Miniatura

Acadêmico
João Massena
Número de Cadeira
25 Patrono: Augusto Franco
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
João Augusto de Massena, filho de Manoel Rodrigues de Massena e Sophia Leocadia de Massena, nasceu em 6 de dezembro de 1865, em Barbacena (MG), e faleceu em 27 de abril de 1957, em Niterói (RJ).
Concluiu sua formação escolar no Externato Jasper, no Rio de Janeiro, submetendo-se aos exames preparatórios no Colégio D. Pedro II, na mesma cidade, ao longo do biênio 1881-1882. Ato contínuo, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde frequentou a primeira série do curso de Farmácia em 1883. Retomando os estudos superiores somente em 1888, diplomou-se em 1889. Nessa época, já sabia o que era colaborar num órgão de imprensa, haja vista a experiência adquirida no Correio de Barbacena – que circulou entre 1886 e 1888, aproximadamente.
Começou a atuar como farmacêutico em 1890, juntamente com o sócio Tobias Antunes Franco de Siqueira Tollendal, num estabelecimento próprio instalado no município mineiro de Rio Novo. Mais tarde, transferiu-se para Juiz de Fora e passou a conciliar as atividades de farmacêutico, professor, jornalista e subdelegado de polícia. Na condição de educador, passou por várias instituições de ensino, tais como o Ateneu de Letras, a Escola de Farmácia do Granbery, o Liceu de Artes e Ofícios, o Ginásio de Minas – antigo Colégio Malta –, o Curso Fundamental da Associação de Ensino de Juiz de Fora e a Escola Normal Delfino Bicalho, ministrando conteúdos os mais diversos, desde português, francês e literatura, até aritmética, física, química orgânica e história natural.
Na imprensa juiz-forana, destacou-se como colaborador e redator do Jornal do Commercio e d’O Pharol, por vezes assinando seus textos – normalmente, em prosa – sob os pseudônimos de “Braz Cubas” e “Polycarpinho”. Participou, também, da primeira edição da Revista Médica de Minas, lançada em 13 de outubro de 1908, por meio de um artigo intitulado A Medicina em Juiz de Fora. No ano seguinte, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, tendo sido membro da comissão de contas da entidade. Ainda em Juiz de Fora, filiou-se à Liga Mineira Contra a Tuberculose e à Sociedade de Medicina e Cirurgia, além de ter sido cofundador e primeiro presidente da Sociedade dos Homens de Letras, assim como cofundador e vice-presidente da Liga Mineira pelos Aliados.
Viveu no município mineiro de Araxá entre 1926 e 1928, período durante o qual exerceu o cargo de prefeito. Exonerou-se para assumir a direção da Escola Normal de Juiz de Fora, permanecendo na chefia de 1928 a 1933. Nesse ínterim, integrou o corpo docente do educandário, ao lado de Francisco Lins, Gilberto de Alencar e Lindolpho Gomes, entre outros mestres renomados. Em 1940, tornou-se sócio honorário da Associação Brasileira de Farmacêuticos, sediada no Rio de Janeiro.
Publicou um único livro, em parceria com Álvaro da Silveira, intitulado A Morte do Major ou Enumeração das Asneiras de um Fiscal do Ensino Público em Minas (1904).



