Orthografia ou arte de escrever: Colóquio discute a formação do português como língua brasileira após a Independência, na AML

De 07/05/2026 a 08/05/2026

II Colóquio Diásporas da Língua Portuguesa acontece nos dias 7 e 8 de maio, com conferências, debates e abertura de exposição; programação é gratuita e aberta ao público

A história da língua portuguesa no Brasil e sua transformação em idioma nacional está no centro do Orthografia ou arte de escrever – II Colóquio Diásporas da Língua Portuguesa, promovido pela Academia Mineira de Letras nos dias 7 e 8 de maio. Realizado na sede da instituição [Rua da Bahia, 1466 – Centro, BH], o evento integra as comemorações do Dia da Língua Portuguesa (5 de maio) e reúne pesquisadores de diferentes instituições para debater, em conferências e mesas seguidas de discussão, os processos históricos, políticos e culturais que marcaram a apropriação do português como língua brasileira ao longo do século XIX. A programação inclui ainda a abertura da exposição Orthografia ou arte de escrever, no dia 7 de maio, que fica aberta ao público até 26 de junho. O evento é gratuito e aberto ao público, mediante inscrição online.

Link para inscrição: https://forms.gle/D1UXK7EderRmtAjy7

O ponto de partida desta segunda edição é a recente incorporação ao acervo da Academia Mineira de Letras de uma raridade bibliográfica: Orthografia ou arte de escrever, publicada em Ouro Preto, em 1829, e destinada às escolas de primeiras letras da então província de Minas Gerais. Considerado o único exemplar conhecido da obra, o livro integra um conjunto de publicações didáticas do período — ao lado de Grammatica brasileira ou arte de falar (1828) e Diccionario da lingua brasileira (1832) — que revelam esforços sistemáticos de normatização e ensino da língua no Brasil recém-independente. “Essas três obras levantam questões relativas, de um lado, ao ambiente político, social e educacional posterior à independência, incluindo a produção impressa e a comunidade de leitores num país de iletrados, bem como à apropriação do português como a língua brasileira, um gesto político de inegável importância”, afirma Jacyntho Lins Brandão, presidente da AML.

Ao longo dos dois dias, especialistas discutem temas como o surgimento da produção impressa em Ouro Preto, o papel das escolas de primeiras letras, a construção de gramáticas e dicionários no século XIX, além das práticas de escrita e circulação de textos em um país em formação. A programação reúne nomes como Soraia de Andrade Lara Carvalho, Mônica Jinzenji, Fabiana da Silva Viana, Raquel Menezes Pacheco, Maria Marta Araújo, Soélis Teixeira do Prado Mendes, Maria Cândida Trindade, Márcia Rumeu e Ana Galvão. Tanto o evento, quanto a exposição, valoriza os tesouros do acervo da Academia Mineira de Letras, trazendo-os para o centro do debate, destacando a atuação e o capital cultural dos acadêmicos e da própria instituição. 

A exposição “Orthografia ou arte de escrever” acompanha o Colóquio e será inaugurada no dia 7 de maio, ficando em exibição até 26 de junho. A partir do livro Orthografia ou arte de escrever, publicado em Ouro Preto, em 1829, a exposição propõe um percurso histórico, social, político e educacional em torno da formação da escrita no Brasil e da consolidação do português como língua brasileira. Ao acompanhar a constituição da ortografia e do ensino da língua, a mostra evidencia como o português foi sendo apropriado e reelaborado pelos falantes brasileiros. Marcada pela diversidade, pelo uso cotidiano e pelo encontro de múltiplas vozes, o idioma incorpora as contribuições dos povos originários do país, de populações africanas trazidas pela colonização e de diferentes influências estrangeiras, dando forma a identidades plurais que se refletem tanto na fala quanto na escrita.

Aberto ao público, Colóquio e exposição convidam pesquisadores, estudantes e interessados a refletir sobre os caminhos da língua portuguesa no Brasil, não apenas como instrumento de comunicação, mas como território de disputa, construção simbólica e afirmação cultural ao longo da história. Orthografia ou arte de escrever acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 256536)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e “Academia Mineira de Letras Manutenção e Funcionamento 2026”, incluído na Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Esse projeto tem os patrocínios da CEMIG e do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e novecentos médicos cooperados e colaboradores. Ainda conta com o apoio da Minasmáquinas e do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

INSTITUTO UNIMED-BH

O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.

CEMIG: A ENERGIA DA CULTURA

Como a maior incentivadora da cultura em Minas Gerais, a Cemig segue investindo e apoiando as diferentes produções artísticas existentes nas várias regiões do estado. Afinal, fortalecer e impulsionar o setor cultural mineiro é um compromisso da Companhia, refletindo seu propósito de transformar vidas com energia.

Ao abraçar a cultura em toda a sua diversidade, a Cemig potencializa, ao mesmo tempo que preserva, a memória e a identidade do povo mineiro. Assim, os projetos incentivados pela empresa trazem na essência a importância da tradição e do resgate da história, sem, contudo, deixar de lado a presença da inovação.

Apoiar iniciativas como essa reforça a atuação da Cemig em ampliar, no estado, o acesso às práticas culturais e em buscar uma maior democratização dos seus incentivos.

SERVIÇO
Orthographia ou arte de escrever – II Colóquio Diásporas da Língua Portuguesa

Data: 7 e 8/04
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 – Centro)
Entrada gratuita.
Link para inscrição:
https://forms.gle/D1UXK7EderRmtAjy7

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 7 de abril, quinta-feira
13:30 – Abertura do colóquio e da exposição Orthographia ou arte de escrever
14:00 – Orthographia ou arte de escrever, uma raridade no acervo da Academia Mineira de Letras – Soraia de Andrade Lara Carvalho (AML)
14:30 – O início da produção impressa em Ouro Preto no século XIX – Mônica Jinzenji (UFMG)
15:30 – Debate
16:00 – Intervalo
16:30 – As escolas de primeiras letras na província de Minas Gerais no século XIX – Fabiana da Silva Viana (PUC-MG)
17:30 – A gramática de Manuel Borges Carneiro e Luiz Maria da Silva Pinto – Raquel Menezes Pacheco
18:30 – Debate

Dia 8 de abril, sexta-feira
10:00 – O Dicionário da Língua Brasileira e a lexicografia militante de Luiz Maria da Silva Pinto – Maria Marta Araújo (FJP)
11:00 – A língua brasileira e questões linguísticas no século XIX – Soélis Teixeira do Prado Mendes (UFOP)
12:00 – Debate
12:30 – Intervalo
14:30 – Os princípios da ortografia na obra editada por José Maria da Silva Pinto – Maria Cândida Trindade (UFMG/IHGMG)
15:30 – As etimologizações gráficas na perspectiva de um tratado “orthografico” no Brasil oitocentista: a prescrição em cena – Márcia Rumeu (UFMG)
16:30 – Debate
17:00 – Intervalo
17:30 – Escritas da imprensa para um público “illiterato”: Borges da Fonseca e aortografia da pronunciação (1829-1830) – Ana Galvão (UFMG)
18:30 – Debate

Exposição “Orthographia ou arte de escrever”de 07 de abril a 26 de junho
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 – Centro)
Entrada gratuita.

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA

Assessoria de Imprensa AML – Amanda Magalhães

(31)  9 3301-0161| comunicacao@academiamineiradeletras.org.br

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