Miniatura

Acadêmico
Pinto de Moura
Número de Cadeira
40 Patrono: Visconde de Caeté
Data de Posse
1910
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Francisco Augusto Pinto de Moura, filho de Maximiano Augusto Pinto de Moura e Francisca de Paula Teixeira da Motta, nasceu em 2 de abril de 1864, em Caeté (MG), e faleceu em 17 de janeiro de 1924, em Caxambu (MG).
Concluiu o secundário no Colégio Santa Cruz, em Juiz de Fora, nos idos de 1883. Em seguida, após ter sido aprovado plenamente na maioria dos exames preparatórios no decorrer do biênio 1884-1885, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo (posteriormente incorporada à USP), onde estudou de 1886 a 1890. Nesse ínterim, atuou como redator do Vinte e Um de Abril, órgão oficial do Clube Republicano Mineiro Acadêmico, do qual foi secretário. Na mesma época, participou ativamente da redação e divulgação de panfletos que defendiam a causa republicana.
Recém-formado, permaneceu por aproximadamente um ano no estado de São Paulo, de fins de 1890 até fins de 1891, tendo sido nomeado para os seguintes cargos nesse período: promotor público da comarca do Carmo; juiz municipal e de órfãos dos termos reunidos do Carmo e de Santa Rita do Paraíso; juiz substituto da comarca de Jundiaí e juiz municipal e de órfãos do termo de Mococa. De volta ao estado natal, tornou-se juiz substituto da comarca de Barbacena, função exercida entre fevereiro de 1892 e março de 1893. Nessa altura, fixou residência em Juiz de Fora e passou a trabalhar como advogado. Em 1894, substituiu interinamente o promotor de justiça local, Luiz Barbosa Gonçalves Penna, em duas ocasiões.
Na sequência, elegeu-se deputado estadual para a 2ª legislatura, que começou em 1895 e terminou em 1898. No decurso do mandato, integrou três comissões: Representações, Requerimentos e Petições; Redação de Leis; Constituição, Legislação e Poderes. Depois, assumiu interinamente a promotoria pública da comarca de Juiz de Fora, em 1900, em 1902 e em 1903. Mais tarde, cumpriu dois mandatos como vereador, de 1905 a 1907 e de 1912 a 1915, destacando-se nas seguintes comissões: Leis e Redação; Orçamento e Fazenda; Instrução e Estatística. Ato contínuo, elegeu-se deputado estadual para a 7ª legislatura, que começou em 1915 e terminou em 1918. Nesse intervalo de tempo, pertenceu ao Tribunal Especial e às seguintes comissões: Constituição, Legislação e Justiça; Orçamento e Contas. Entre 1919 e 1924, ocupou o cargo de prefeito de Caxambu.
Além de se dedicar à advocacia, à magistratura e à política, Pinto de Moura interessou-se pela docência e começou a lecionar desde o início do século XX, em Juiz de Fora. Nesse contexto, fez carreira na Academia de Comércio, na Escola Normal Santa Cruz e no Ginásio de Juiz de Fora, entre outros estabelecimentos de ensino. Tomou parte, também, na fundação da Faculdade de Direito de Juiz de Fora, em fins de 1913, juntamente com Antônio Augusto Teixeira e Eduardo de Menezes Filho. Nessa instituição, figurou como catedrático de Direito Comercial. Em várias oportunidades, participou de bancas examinadoras e fiscalizadoras de provas e foi paraninfo de formaturas e festivais estudantis.
Paralelamente, projetou-se na imprensa juiz-forana como proprietário e redator do Diário da Tarde; diretor e redator do Diário Mercantil e do Palladio; redator e colaborador do Lar Catholico; e colaborador d’O Pharol. Em 1900, venceu um torneio literário promovido pelo Jornal do Commercio, de Juiz de Fora, utilizando o pseudônimo “Joaquim Sertanejo”. Lançou mão, também, do pseudônimo “Raz João” em crônicas veiculadas em 1913 pelo periódico juiz-forano Diário Mercantil. Na imprensa fluminense, marcou presença nas páginas do Diário de Notícias e d’O Paiz.
Entrou para a Academia Mineira de Letras em 1910. Pertenceu, ainda, às seguintes entidades sediadas em Juiz de Fora: Associação Beneficente Operária; Círculo Católico; Clube Dramático Sete de Setembro; Liga Mineira Contra a Tuberculose; Santa Casa de Misericórdia; Sociedade São Vicente de Paulo; e Instituto Jurídico Mineiro. Em 1982, foi escolhido como patrono da cadeira 2 da Academia Juiz-Forana de Letras.
Publicou três obras: Discursos; Monografias; e Poesias – cujas datas de lançamento são desconhecidas.



