Miniatura

Acadêmico
Navantino Santos
Número de Cadeira
35 Patrono: João Pinheiro
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Navantino Santos, filho de José dos Santos Júnior e Guilhermina Chaves dos Santos, nasceu em 26 de julho de 1885, em Cataguases (MG), e faleceu em 10 de abril de 1946, em Belo Horizonte (MG).
Cursou o secundário e o preparatório no internato do Ginásio Mineiro de Barbacena. Em seguida, frequentou a Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais (posteriormente incorporada à UMG) de 1901 a 1905. Nesse ínterim, foi redator das revistas belo-horizontinas Heliantho – em parceria com Auto de Sá, João Elói Camelo e Júlio Brandão Filho – e Caramurú – juntamente com Auto de Sá, Jacques Dias Maciel, Olympio de Carvalho e Pedro Carlos da Silva, seus companheiros do Grêmio Literário Santa Rita Durão. Na mesma época, tornou-se colaborador d’O Pharol, de Juiz de Fora, e fundou o hebdomadário O Arauto, em Cataguases, ao lado de Lindolpho Gomes.
Com o diploma do curso jurídico em mãos, regressou para a cidade natal e começou a atuar profissionalmente, primeiro como promotor público – com passagens pelas comarcas de Rio Branco e Ubá, entre 1906 e 1908 – e depois como advogado. Paralelamente, dedicou-se à imprensa local, tendo sido corresponsável pela criação, direção e redação dos jornais A Epocha, com a ajuda de Joaquim Figueira da Costa Cruz, e A Evolução. Ainda em Cataguases, participou de bancas examinadoras e fiscalizadoras de provas escolares e, desde 1917, exerceu as atribuições de delegado da Liga Brasileira Contra o Analfabetismo. Ademais, tomou parte na instalação da seguradora Garantia Mineira, à qual serviu como diretor-secretário por alguns anos.
Filiado ao Partido Republicano Mineiro, elegeu-se deputado estadual para a 8ª legislatura, transcorrida entre 1919 e 1922, período durante o qual integrou a Comissão de Orçamento e Contas. Na sequência, foi nomeado consultor jurídico do estado de Minas Gerais, função que desempenhou de 1922 a 1926. Nessa altura, fixou residência em Belo Horizonte, onde também assumiu a direção da Escola de Reforma Alfredo Pinto.
Eleito para a Academia Mineira de Letras em 14 de julho de 1911, tomou posse aos 23 de dezembro do mesmo ano. Na ocasião, foi recepcionado pelo confrade Mário Magalhães. Além de presidir a entidade no biênio 1929-1930, cooperou como secretário, tesoureiro e membro das comissões de contas e de recepção.
Publicou uma única obra, intitulada Pareceres do Consultor Jurídico do Estado (1924), pela Imprensa Oficial de Minas Gerais.



