Miniatura

Acadêmico
Patrus Ananias
Número de Cadeira
39 Patrono: Basilio da Gama
Data de Posse
14 de maio de 1996
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro atual
Contato
ananiaspatrus@gmail.com
Descrição Biográfica
O advogado, escritor e político Patrus Ananias de Souza nasceu em Bocaiúva, MG, em 26 de janeiro de 1952, filho de Jair Ananias de Sousa e Maria Teresa Patrus Ananias.
Cursou o ensino primário no antigo Grupo Escolar Coronel Fulgêncio (hoje Escola Estadual Genesco Augusto Caldeira Brant), cujas professoras ele guarda no coração e na memória. Patrus Ananias cursou o antigo ginásio no Senhor do Bom Fim e na Escola Estadual Professor Gastão Valle, quando teve como professora a acadêmica Maria Antonieta Antunes Cunha.
Ainda adolescente já estava comprometido com as lutas democráticas e de resistência à ditadura. Iniciou sua militância política e social no movimento estudantil secundarista. Em 1966, aos 14 anos, Patrus Ananias foi eleito presidente do Diretório Estudantil de Bocaiuva.
Em 1972, mudou-se para Belo Horizonte para cursar Direito na Faculdade Mineira de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Militou no movimento estudantil; foi vice-presidente do Diretório Acadêmico Afonso Pena - CAAP e intensificou nesta época a militância política nos movimentos cristão católicos, como as Comunidade Eclesiais de Base - CEBs e no movimento Justiça e Não-Violência.
Entre 1975 e 1977 atuou como assessor parlamentar na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, cujo secretário era o professor José Fernandes Filho, hoje acadêmico da Academia Mineira de Letras. Formou-se pela UFMG em 1976 e no período de 1979 a 1983 atuou como advogado sindical e trabalhista, na defesa de profissionais como jornalistas, assistentes sociais, professores e engenheiros. Manteve a conexão com movimentos sociais prestando assessoria, também, a associações comunitárias e pastorais. Aprovado em concurso público e nomeado em 1982, atuou como pesquisador da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e como professor da Escola do Legislativo.
Foi vereador na capital mineira (1989-1992), pelo Partido dos Trabalhadores (PT), sendo relator da Lei Orgânica do município.
Prefeito de Belo Horizonte de 1993 a 1996, desenvolveu uma gestão inovadora, pioneira em políticas de combate à fome e à desnutrição e implantou o Orçamento Participativo - OP, experiência de participação social que virou referência para o país. Como prefeito, Patrus Ananias desenvolveu inovações também em áreas como saúde, cultura, educação, assistência social e meio ambiente. Na educação, criou a Escola Plural; e na cultura junto com Maria Antonieta Cunha, fez de Belo Horizonte referência na área, com os festivais Internacional de Teatro e o de Arte Negra, dentre outras ações.
Entre 1997 e 2001 retomou as atividades acadêmicas. Lecionou Direito e Legislação Social na Escola de Serviço Social e Introdução ao Estudo de Direito na Faculdade de Direito, da PUC-MG. Já havia lecionado a cadeira de Direito do Trabalho (1979-1983).
Em 2001 concluiu o mestrado em Direito Processual com a dissertação Processo Constitucional e Devido Processo Legal na Constituição de 1824 e especializou-se em Poder Legislativo (2000), ambos pela PUC-MG. Ainda na PUC Minas, atuou no Núcleo Jurídico de Políticas Públicas, com a linha de pesquisa Estado, Constituição e Sociedade no Paradigma do Estado Democrático de Direito. Cursou as disciplinas do Doutorado em Filosofia, Tecnologia e Sociedade pela Universidad Complutense de Madrid em convênio com a PUC Minas.
Foi presidente do Instituto Jacques Maritain da PUC Minas de 1996 a 2003 e diretor da editora da instituição. Nesta época, organizou o livro Edgar de Godoi da Mata-Machado: o homem e o pensador, sendo autor de um dos artigos do livro.
É coautor das obras As Constituintes mineiras de 1891, 1935 e 1947: uma análise histórica; Belo Horizonte: poder, política e movimentos sociais (1996), Desafios do Governo Local – O modo petista de governar (1997). Publicou o ensaio Processo Constitucional e Devido Processo Legal (2000) e as coletâneas Leituras Críticas sobre Leonardo Boff (2008) e A Arquidiocese de Belo Horizonte e o Laicato (2015), dentre outras.
Entre 1993 e 2000, publicou, regularmente, artigos no Jornal Estado de Minas sobre temas políticos, jurídicos e culturais. É autor de ensaios, artigos e prefácios em diversas publicações. Tem publicadas, entre outras obras: Em Nome da Vida, Brasil (1994); Brasil, Uma Nação em Busca de Si Mesma (2003); Emoções em Desalinho (2010), que traz o discurso de recepção ao escritor Bartolomeu Campos de Queirós da AML; Brasil, Travas e Possibilidades (2017); Reflexões sobre o Brasil (2021); Brasil, Soberania Nacional e Cultura (2024) e Orçamento Público e Soberania Nacional (em produção).
Patrus Ananias integra também o Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, que homenageia o pensador cristão católico - grande referência e inspiração para o acadêmico.
Eleito deputado federal em 2002, Patrus Ananias permaneceu na Câmara até janeiro de 2004. Pela bem-sucedida administração da capital mineira, foi convidado pelo presidente Lula para assumir o cargo de ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS, para combater a fome e a miséria no país, onde permaneceu até 2010. No MDS, implantou o Bolsa Família, integrando-o às políticas de assistência social e segurança alimentar, fazendo do programa uma referência internacional. Criou os Centros de Referência da Assistência Social e ações de segurança alimentar, como os bancos de alimentos e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, dentre vários outros.
Ministro do Desenvolvimento Agrário (2014-2016), no Governo Dilma Rousseff, Patrus Ananias promoveu programas voltados para a agricultura familiar, a agroecologia e o cooperativismo.
Em seu quarto mandato como deputado federal, é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional e titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados - CCJC, lugar que ocupa desde o primeiro mandato, e onde coordena a Bancada do PT.
Patrus Ananias ocupa a cadeira 39 da Academia Mineira de letras, para a qual foi eleito em 23 de julho de 1995 e tomou posse em 14 de maio de 1996.



