirigiu a escola.
No governo de José de Magalhães Pinto, exerceu os cargos de Chefe de Gabinete do Secretário do Interior e Justiça, Oswaldo Pieruccetti, de Diretor-Geral do Departamento de Administração-Geral - DAG, hoje, Secretaria de Estado da Administração, e de Assessor-Chefe da Assessoria de Assuntos Municipais, órgão do Gabinete Civil do Governador.
Em 1962, elegeu-se Deputado Federal para a 5ª legislatura, de 1963 a 1967. Foi reconduzido seguidamente da 6ª à 8ª legislaturas, de 1967 a 1979, sob a sigla da Arena, agremiação à qual se vinculou quando da reorganização partidária ocorrida no final de 1965. Não se destacou na tribuna, mas teve atuação ativa e eficiente nas diversas comissões de que participou.
Em 1974, tornou-se Presidente Nacional da Arena; em 1979, foi indicado pelo seu partido ao governo de Minas Gerais. Em março de 1979, iniciou seu cargo como governador de Minas Gerais até março de 1983.
Em 1981, foi iniciada a construção do novo aeroporto de Belo Horizonte, no distrito de Confins, Município de Lagoa Santa, por meio do convênio firmado com o Ministério da Aeronáutica. Já em 1983, o aeroporto encontrava-se em operação, com capacidade de atender a 5 milhões de passageiros por ano.
De outubro de 1983 a agosto de 1984, Francelino Pereira presidiu a Companhia de Aços Especiais Itabira – ACESITA, empresa estatal, sediado no Vale do Aço. De 1985 a 1990, tornou-se vice-presidente de Administração do Branco do Brasil, também coordenou o projeto e a construção do Centro Cultural do Banco do Brasil – CCBB, no Rio de Janeiro.
Em 1990, foi escolhido Diretor da Associação Comercial de Minas Gerais; de 1990 a 1993, presidiu a Associação de Cultura Franco-Brasileira, da Aliança Francesa, e, de 1991 a 2000, presidiu a regional do Partido da Frente Liberal em Minas Gerais, como também foi Diretor de Finanças do Instituto Tancredo Neves – ITN, de estudos sociais e políticos, órgão de assessoramento do Partido da Frente Liberal.
Em 1995, foi eleito Senador por Minas Gerais, cargo que ocupou até 2003. Nesse período tornou-se membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, e da Comissão de Assuntos Econômicos, e membro suplente da Comissão de Educação e da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.
Em 1999, instalou e presidiu uma Subcomissão especial temporária para debater a crise do cinema brasileiro, no ano seguinte, foi criada a Subcomissão Permanente do Cinema, Comunicação Social e Informática, da qual foi membro titular e relator.
Após a conclusão de seu mandato de Senador da República, em 31 de janeiro de 2003, passou a integrar o Conselho de Administração da Companhia Energética de Minas Gerais, CEMIG, e a presidir honorariamente a Comissão Especial de Estudos do Centro Cultural da Praça da Liberdade.
Nesse mesmo ano, Francelino Pereira foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em sucessão a Aureliano Chaves, na cadeira nº 25, patrocinada por Augusto Franco. Recebeu as homenagens da Medalha Oficial da Ordem do Rio Branco e a Medalha da Inconfidência. Francelino faleceu, aos 96 anos, no dia 21 de dezembro de 2017, em Belo Horizonte



