Festival Literário Internacional homenageia Wander Piroli

Grande escritor belo-horizontino será pauta de mesa redonda com participação de escritores e jornalistas

15/04/2015

A Fundação Municipal de Cultura realiza uma homenagem ao escritor Wander Piroli, um dos mais vigorosos representantes do conto brasileiro e da literatura infanto-juvenil. Participam da mesa Fabrício Marques, Olavo Romano, Branca Maria de Paula, Luiz Carlos Abritta e diversas outras pessoas que estudaram e conviveram com o escritor belo-horizontino.

O “áspero lirismo de Piroli” é o tema da palestra do escritor e jornalista Fabrício Marques, que abre a programação do Festival Literário Internacional. Fabrício vem pesquisando há alguns anos a relação entre escritores de Belo Horizonte e a capital mineira, no período de 1940 ao início do século 21, e as imagens da cidade construídas por eles.

A homenagem trará também depoimentos de nomes como a escritora, fotógrafa e roteirista Branca Maria de Paula; a professora da Faculdade de Letras da UFMG Letícia Malard; o escritor e jornalista Carlos Herculano Lopes; o escritor e presidente da Academia Mineira de Letras Olavo Romano; além de Luiz Carlos Abritta, escritor e presidente da Academia de Letras do Ministério Público.

O evento conta com a parceria da Academia Mineira de Letras e da editora Cosac Naify, que já editou quatro obras de Pirolli: o inédito Três menos um igual a sete, O menino e o pinto do menino, Os rios morrem de sede e O matador, e está relançando toda a obra do escritor.

Palestra “A Lagoinha e o áspero lirismo de Piroli”, por Fabrício Marques
Depoimentos de Branca Maria de Paula, Letícia Malard, Carlos Herculano Lopes, Luiz Carlos Abritta, Olavo Romano e Sérgio Fantini
Quarta-feiram 15 de abril de 2015
Horário: 19h
Entrada gratuita sujeita à lotação da sala

Sobre autor

Nascido em Belo Horizonte, Wander Piroli viveu boa parte de sua vida no bairro Lagoinha, região com a qual sempre teve uma forte relação e que aparece de forma recorrente em sua literatura. Formou-se em Direito e foi funcionário público durante vários anos, mas encontrou seu caminho no jornalismo e na literatura. Trabalhou nos principais veículos de comunicação da cidade, como Última Hora, Diário de Minas, Suplemento Literário, Estado de Minas, Rádio Guarani, Rádio Inconfidência, Hoje em Dia.

Publicou seu primeiro livro de contos, “A Mãe e o filho da Mãe”, em 1966, pela Imprensa Oficial. Anos antes disso, ganhou o Concurso Nacional de Literatura Prêmio Cidade de Belo Horizonte, em 1951, com o conto “O troco”. Embora tenha iniciado sua carreira como ficcionista escrevendo para adultos, foi na literatura infanto-juvenil, com a publicação de “O Menino e o Pinto do Menino” (1975), que o seu nome ficaria inscrito definitivamente: o livro teve até hoje mais de 30 edições. No ano seguinte, publicou a história infantil, “Os rios morrem de sede”, com a qual ganhou o Prêmio Jabuti de 1977.

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