
O encontro contará com leitura de poemas, conversa com Constância Lima Duarte e apresentação do livro “Círculos onde envelheço”. O evento é gratuito e aberto ao público
Poéticas do envelhecimento é o tema do próximo encontro do projeto Sábados Feministas, que acontece no dia 20 de junho, às 10h, na Academia Mineira de Letras. O evento reúne as poetas Adriane Garcia e Thaís Guimarães e a professora, ensaísta e pesquisadora Constância Lima Duarte para uma manhã dedicada à literatura, à memória e à permanência das vozes femininas na cultura brasileira. Gratuito e aberto ao público, o encontro combina leitura de poemas, reflexão crítica e debate sobre os processos de apagamento e preservação da produção intelectual de mulheres.
Durante a programação, Adriane Garcia e Thaís Guimarães apresentarão poemas autorais e textos de escritoras que atravessam mais de um século da literatura brasileira, além de compartilharem os bastidores do livro que lançam na semana seguinte. A publicação nasce do diálogo estabelecido pelas autoras com escritoras fundamentais de diferentes gerações, entre elas Maria Firmina dos Reis, Narcisa Amália, Chrysanthème, Laís Corrêa de Araújo, Adélia Prado, Conceição Evaristo, Líria Porto, Branca Maria de Paula e Sônia Queiroz. O resultado é uma conversa literária que ultrapassa o tempo, aproximando diferentes experiências de criação, resistência e pertencimento. Segundo Adriane Garcia e Thaís Guimarães, as escritoras homenageadas compõem uma espécie de linhagem afetiva e estética que atravessa suas trajetórias. “São vozes que se desdobram nos círculos da poesia, da linguagem e da memória, constituindo também nossas próprias vozes como poetas contemporâneas”, afirmam.
A partir desse diálogo entre gerações, a pesquisadora Constância Lima Duarte abordará o conceito de memoricídio, ou seja, a destruição ou apagamento da memória e do patrimônio cultural de determinados grupos sociais. Referência nacional nos estudos sobre literatura produzida por mulheres, Constância discutirá como a exclusão de autoras dos registros históricos e dos cânones literários ainda impacta a forma como a cultura brasileira é construída e transmitida. Para a pesquisadora, o projeto desenvolvido por Adriane Garcia e Thaís Guimarães representa “um primoroso trabalho poético”, tanto pela originalidade da parceria quanto pela capacidade de lançar nova luz sobre a produção literária feminina. Ao recuperar e atualizar essas vozes, o encontro propõe uma reflexão sobre envelhecimento, legado e permanência, mostrando como a literatura pode atuar como ferramenta de resistência ao esquecimento e de construção de memória coletiva.
O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa da AML em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 256536)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e novecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio da Minasmáquinas e do Esquina Santê.
SOBRE AS CONVIDADAS
Adriane Garcia é poeta e ensaísta, autora de diversos livros de poesia publicados desde sua estreia, em 2013, com Fábulas para adulto perder o sono (Prêmio Paraná de Literatura), entre os quais se destacam Eva-proto-poeta e A bandeja de Salomé. Recentemente, publicou Atlas de Anatomia.
Thaís Guimarães é poeta, escritora para a infância e editora. Estreou na literatura em 1983, com Jogo de Cintura, e, quarenta anos depois, publicou Jogo de Facas. Vencedora do Prêmio Off-FLIP, em 2019, com A Poetisa, poema de viés feminista, é também autora de obras infantis como Bom dia, Ana Maria, vencedor do Prêmio Jabuti (1988), e Senhor Relógio.
Constância Lima Duarte professora de Literatura Brasileira da UFMG, doutora pela USP e referência nos estudos sobre literatura de autoria feminina e crítica literária feminista. Coordena, desde 2006, o Grupo de Pesquisa Mulheres em Letras, cadastrado no CNPq. É autora e organizadora de obras fundamentais sobre escritoras brasileiras e a imprensa feminina no Brasil, entre elas Da invenção ao inventário: heranças de Laís Corrêa de Araújo, sua publicação mais recente.
INSTITUTO UNIMED-BH
O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.
| SERVIÇO Sábados Feministas Poéticas do envelhecimento com Adriane Garcia, Thaís Guimarães e Constância Lima Duarte Data: 20/06, sábado, às 10h – Portões abertos às 09h30 Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 – Lourdes) Entrada gratuita. |
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