200 anos de Bernardo Guimarães: o autor de “A Escrava Isaura” é celebrado em mesa-redonda, na Academia Mineira de Letras

17/11/2025

Evento acontece no dia 17 de novembro, às 19h30, com presença de Eliane Lopes, Matheus Zica, Luciano Mendes e Maria Francelina Silami e mediação de Rogério Faria Tavares

A Academia Mineira de Letras celebra, no dia 17 de novembro, às 19h30, o bicentenário de nascimento de Bernardo Guimarães, autor de A escrava Isaura (1875) e O elixir do Pajé (1875), com uma mesa-redonda dedicada à vida, à obra e à atualidade de um dos mais importantes escritores mineiros e românticos do país. A atividade integra a programação cultural da AML e tem mediação do presidente-emérito da casa, Rogério Faria Tavares (Cadeira 8), reunindo Eliane Lopes, Matheus Zica, Luciano Mendes e Maria Francelina Silami em uma conversa sobre a permanência e a potência da obra do autor ouro-pretano. O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita.

Nascido em Ouro Preto, em 1825, Bernardo Guimarães foi poeta, romancista, jornalista, magistrado e professor. Sua trajetória literária, marcada pela sensibilidade lírica e pelo olhar crítico sobre a sociedade de seu tempo, consolidou-o como uma das vozes mais originais do romantismo brasileiro. Autor de obras que exploram a paisagem, os costumes e os conflitos sociais de Minas e do Brasil, Guimarães fez da literatura um campo de liberdade e denúncia. Rogério Faria Tavares, além de enfatizar Bernardo Guimarães como um dos principais expoentes do romantismo na literatura brasileira, fala sobre a potência e perenidade das obras do autor.  “O escritor se destacou como alguém que participou de todas as lutas do seu tempo, entre elas a abolição da escravatura e pela república. Por isso é um nome que precisa ser sempre lembrado e celebrado”, afirma o presidente emérito da AML.

Em A escrava Isaura (1875), romance de ampla repercussão nacional e internacional, o autor abordou de forma pioneira a questão racial e a luta pela liberdade, antecipando temas que ecoariam nas gerações seguintes. Já em O elixir do Pajé, revelou o humor e a ousadia de uma escrita que desafiava convenções e misturava erudição e irreverência. Ao longo de sua vida, Bernardo Guimarães publicou também livros de poesia, como Cantos da solidão e Poesias, e exerceu papéis fundamentais como educador e intelectual público. Foi homenageado pelo imperador Dom Pedro II, e é patrono da cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Raimundo Correia.

O evento é uma iniciativa da AML e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. 

MESA-REDONDA

Eliane Marta Teixeira Lopes nasceu em Belo Horizonte, em 1946. Afirma que deve ao povo brasileiro quase todo o percurso de sua formação e procurou retribuir como professora de História da Educação na FaE-UFMG. Além de artigos e livros acadêmicos, escreveu Santo Antônio (Conceito Editorial v.27), Richard Wagner e Tannhauser em Paris (Autêntica Editora) e, com Sylvia Vartuli, Querido alguém (edição das autoras).

Luciano Mendes de Faria Filho é pedagogo, professor titular aposentado da UFMG, pesquisador da área de história da educação e da educação em direitos humanos e estudioso da obra de Bernardo Guimarães.

Matheus da Cruz e Zica graduou-se em História pela UFMG e alcançou os graus de mestre, doutor e pós-doutor em História da Educação. Também realizou Pós-doc na Universidade de Coimbra, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. Concluiu a formação em Psicanálise pela Escola Brasileira de Psicanálise. Durante mais de uma década exerceu cargo de professor universitário no ensino público federal em níveis de graduação e pós-graduação, tendo publicado uma série de artigos, capítulos de livros e organização de coletâneas. Estudou Bernardo Guimarães da Iniciação Científica ao Doutorado. Recentemente participou da obra de reedição do conto “Jupira” de Bernardo Guimarães, contribuindo com dois comentários à coletânea sob organização da Prof. Dra. Ione Ribeiro Valle.

Maria Francelina Silami Ibrahim Drummond é graduada em Letras/PUC-MG, mestre em Estudos Literários e doutora em Literatura Comparada pela Faculdade de Letras/UFMG. Tem pós-doutorado na Faculdade de Letras/PUC-RS e é professora aposentada da UFU. É pesquisadora de cultura e sociedade em Ouro Preto, com ênfase no século XIX; de história da literatura; de história da recepção, do livro e do leitor; coeditora da Editora Liberdade, sediada em Ouro Preto e especializada em temática ouro-pretana. Publicou, entre outros livros, prefácios e artigos, os seguintes títulos: Leitor e leitura na ficção colonial; um estudo do Compêndio narrativo doPeregrino da América (1728) – (PUC-RS, 2006);  Ouro Preto, cidade em três séculos (reedição crítica do Bicentenário de Ouro Preto, 2011); O Semeador (organização, autoria, 2013); A biografia de Aleijadinho e seu contexto (2014); Bernardo Guimarães cronista (Org., 2015);  História de uma vida (2020); A imprensa de Ouro Preto no século XIX (2023); Construção de uma causa: a Fundação Sorria (2024); e Miscelânea, nos passos de Bernardo Guimarães (2025). Editou Série Ouro-Pretana (2015); O Velho Cláudio (2019); De primeiro, na Rua Nova (2020); Na casa de Alphonsus (2021); Entrelaçados (Anamélia e Nelo Nuno Rangel, 2023); Crônicas e Novelas, de Olavo Bilac. (2ª edição, 2022); Livro dos viajantes portugueses (2023); e O segredo de Ouro Preto, de Vitorino Nemésio (1ª edição brasileira, 2025)

Rogério Faria Tavares é presidente-emérito da Academia Mineira de Letras, em que ocupa a cadeira 8 desde junho de 2016. Doutor em Literatura pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, possui Diploma de Estudos Avançados em Direito Internacional e em Relações Internacionais pela Universidade Autônoma de Madri. É membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e comendador da Ordem do Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, desde 2024.

INSTITUTO UNIMED-BH

O Instituto Unimed-BH completou 22 anos em 2025 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.

SERVIÇO 
Mesa-redonda em comemoração dos 200 anos de Bernardo Guimarães
Com Eliane Lopes, Matheus Zica, Luciano Mendes e Maria Francelina Silami. Mediação de Rogério Faria Tavares
Data: 17/11, segunda-feira, às 19h30
Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 – Lourdes) 
Entrada gratuita.

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA

Assessoria de Imprensa AML – Amanda Magalhães

(31)  9 3301-0161| comunicacao@academiamineiradeletras.org.br

Acessar o conteúdo