Miniatura

Acadêmico
Mario Mendes Campos
Número de Cadeira
19 Patrono: Correia de Almeida
Data de Posse
09 de setembro de 1934
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, médico, farmacêutico e professor Mário Mendes Campos, nasceu em São José do Tocantins, distrito de Ubá, hoje cidade de Tocantins, Minas Gerais, em 28 de julho de 1894. Filho do comerciante português José Mendes Campos e de Estephânia Pires Campos, casou-se com Maria José de Lima Campos, com quem teve nove filhos, entre eles o escritor e poeta Paulo Mendes Campos.
Iniciou os estudos primários em sua terra natal e seguiu para Ubá, onde cursou o secundário no Ginásio São José. Estudou Humanidades no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, e no externato do Ginásio Mineiro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Transferiu-se para Juiz de Fora, onde obteve o diploma de Farmacêutico, em 1913, na Escola de Odontologia e Farmácia do Instituto Granbery. Na diplomação, Mário Mendes Campos, foi o orador da turma; retornou para sua terra natal e, de 1914 a 1918, exerceu a profissão de farmacêutico.
Em 1917, publicou seu primeiro livro de poesia, Stalactites, no Rio de Janeiro, pela Tipografia do Jornal do Comércio, com prefácio de Belmiro Braga. Dois anos depois, em 1919, publicou seu segundo livro de poesia, Flâmulas, em Belo Horizonte, na Tipografia Moderna. Absorvido inteiramente pela medicina, entregou-se de corpo e alma ao magistério.
Em seguida, mudou-se para Belo Horizonte e iniciou o curso de Medicina pela Faculdade Livre de Medicina de Belo Horizonte, no qual diplomou-se em 1923, sendo novamente orador da turma. Enquanto universitário, trabalhou na Procuradoria Geral do Estado, na capital mineira.
Nessa época, dirigiu a revista Radium, uma publicação científica, e colaborou em várias revistas do País, tais como Sol. Após formado, foi para Dom Silvério, onde clinicou dois ou três anos. Fixou-se em Belo Horizonte onde, em 1928, foi nomeado sanitarista da Diretoria de Saúde Pública e, logo depois, Chefe do Serviço Demográfico e de Educação Sanitária.
Em 1928, mediante concurso, conquistou a livre docência de Higiene na Faculdade de Farmácia da Universidade Minas Gerais. Em 1934, foi eleito para a Academia Mineira de Letras como primeiro sucessor do fundador Francisco Lins, na cadeira nº 19, patrocinada pelo Padre José Joaquim Correia de Almeida, e, no biênio de 1935 e 1936, desempenhou o cargo de 2º Secretário da instituição.
Em 1936, conquistou a cátedra de Patologia Geral da Faculdade de Medicina da mesma Universidade, cargo em que se aposentou em 1957. Em 1946, foi diretor do Departamento de Educação da Secretaria Estadual de Educação. Entre 1952 e 1953, integrou o Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais.
Em 1957, dirigiu o Departamento Estadual de Saúde Pública, atual Secretaria da Saúde. Pertenceu, também, à Academia Mineira de Medicina e à Sociedade Brasileira de Escritores Médicos. Foi, ainda, membro do Conselho Regional de Geografia de Minas Gerais.
O médico escritor Mário Mendes Campos faleceu aos 90 anos, em Belo Horizonte, em 1984. No decorrer de sua trajetória recebeu muitos títulos e condecorações, entre os quais Cidadão Honorário de Belo Horizonte; Professor Emérito da Faculdade de Medicina da UFMG; Honra ao Mérito, da Associação Médica de Minas Gerais; Medalha Carlos Chagas; da Inconfidência; e da Ordem dos Pioneiros de Belo Horizonte.
Publicou, além de trabalhos diversos em periódicos e conferências, os estudos científicos, A vida literária em Minas, em 1917, Rio de Janeiro; Da reação de Kellog e da anatomia diftérica (tese de concurso, 1928); O ciclo de Helena, em 1933, ensaio, Belo Horizonte; Atenas e as Letras Chilenas, em 1934; Letras Venezuelanas, em 1943; A herança e fatores mórbidos disgênicos (s/d); O problema médico-pedagógico do alcoolismo e Anatomia diftérica e vacinas associadas (s/d); Cinqüentenário da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, Belo Horizonte, em 1961; Rubén Dário e o Modernismo hispano-americano, em 1968, Belo Horizonte, Secretaria da Educação do Estado de Minas Gerais; Porfirio Barba Jacob – Poeta da Angústia e da Morte, em 1969; Castro Alves – Glória e via sacra do gênio, em 1973, Belo Horizonte, Imprensa Oficial.



