Miniatura

Acadêmico
Almeida Magalhães
Número de Cadeira
20 Patrono: Artur Lobo
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Escritor, acadêmico, jornalista e professor, Franklin de Almeida Magalhães, nasceu em São João del-Rei, Província de Minas Gerais, em 22 de fevereiro de 1879. Foi um dos dezoito filhos do segundo casamento de Custódio de Almeida Magalhães, dono da casa bancária com o mesmo nome. A família dele era considerada uma das mais abastadas da cidade e isso possibilitou que ele estudasse em colégios religiosos e se preparasse para ser padre. Estudou Humanidades no Colégio do Caraça e os preparatórios em Ouro Preto. No entanto, faltando um ano para se formar no seminário, ele percebeu que essa não era sua vocação.
De volta à terra natal, passou a cuidar da mãe (de quem herdou o sobrenome Almeida), seriamente debilitada por um grave reumatismo. Tais cuidados fizeram com que seu casamento fosse adiado até os 43 anos de idade. Deu tempo de fundar a Academia Joanense de Letras – onde é patrono de uma das cadeiras até hoje – e de produzir suas primeiras poesias. Ainda em São João Del Rey, ministrou aulas de história e geografia, embasadas mais por experiências pessoais, do que em livros e teorias.
Fixou-se, posteriormente, em Juiz de Fora, Minas Gerais, onde colaborou em vários jornais sob os pseudônimos Zangão, Zebedeu e Zambumba e as iniciais FM. Após a morte da mãe, Franklin mudou-se para Belo Horizonte e, nessa época, foi um dos responsáveis por instaurar a Academia Mineira de Letras na cidade. Eleito em 25 de dezembro de 1909, ocupou a cadeira nº 20, patrocinada por Arthur Lobo.
Foi na capital mineira que ele participou ativamente de eventos e reuniões ligados à produção literária brasileira e conviveu com grandes nomes da literatura, como Olavo Bilac e Coelho Neto. Além de Belo Horizonte, Franklin morou em outras duas capitais: São Paulo e Rio de Janeiro.
Em terras paulistas, iniciou o curso superior na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco – FDSP, mas logo abandonou para dedicar-se ao jornalismo e ao magistério. Depois transferiu-se para o Rio de Janeiro e atuou no jornal O País, com as funções de diretor e redator. Algum tempo depois, regressou a Minas para lecionar, em Santa Rita do Sapucaí, Português, Latim, Francês, História Geral e Geografia. Em seguida, foi residir definitivamente no Rio de Janeiro.
O trabalho como educador foi o que realmente o conquistou e nunca deixou de exercer. Foi diretor da Escola Normal N. Sra. de Lourdes, em Santos Dumont, lecionou diversas matérias em vários colégios de Juiz de Fora - condição que o tornou um profissional disputado por outras escolas mineiras.
A instituição de ensino em Santa Rita do Sapucaí – na qual lecionou no retorno a Minas Gerais - foi criada e dirigida por um amigo próximo, fato esse que pesou na decisão de transferir-se para o município. A cidade se tornou o novo lar de Franklin, foi onde se casou, teve suas duas filhas e foi nomeado como catedrático de Geografia da Escola Normal de Santa Rita do Sapucaí, cadeira que ocupou até a morte.
No final dos anos 30, ele foi levado para o Rio de Janeiro em busca de auxílio médico após sofrer um derrame e no dia 21 de setembro de 1938, aos 59 anos, ele faleceu na capital carioca. Franklin foi enterrado em Santa Rita do Sapucaí.
Publicou, entre outras, as obras poéticas Transfiguração, no Rio de Janeiro, em 1920; Plenilúnio e canções sanjoanenses; As crianças, uma palestra; Calva à mostra; Ondas e nuvens; Cair das trevas e Passeio às Águas Santas.
Em 1942, em homenagem póstuma, foi erguido na Praça dos Andrades, em São João del-Rei, um monumento para homenageá-lo. Posteriormente, a obra foi transferida para a sede da Academia de Letras de São João del-Rei, espaço onde também se encontram as dependências da Biblioteca Municipal da cidade. O escritor ainda recebeu mais duas homenagens póstumas: foi nomeado como patrono de uma cadeira na Academia Santarritense de Letras e uma rua de São João del-Rei foi batizada com seu nome.



