Miniatura

Acadêmico
Oiliam José
Número de Cadeira
30 Patrono: Oscar da Gama
Data de Posse
19 de janeiro de 1961
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor polígrafo, advogado, professor e historiador Oiliam José, nasceu em Rio Branco, hoje Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, em 9 de fevereiro de 1921, filho de imigrantes libaneses Chamel José (Chamel Assad Yussef) e Gurra José (Gurra Habib Couri Yussef). Foi casado com Maria da Glória Batista José, com quem teve quatro filhos.
Oiliam José iniciou os estudos primários e os secundários no Colégio Rio Branco, em sua terra natal; depois mudou-se com sua família para São Geraldo. Realizou o curso de contabilidade em Miracema, Rio de Janeiro, e em Leopoldina, Minas Gerais. Em seguida iniciou o curso superior na Faculdade de Direito, em Juiz de Fora, pela qual se bacharelou em 1963.
Enquanto estudante em Visconde do Rio Branco, fundou e dirigiu os jornais O Ginasiano e O Escoteiro. Entre 1957 e 1959, foi contabilista da Secretaria de Finanças do Estado de Minas Gerais e chefiou o Gabinete de Celso Porfírio de Araújo Machado quando este foi Diretor da Imprensa Oficial.
De 1959 a 1961, Oiliam José foi Secretário da Segurança Pública no Governo José Francisco Bias Fortes. Na Prefeitura Municipal de Visconde do Rio Branco foi secretário dos prefeitos Antônio Pedro Braga e Gastão de Almeida e Silva.
Fundou também o Retiro Espiritual, um encontro realizado anualmente no período do carnaval, que propunha a reflexão e a oração, reunindo, em Rio Branco, pessoas de todos os municípios da circunscrição da Diocese de Leopoldina.
A família de Oiliam José foi tradicionalmente de formação católica, tendo entre os santos de devoção sua tia-avó, a Santa Rafka (1832-1914), canonizada pelo papa João Paulo II. Nesse sentido, por quase 70 anos seguidos, o professor e historiador, coordenou o evento espiritual e sempre dedicava uma palavra de conforto e fé a cada retirante.
Ingressou cedo no magistério, lecionou no Ginásio Rio Branco, de Visconde do Rio Branco; no Ginásio São Paulo, de Muriaé; no Ginásio Leopoldinense, de Leopoldina, transformado no Colégio Estadual Professor Botelho Reis, no qual foi titular da cadeira de História Geral e do Brasil.
Foi professor também da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Marcelina, de Muriaé, onde ocupou a cátedra de Literatura Portuguesa e Brasileira; e redator por trezes anos de O Leopoldinense, órgão da diocese de Leopoldina; colaborou, ainda, nos jornais de Belo Horizonte Estado de Minas e Diário de Minas e nos periódicos paulistanos Lareira e O Legionário.
Em 1960, antes de colar grau na Faculdade de Direito, foi eleito para a Academia Mineira de Letras como primeiro sucessor do Fundador Luiz de Oliveira, na cadeira nº 30, patrocinada por Oscar da Gama. Oiliam José pertenceu, ainda, aos Institutos Históricos e Geográficos de Minas Gerais, de São Paulo e de Juiz de Fora e ao Instituto Genealógico Brasileiro.
A historiografia mineira, especialmente a da Zona da Mata, que muito possui do trabalho de Oiliam José, teve passagens marcantes por múltiplas cidades da Zona da Mata e também Ouro Preto e Mariana. Oiliam José faleceu no dia 23 de fevereiro de 2017, aos 96 anos, em Belo Horizonte.
Dentre suas obras, além de numerosos ensaios em revistas, foi autor de vasta obra nas áreas de Sociologia, História e Etnologia, publicou os livros Visconde do Rio Branco: notas para sua história, Visconde do Rio Branco, Oficinas Gráficas da Papelaria Império, em 1952; Fatos e figuras de Visconde do Rio Branco, Leopoldina Tip. Diocesana São José, em 1956; Marliére, o civilizador: esboço biográfico, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1958; Historiografia mineira: esboço, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1959 (Prêmio Cidade de Belo Horizonte, Seção de Erudição, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte); A propaganda republicana em Minas, Belo Horizonte, edição da Revista Brasileira de Estudos Políticos, em 1960 (Prêmio Secretaria da Educação do Concurso de Artes e Letras, Seção Pandiá Calógeras - Erudição); Mundo em crise, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1960; Dois poetas românticos, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1961; A abolição em Minas, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1962; Indígenas de Minas Gerais, Belo Horizonte, Imprensa Oficial, (Coleção Movimento-Perspectiva), em 1965; Pensador, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1968; Minas Gerais: terra e povo, em colaboração com vários autores e direção de Guilhermino César, Globo, Porto Alegre, em 1970; Tiradentes, Belo Horizonte, Imprensa Oficial, em 1974; Racismo em Minas Gerais, em 1981; Visconde do Rio Branco: terra, povo, história, em 1983; Poemas orientais, em 1984; O efêmero e o eterno, em 1985; O negro na economia mineira, em 1994; Efemérides da Academia Mineira de Letras: 1909-2009, em 2010.



