Miniatura

Acadêmico
Márcio Vilela
Número de Cadeira
09 Patrono: Josafá Belo
Data de Posse
12 de maio de 1995
Posição na Cadeira
4° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O advogado e professor Márcio Manuel Garcia Vilela, que vivenciou os bastidores do Poder Executivo de Minas Gerais, nasceu em Nepomuceno, sul de Minas Gerais, no dia 8 de junho de 1939. Filho do fazendeiro Manoel Vilela Lima e de Antônia Garcia Vilela, casou-se com Maria Helena Maciel Vilela.
Cursou o secundário no internato do Instituto Gammon, em Lavras, Minas, e Humanidades no Colégio Marconi, em Belo Horizonte. Ainda na capital mineira, em 1959, iniciou o curso de Direito na Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, hoje UFMG, onde se diplomou, em 1963.
Márcio Garcia Vilela foi primo de Hélio Garcia, que o introduziu na vida pública e política. De 1961 a 1962, ainda estudante, trabalhou como chefe de gabinete do Secretário do Interior Rondon Pacheco, no governo José de Magalhães Pinto. Nessa época, passou a ser oficial de gabinete, secretário particular e assessor jurídico do então governador.
Em seguida, no princípio de 1964, logo após sua formatura, o governador Magalhães Pinto realizou uma reforma no secretariado estadual, como parte das articulações para o golpe militar de março de 1964, e nomeou Antônio Aureliano Chaves de Mendonça para Secretário da Educação, e convocou também Márcio Garcia Vilela como chefe de gabinete.
Em 1966, concluiu seu doutoramento em Direito Público; de 1966 a 1974, foi professor titular de direito constitucional dos cursos de Formação e Aperfeiçoamento de Oficiais da Academia de Polícia da PMMG. Entre 1969 e 1975, lecionou Direito Constitucional na Faculdade Mineira de Direito da PUC, regeu a cadeira de Ciência Política da mesma Faculdade de Direito e na Faculdade de Direito Milton Campos.
Márcio Vilela ganhou uma bolsa de estudos para realizar um Pós-doutorado nos Estados Unidos, em Economia Política. Em seu retorno ao Brasil, de 1971 a 1975, foi nomeado pelo governador do estado de Minas Gerais, Rondon Pacheco, chefe de gabinete, em seguida consultor-chefe da Assessoria Técnico-consultiva, Diretor-Geral da Fundação Escritório Técnico de Racionalização Administrativa – ETRA e, por fim, tornou-se diretor do BEMGE.
Nesse ínterim, em 1973, o jurista incorporou e organizou a Companhia de Processamento de Dados de Minas Gerais – Prodemge, e foi Presidente de seu Conselho de Administração de 1974 a 1975; membro do Conselho Estadual de Política de Pessoal e Diretor do Banco do Estado de Minas Gerais S.A., de 1973 a 1975.
Em 1975, retomou os vínculos com Aureliano Chaves e tornou-se Secretário de Estado de seu governo até 1978. Em 1976, juntos implementaram a FIAT em Betim. Foi ainda Secretário da Indústria Comércio e Turismo do governo de Levindo Ozanam Coelho, e Secretário da Fazenda no governo de Francelino Pereira dos Santos, de 1979 a 1982. No governo de Tancredo Neves, foi nomeado presidente do banco estatal BEMGE. Esse foi o último cargo público que Márcio Garcia Vilela ocupou.
Na área jurídica, foi Procurador da USIMINAS, advogado do Departamento Jurídico do Estado de Minas Gerais, membro do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais e Presidente do Conselho Consultivo da Companhia de Distritos Industriais de Minas Gerais e do Conselho de Administração do Instituto de Desenvolvimento de Minas Gerais.
Márcio Garcia Vilela foi eleito para a Academia Mineira de Letras, na sucessão de Ildeu Brandão na cadeira nº 9, patrocinada por Josaphat Bello. No jornalismo, foi articulista e cronista semanal do jornal Estado de Minas e, depois, do jornal O Tempo. Publicou ensaios, conferências e palestras em revistas especializadas, tais como a Revista Brasileira de Estudos Políticos do IAMG e da Academia Mineira de Letras.
Márcio Garcia Vilela faleceu em 9 de abril de 2021, aos 81 anos, vítima da COVID-19, em Belo Horizonte.



