Miniatura

Acadêmico
Paulo Rehfeld
Número de Cadeira
22 Patrono: Julio Ribeiro
Data de Posse
23 de maio de 1937
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, acadêmico, funcionário público e professor Paulo de Araújo Rehfeld, nasceu em Diamantina, Minas Gerais, no dia 2 de setembro de 1902. Filho de Eugênio Ernesto Augusto Rehfeld e de Josefina Maria Coelho de Araújo Rehfeld, casou-se com Clara Gonzaga Rehfeld, com quem teve uma filha, Berenice Josefina Rehfeld Veiga Martins.
Realizou o curso primário em Itabira, Minas. Transferiu-se para Belo Horizonte e continuou o curso secundário no Instituto Fundamental, de Belo Horizonte. Assim que chegou na capital mineira, começou a trabalhar em repartições do Estado, mas dedicou-se ao mesmo tempo aos estudos e a escrita.
Depois de concluir o secundário, em 1926, Paulo Rehfeld publicou seu primeiro livro de contos, Os rebelados, além de numerosos artigos esparsos pelos jornais e em revistas. Ingressou mais tarde na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, onde bacharelou-se em 1937.
Antes, em 1936, publicou seu segundo livro, o romance de fundo histórico, O Amigo de Duclere; no ano seguinte, em 1937, foi eleito para Academia Mineira de Letras em sucessão a Heitor Guimarães, o fundador, na cadeira nº 22, patrocinada por Júlio Ribeiro.
Adentrou, muito jovem, no serviço público estadual; trabalhou na Secretaria das Finanças, depois foi Superintendente do Departamento de Despesa Variável e Chefe do Gabinete do Secretário Ovídio Xavier de Abreu.
Paulo Rehfeld escreveu estudos sobre finanças e contabilidade, um dos quais foi editado pelo governo do estado de Minas Gerais; ocupou, também, o cargo de Diretor Administrativo da Secretaria do Interior e Justiça e, por sua experiência administrativa, foi incumbido de reestruturar os serviços da Caixa Econômica Federal de Minas Gerais.
Exerceu, também, o magistério em cursos de aperfeiçoamento para funcionários do Estado e em estabelecimentos particulares de ensino médio. Depois de aposentar-se, prestou serviços, no Rio de Janeiro, à comissão construtora da nova capital do país, Brasília, como Diretor de Divulgação da NovaCap, e foi supervisor da revista Brasília.
Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Minas Gerais, e foi um estudioso das tradições de Minas e das memórias do país. Considerado um ex-pert que se debruçou sobre livros e documentos a vida toda, como também viajou pelos lugares antigos em observações locais, a convite do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, recolheu, antes de falecer, elementos para elaborar a história de Brasília.
Paulo Rehfeld faleceu sem terminar a obra, em 14 de agosto de 1960, em Belo Horizonte. Foi filiado ao Partido Social Democrata – PSD, onde militou seu genro José Veiga Martins, que foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Além de artigos em jornais e revistas e de estudos sobre Finanças e Contabilidade, publicou os livros De guante e espada, Belo Horizonte, Livraria Cultura Brasileira, em 1946; Conquista e civilização do Vale do Rio Doce e Vila Rica e Tejuco, contos baseados em temas da história mineira; deixou inédito um segundo romance, O sol nas selvas.



