Miniatura

Acadêmico
Odair de Oliveira
Número de Cadeira
15 Patrono: Bernardo Guimarães
Data de Posse
06 de dezembro de 1979
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, acadêmico e advogado Odair de Oliveira, nasceu em Patrocínio, Minas Gerais, em 13 de outubro de 1917, filho de Joaquim Jacinto de Oliveira e de Maria Amélia de Oliveira. Casou-se com Zélia Barbosa de Oliveira.
Fez o curso primário no Grupo Escolar Honorato Borges em sua cidade natal e, bem mais tarde, conseguiu concluir o secundário, em três anos, em 1937. Em 1944, bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais. No decorrer do curso, publicou o jornal O Universitário e representou sua turma junto ao Diretório Acadêmico, do qual foi porta-voz no Conselho da Assistência Universitária Mendes Pimentel.
Em Patrocínio, dedicou-se à arte gráfica: iniciou como aprendiz na tipografia do jornal A Notícia, posteriormente transferiu-se para O Tempo e, em seguida, para o Cidade de Patrocínio, no qual permaneceu até passar a imprimir o seu próprio jornal, A Flama, de pouca duração, que lhe rendeu, porém, fundos que possibilitaram sua transferência para Belo Horizonte a estudo.
Em 1938, iniciou sua vida jornalística em Belo Horizonte, quando foi admitido como revisor do Estado de Minas. Mais tarde, ocupou o cargo de chefe da revisão e de redator do Diário da Tarde, tendo sido promovido a redator-secretário em 1952. Ocupou, também, os cargos de editor de opinião e foi membro do Conselho Editorial dos Diários e Emissoras Associados de Minas.
Foi encarregado de todas as campanhas cívico sociais de âmbito nacional lançadas por Assis Chateaubriand por intermédio dos Diários Associados. Ficou também a seu cargo a campanha - de iniciativa de Pedro Aleixo e patrocinada pelo Estado de Minas - para que se constituísse a Fundação São José, que ainda hoje existe e visa ao amparo de idosos.
Dois “furos” de reportagem policial pelos quais foi responsável ficaram na história da imprensa belo-horizontina: num deles, o caso Nelito-Giancotti, além de ter sido revelado à polícia o autor do crime – fato sem precedentes no País – redundou, juntamente como no outro caso, o caso Delgado, no descrédito aos dois principais competidores do Estado de Minas na época, em 1943.
Foi crítico teatral, musical e manteve uma coluna de apreciação intitulada Livros Novos, das principais edições lançadas no País. Em 1946, foi nomeado, em comissão, para redator do Minas Gerais, durante o governo de João Beraldo, e ficou por dois anos, à disposição do Gabinete do Secretário da Agricultura, Indústria e Comércio, como responsável pela divulgação das medidas ligadas à execução do Plano Mineiro de Recuperação Econômica.
Foi redator-secretário do Boletim Florestal, revista publicada pela antiga Inspetoria Regional Florestal do Ministério da Agricultura. Em 1958, foi contratado para redator da sucursal do Estado de São Paulo, que chefiou até 1971. Foi também Assessor da Presidência da Associação Comercial de Minas e responsável pela redação de discursos e dos editoriais do Boletim Semanal e da revista Mensagem Econômica, ambos publicados pela entidade.
Foi membro da OAB/MG; membro e Diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e Conselheiro e Presidente da Associação Mineira de Imprensa entre 1973 e 1975. A convite do Governo da Alemanha Ocidental, esteve em visita às principais cidades daquele País, viagem da qual resultou o volume Alemanha Ocidental- Democracia em Revolução, dentre outros trabalhos publicados.
Em março de 1980, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, ocupando a cadeira nº 15, em substituição a Moacyr Assis Andrade. Odair de Oliveira faleceu em Belo Horizonte, em 17 de setembro de 1982.



