Miniatura

Acadêmico
Olympio de Araújo
Número de Cadeira
37 Patrono: Basílio Furtado
Data de Posse
01 de julho de 1911
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Olympio Rodrigues de Araújo, filho de Francisco de Paula Leopoldino Araújo – conhecido como “Chico Boticário” – e Maria Augusta Vieira, nasceu em 19 de setembro de 1860, em Mar de Espanha (MG), no distrito de Conceição do Rio Novo – que se emancipou em 1870 –, e faleceu em 29 de março de 1923, em Rio Novo (MG).
Tendo aprendido as primeiras letras com professores particulares em sua terra natal, onde também frequentou um colégio por pouco tempo, deu continuidade aos estudos autodidaticamente.
Tornando-se comerciante, dedicou-se inicialmente à firma Araújo & Carneiro, da qual era sócio proprietário juntamente com José Augusto de Gouvêa Carneiro. Com a dissolução da parceria, em 1890, prosseguiu sozinho com o empreendimento, a que deu o nome de Casa do Sol, referência local na venda de gêneros alimentícios – especialmente o café –, ferragens, tecidos e chapéus, entre outros itens congêneres. Ainda em Rio Novo, atuou como agente representante da Tinturaria Guarany, sediada em Juiz de Fora, e arrematou contratos junto à Câmara Municipal para a prestação de serviços de iluminação pública e abastecimento de água potável.
Em 1898, tomou parte na fundação da loja maçônica Culto ao Dever, contribuindo desde então como orador oficial da entidade. A essa altura, já era bastante conhecido no meio jornalístico e literário, tanto como colaborador d’O Pharol, de Juiz de Fora, quanto como fundador, redator e/ou colaborador dos periódicos Colombo, Progredior e Rio Novense, de Rio Novo, em cujas páginas publicou artigos, cartas, contos, crônicas e poemas, alinhando-se aos ideais republicanos e abolicionistas.
Paralelamente, participou da política local elegendo-se vereador em três oportunidades: em 1885 e, mais tarde, sucessivamente em 1892 e em 1896. Nesse ínterim, chegou a ocupar a vice-presidência da Câmara Municipal de Rio Novo. Posteriormente, disputou as eleições para deputado estadual e, obtendo os votos necessários, cumpriu o mandato de 1903 a 1906, na 4ª legislatura, empenhando-se nas comissões permanentes de Câmaras Municipais, como titular, e de Estatística e de Instrução Pública, como interino.
Na sequência, exerceu o cargo de inspetor de ensino entre 1907 e 1911, atividade que o levou a visitar diversas instituições escolares no estado de Minas Gerais, algumas delas, por exemplo, situadas em Bambuí, Formiga, Piumhi, São João del-Rei e Juiz de Fora. Em 1911, assumiu a direção do Grupo Escolar de Rio Novo, recém-fundado, permanecendo no posto até 1923. Além disso, criou uma associação de escoteiros nomeada Bandeirantes Mineiros, no idos de 1914, sob a influência das ideias do tenente-general Robert Baden-Powell, o fundador do Escotismo.
Eleito para a Academia Mineira de Letras aos 6 de maio de 1911, tomou posse em 1º de julho do mesmo ano, tendo sido recepcionado por Carmo Gama. Além de várias peças teatrais, tais como Sorte Única (189[9]) e A Mascarada (1917), escreveu as seguintes obras: Aquarellas (1893), com prefácio de Silva Tavares; Assassinato de d. Palmyra de Araújo (1904); Trovas Plangentes: versos de outrora e canções de agora (1905), com prefácio de Antônio Augusto de Lima; Licções Intuitivas de Geographia Local (1910); e Dr. Basílio Furtado: perfil biographico (1911).



