Miniatura

Acadêmico
Yeda Prates
Número de Cadeira
06 Patrono: Bernardo de Vasconcelos
Data de Posse
03 de setembro de 2007
Posição na Cadeira
5º Sucessor
Status
Membro atual
Contato
yedabh@yahoo.com.br
Descrição Biográfica
Poeta, ensaísta, pintora, escritora e cantora, Yeda nasceu em Belo Horizonte, onde sempre residiu. Na juventude, competiu pelo Minas Tênis Clube e se tornou campeã mineira e vice brasileira de natação.
Nasceu em uma família ligada às artes. Seu tio Carlos Eduardo Prates, o Caiado, foi um maestro consagrado na Europa e vencedor do concurso de jovens Regentes em Milão. Segundo o filho de Yeda, Eduardo Bernis, sua primeira opção sempre foi a música, recorda ele, que ainda criança, assistia ensaios do Madrigal Renascentista na garagem da casa de seu avô, a meio quarteirão do Minas Tênis Clube. A poesia, posteriormente, foi um caminho natural, espontâneo.
De acordo com Yeda, seu amor pela literatura e pela arte teve fundamental influência dos pais e da prima Vanessa Neto. Foi casada com o jornalista Nei Octaviani Bernis, falecido em 2005, com quem teve cinco filhos que exigiam sua dedicação total, com muito amor, cuidado e carinho. Nas horas de tranquilidade a inspiração se transmutava em poesia.
Formou-se em Letras Neo-Latinas pela Universidade Federal de Minas Gerais e cursou canto lírico e piano no Conservatório Mineiro de Música. Em votação unânime, foi eleita sócia correspondente da Academia Lusíada de Ciências, Letras e Artes, e nomeada Personalidade Ilustre pela Fundação Cultural dos Professores do Estado de Belo Horizonte, devido ao Centenário de Belo Horizonte, em 1997.
Estreou na cena literária mineira em 1967, com o livro de poemas Entre o rosa e o azul, pela Editora Cruzeiro, que ganhou o Prêmio Cidade de Belo Horizonte. Em 1974, publicou um livro de poesias pela Imprensa oficial de Minas Gerais: Enquanto é noite e em 1979 publicou a obra, também de poesias, Palavra ferida, pela Editora Veja.
Em 1976, lançou uma antologia, de variados poemas, de poetas novos de todo o Brasil, SOPOESIA, da Editora do Escritor, de São Paulo. Em 1983, publicou em primeira edição Pêndula, pela Editora Massao Olmo, também de São Paulo, com uma segunda edição em 1986, ano em que publicou, pela Editora Itatiaia, Grão de arroz, que recebeu Menção Especial no Prêmio Jorge de Lima, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, em 1995. Em 1992, publicou O rosto do silêncio pela Editora Cuatiara e recebeu, no mesmo ano, os prêmios Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, e o Prêmio Alejandro José Cabassa, conferido pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, além do título de Personalidade Cultural, da U.B.E. – Rio de Janeiro. Em 1994, publicou À beira do Outono, da Editora Phrasis, com o Prêmio Hors-Concours Jorge de Lima, no ano seguinte, também da U.B.E. – Rio de Janeiro.
Em 1997, recebeu a importante condecoração Ordem do Cedro-Grau de Cavalheiro, do governo do Líbano, por textos poéticos sobre o país, divulgados no mundo árabe, e ainda a Placa de Prata do Instituto Cultural Newton de Paiva Ferreira. Em 1998, publicou duas obras, Encostada na paisagem e A poesia no século XX, pela qual recebeu, em 1999, o Prêmio Conjunto de Obras da UEB do Rio de Janeiro, e em 2001 a Medalha Auta de Souza da UEB do Rio de Janeiro. Lançou em 2004, Cantata e em 2006, Viandante. Publicou entrevistas, artigos e poemas em diversos jornais e revistas mineiras e no Suplemento Literário de Minas Gerais.
Yeda Prates Bernis tem poemas musicados por Camargo Guarnieri, sob o título Tríptico de Yeda e divulgados pelo país através de discos do Ministério da Educação e Cultura; e poemas traduzidos para o italiano, o inglês, o espanhol, o francês e o húngaro, divulgados no exterior. Além disso, a escritora ocupou diversos cargos e importantes funções em sua carreira. Foi membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais, na Câmara de Letras e Artes por oito anos, e diretora de imprensa da Sociedade Amigas da Cultura. Foi diretora cultural da Sociedade Amigas da Cultura nas gestões de 1975 a 1977, de 1977 a 1979 e de 1980 a 1981. Integrou a Comissão de Comemoração do Ano Internacional da Mulher, em Minas Gerais, em 1975; coordenou o PRODIARTE (Projeto de Desenvolvimento Integrado de Arte e Educação), em convênio com o MEC e a Secretaria de Educação de Minas Gerais, envolvendo 76 escolas e 42.600 alunos, em 1980. No mesmo ano foi também representante de Minas Gerais no III Encontro do PRODIARTE e no III Seminário Nacional PRODIARTE, no Rio de Janeiro e em São Luís do Maranhão. Atuou ainda como Assistente Administrativa da Secretaria de Estado da Educação-MG, na área cultural.
Yeda realizou diversas atividades na área da cultura: fundou e participou do Coral Madrigal Renascentista de Belo Horizonte e prefaciou diversos livros de literatura de diversos autores. Escreveu apresentações de artistas plásticos mineiros, em catálogos de exposições e participou, com um poema, do texto teatral Os ricos da Fala, do Grupo de Jota Dangelo.
Yeda ocupa a cadeira nº 6 da Academia Mineira de Letras, para a qual foi eleita em 12 de abril de 2007 e tomou posse em 03 de setembro de 2007.



