Miniatura

Acadêmico
Mário Magalhães
Número de Cadeira
33 Patrono: Edgard Matta
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Mário Antônio de Magalhães Gomes, filho de Antônio de Magalhães Gomes e Guilhermina de Magalhães Gomes, nasceu em 10 de julho de 1885, em Juiz de Fora (MG), e faleceu na mesma cidade, em 14 de julho de 1937.
Estudou no Colégio Padre Moreira, em Petrópolis, no ano de 1896. Na sequência, mudou-se para Ouro Preto, onde frequentou o externato do Ginásio Mineiro, de 1897 a 1899, e o Colégio Mineiro, de 1900 a 1904. Ato contínuo, matriculou-se na Escola de Farmácia de Ouro Preto (posteriormente incorporada à UFOP) e, no ano seguinte, tomou parte na fundação do periódico acadêmico Radium, tornando-se o responsável por uma coluna intitulada Dias e Noites, em que divulgou suas primeiras crônicas sob o pseudônimo de “Mário Lótus”. Formou-se no dia 2 de dezembro de 1905, tendo sido aprovado plenamente nos exames finais do curso.
Em seguida, retornou para Petrópolis, desta feita na condição de professor do Curso Werneck. Posteriormente, transferindo-se para Juiz de Fora, atuou como redator-secretário d’O Pharol, de meados de 1907 a meados de 1908, aproximadamente. Desligou-se da redação do jornal a fim de se dedicar à profissão de farmacêutico, mas continuou a ser um dos seus colaboradores mais assíduos mediante a publicação de contos e crônicas – sua especialidade – e poemas. Além de inúmeras participações avulsas, administrou as colunas Glosas às Cousas da Vida; História dos Sete Dias; O Meu Diário; Os Sete Dias de Um Simples; Os Velhos - Reportagem com os Desamparados; Ouro Preto - Páginas de Saudade; e Terras e Gentes. Grande parte dessa vasta e diversificada produção literária foi assinada pelos pseudônimos “Clorindo Florêncio”, “João de Santa Mônica” e o já mencionado “Mário Lótus”.
Ainda em Juiz de Fora, lecionou no Ginásio Granbery, no Colégio Mineiro e no Colégio Malta – transformado em Ginásio de Minas no ano de 1910. Decidido a obter uma nova formação superior, ingressou na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro (posteriormente incorporada à UFRJ) em 1911 e bacharelou-se em 1915. Regressou, então, para o estado natal, acumulando as seguintes experiências profissionais até a sua morte: advogado em Rio Novo; advogado, promotor de justiça e professor em Muzambinho; professor da Faculdade de Direito de Juiz de Fora e redator do periódico juiz-forano Jornal do Commercio.
Foi eleito para a Academia Mineira de Letras pelos partícipes da reunião ocorrida no salão nobre da Câmara Municipal de Juiz de Fora, em 25 de dezembro de 1909, quando da fundação da entidade. Em 1914, filiou-se ao Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, como sócio correspondente.
Suas publicações são as seguintes: O Phantasma da Meia-Noite! (1907); O Fim - Scenas da Vida de Ouro Preto (1909); Páginas de Saudade (1911); Do Direito de Retenção no Código Civil Brasileiro: doutrina, jurisprudência e prática (1931). Escreveu, mas não chegou a publicar, novelas e peças teatrais, a exemplo de Caras & Carões, comédia em dois atos – em parceria com “Lúcio d’Alva”, pseudônimo utilizado por Albino Esteves –; e Juvêncio Pacau, novela de costumes sertanejos que teve alguns trechos veiculados pelo periódico O Pharol, de Juiz de Fora.



