Miniatura

Acadêmico
Miguel Augusto
Número de Cadeira
05 Patrono: José Maria Teixeira de Azevedo Júnior
Data de Posse
22 de outubro de 1991
Posição na Cadeira
4° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Miguel Augusto Gonçalves dedicou sua vida à política e ao serviço público. Nasceu em 07 de agosto de 1926, em Itaúna – na região centro-oeste de Minas Gerais. Filho de Dario Gonçalves de Souza e de Judith Carmadelli Gonçalves. Era casado com Maria Eunice Cançado Gonçalves de Souza e nessa união tiveram seis filhos.
Fez os estudos secundários no Colégio Marconi e se formou em Direito pela Faculdade de Direito da UFMG em 1949. No governo de José de Magalhães Pinto, exerceu os cargos de Secretário da Fazenda, entre 04 de maio de 1964 e 1º de julho de 1965, e de Secretário Interino do Interior e Justiça cumulativamente com o exercício da Secretaria da Fazenda; em seguida ocupou o cargo de Secretário de Estado do Governo e Coordenação Política, de agosto de 1965 a fevereiro de 1966, tendo, anteriormente, atuado na Presidência do Conselho de Administração do BDMG, de 1963 a 1964. Além disso, foi Presidente da Associação Comercial de Minas e da Federação das Associações Comerciais do Estado de Minas Gerais, no período de 1963 a 1965.
Tornou-se um industrial do ramo têxtil, herança do seu avô Augusto Gonçalves de Souza Moreira, um dos fundadores da Companhia de Tecidos Santanense, antiga e hoje falida Cia Itaunense. Em 1966 foi Presidente do Conselho de Administração e Diretor-Presidente da Companhia Industrial Itaunense, indústria siderúrgica e têxtil com sede naquela cidade de Minas Gerais. Em 15 de dezembro de 1965 foi um dos fundadores da Universidade de Itaúna, tornando-se Reitor Honoris Causa da Universidade e presidiu o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais no mesmo período.
Ao lado da atuação na vida pública e política, Miguel Augusto escreveu algumas obras ao longo de sua vida. Em 1964, publicou Acidentes do Trabalho, pela Editora Revista dos Tribunais, de São Paulo, e Missão da Universidade de Itaúna, pela Imprensa Oficial de Minas Gerais, em 1966. Ainda em 1966 foi condecorado com a Grande Medalha da Inconfidência pelo governador do estado e condecorado com a Medalha do Mérito Legislativo pela Assembleia Legislativa do estado de Minas Gerais.
De 23 de abril de 1975 a 24 de abril de 1979, foi Diretor-Presidente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, o Credireal, por designação do governo Aureliano Chaves, depois tornou-se Diretor-Presidente da Fiat Automóveis, no período de 05 de maio de 1979 a 30 de abril de 1983, quando o governo de Minas era sócio Majoritário da empresa. Foi Diretor-Presidente da Aço Minas Gerais (AÇOMINAS), entre 27 de abril de 1984 a 07 de maio de 1985.
Entre 1985 e 1986, publicou AÇOMINAS – Aspiração de várias gerações de mineiros, a 2º edição de Missão da Universidade de Itaúna e História de Itaúna, ambas as obras pela Editora Líttera Maciel. No decorrer de sua vida e carreira ocupou cargos de direção e presidência não apenas por sua competência técnica mas, sobretudo, por ter sido um seguidor e defensor do regime militar resultante do golpe de 1964, visto que ocupou cargos no governo durante a ditadura militar. Esta aliança também lhe proporcionou inúmeras condecorações como integrante do serviço público, como a Medalha do Mérito Industrial, em julho de 1982; a Grande Medalha do Mérito Artístico, pela Fundação Clóvis Salgado, no mesmo ano; a Medalha do Aleijadinho, pelo Conselho de Cultura de Ouro Preto; a Medalha Cônego Luiz Vianna da Silva, pela Câmara Municipal de Ouro Branco, por ocasião da inauguração da AÇOMINAS, em 27 de fevereiro de 1985 e, por fim, a Medalha comemorativa da Revolução Liberal Paulista de 1842, outorgada pelo governo e pelo Comando da Polícia Militar de São Paulo.
Em 1988, publicou O Marquês de Queluz e sua época, pela Editora Itatiaia. Em 22 de outubro de 1991 tomou posse na Academia Mineira de Letras, tendo ocupado a cadeira nº 5. Posteriormente, publicou O descobrimento e a colonização portuguesa no Brasil e Capítulos da história itaunense. Em junho de 2010, assumiu por um tempo a presidência da Academia Mineira de Letras, após o falecimento do antecessor, o senador Murilo Badaró.
Em 26 de outubro de 2010, aos 84 anos, Miguel Augusto Gonçalves de Souza faleceu em Belo Horizonte. O corpo foi velado na academia, no próprio dia, e depois foi levado à Itaúna, onde também foi velado, no dia seguinte, e enterrado em sua cidade natal.



