
O escritor Ignácio de Loyola Brandão é o convidado de março para O Autor na Academia. O paulista de 78 anos vem à AML para lançar o seu mais recente trabalho, a ficção “Os olhos cegos dos cavalos loucos” que demorou seis décadas para ser concluído. Ignácio também vai ministrar uma palestra sobre o trabalho e a motivação do escritor e do cronista, além de compartilhar histórias por trás de seus romances e coletâneas.
O projeto O Autor na Academia acontece todo mês na AML e traz grandes nomes da literatura nacional para discutir sobre tópicos relativos ao universo das letras e da arte.
O Autor na Academia com Ignácio de Loyola Brandão
Palestra e lançamento do livro “Os olhos cegos dos cavalos loucos”
Quarta-feira, 11 de março de 2015
Horário: 19h
Certificados de participação serão emitidos aos interessados
Entrada gratuita
“Os olhos cegos dos cavalos loucos”
Foi só em 2014, 60 anos depois de começar, que Ignácio de Loyola pôde concluir a ficção “Os olhos cegos dos cavalos loucos”, que narra o perdão pedido por um garoto ao seu avô já falecido. A obra narra o perdão pedido por um garoto ao seu avô já falecido. Ela foi criada da memória afetiva que o autor guarda dos avôs que viviam no interior de São Paulo no início do século XX.
Ignácio conta que a obra só pôde ficar pronta quando, em um evento literário em 2013, ele conseguiu compartilhar as histórias dos parentes com o público. “Na mesma noite, no hotel, comecei a escrever a mão nos cadernos que sempre levo comigo. O nó na garganta saiu. Meu avô me ouviu contando, me viu escrevendo, me desculpou. Literatura é isso, catarse. Desafogo. O livro agora é dele.”
Sobre o autor
Ignácio de Loyola Brandão é um romancista, jornalista, biógrafo e roteirista natural de Araraquara (SP). Filho de um ferroviário apaixonado por livros, passou a infância lendo as histórias do pai, que mantinha em casa uma biblioteca com mais de 800 volumes.
Com quase 50 anos de carreira, Ignácio de Loyola Brandão já publicou 42 livros; entre eles estão a biografia de Ruth Cardoso e Olavo Setubal, o romance “Zero” (1975), censurado durante a ditadura militar; o livro “Não verás país nenhum” (1981), obra que antecipou a crise hídrica brasileira dos tempos atuais; e “O menino que vendia palavras” (2007), vencedor do Prêmio Fundação Biblioteca Nacional, no mesmo ano, e do Prêmio Jabuti, em 2008.
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