Miniatura

Acadêmico
Jota Dangelo
Número de Cadeira
26 Patrono: Evaristo da Veiga
Data de Posse
19 de maio de 2021
Posição na Cadeira
7° Sucessor
Status
Membro atual
Contato
Jotadangelo01@gmail.com
Descrição Biográfica
O médico, professor, dramaturgo, ator e diretor teatral José Geraldo Dangelo, que adotou o nome artístico de Jota Dangelo, nasceu em São João Del-Rei MG, em 06 Setembro de 1931, filho de Gonçalo Rafael Dangelo e de Hilda da Silva Dangelo
Iniciou seus estudos em São João Del Rei em 1943 no colégio Santo Antônio tendo posteriormente cursado medicina na Universidade Federal de Minas Gerais entre 1950 e 1955. No colégio Santo Antônio, entre 1943 e 1949 atuava no grupo de teatro do colégio, o que despertou seu interesse pela área cultural, especificamente a área cênica.
Em 1956, a Fundação Rockfeller implantou o sistema de ensino em tempo integral na faculdade de medicina da UFMG . Dentro deste contexto Jota Dangelo foi convidado para integrar o departamento de morfologia da UFMG. Em 1959 Jota Dangelo foi aprovado no Concurso de Livre Docência da matéria de Morfologia do Curso de Medicina. Em inícios da década de sessenta Jota Dangelo partiu para os Estados Unidos onde se aprovou na Pós-graduação de Morfologia, realizando um curso em 1962 e 1963. Voltando ao Brasil em 1964 foi aprovado como Professor Titular da disciplina de Morfologia do Centro de Disciplinas Básicas de Medicina.
Jota Dangelo foi o primeiro presidente da CONFENATA (Confederação Nacional do Teatro Amador), criada por iniciativa do Serviço Nacional de Teatro do Ministério da Cultura; Membro do Conselho Estadual de Cultura de 1978 a 1982; Superintendente da Fundação Clóvis Salgado em 1983, quando criou o Teatro Ceschiatti, no Palácio das Artes; Secretário Adjunto de Cultura em 84 e 85; Secretário de Estado da Cultura em 85 e 86; Presidente da Belotur de 1989 a 1992; Diretor Presidente do BDMG Cultural de 2003 a 2011; membro do Conselho Estadual de Política Públicas de 2012 a 2014, representando o setor de Artes Cênicas de Minas. Atualmente residindo em São João del-Rei, é o Presidente da Fundação Cultural Campos de Minas, responsável pelo funcionamento da TV Campos de Minas, uma TV Educativa e Cultural.
Jota Dangelo também foi um dos principais articuladores da fundação do Teatro Universitário (T.U.), junto com Carlos Kroeber, João Marschner, Ítalo Mudado e outros, o que acabou ocorrendo em 1956, no âmbito da UFMG. Em 1959 criou, com amigos, o Teatro Experimental de longa trajetória nas artes cênicas de Belo Horizonte. Em 1974, foi o criador de “O Grupo”, ex-Teatro Experimental. Em 1990, ele e a mulher, a atriz e também diretora teatral Mamélia Dornelles, fundaram a Casa de Cultura Oswaldo França Júnior, com sede em Santa Efigênia e depois em Santo Antônio. A entidade atuou na área cultural, especialmente teatral, em Belo Horizonte e no interior de Minas até o ano 2000. Dangelo também foi um dos fundadores da FETEMIG (Federação de Teatro de Minas Gerais).
Em 1954, ainda como estudante, criou o Show Medicina, que dirigiu ao longo de 12 anos. A partir de 1955, Angelo Machado foi seu parceiro na redação dos textos. Jota Dangelo também dirigiu ou atuou como ator em 72 peças teatrais.
Numa outra atividade, durante 30 anos, entre 1957 e 1986, Jota Dangelo foi o presidente e o carnavalesco da Escola de Samba “Qualquer Nome Serve” de São João del-Rei, responsável por uma radical transformação do modelo dos desfiles das agremiações carnavalescas naquela cidade que, nos anos 60 e 70, foi considerada a detentora do melhor carnaval de rua do interior do país. De 1990 a 2000, a E.S. Qualquer Nome Serve fundiu-se com a E.S. Mocidade Independente do Bonfim, dando origem ao Grêmio Recreativo Escola de Samba União, da qual Jota Dangelo foi carnavalesco até o ano 2000.
Dentre as condecorações recebidas por Jota Dangelo estão a Medalha Frei Estevão, dada ao primeiro aluno da turma de formandos do Colégio Santo Antônio nos cursos ginasial e científico; Medalha Santos Dumont, Medalha do Mérito Legislativo Estadual de Minas Gerais, Medalha Tiradentes e Medalha da Inconfidência.
Entre as obras que publicou estão: “Pelas Esquinas” (2015), “Os anos heróicos do Teatro em Minas (1950-1990)” (2010), “Doce Gel” (1987), “O sol nascente na Amazônia” (196), “O humor do Show Medicina” (com Angelo Machado, 1991), “Anatomia Humana, sistêmica e segmentar” (com Carlo Américo Fatini, 1983), “História do Carnaval de São João Del-Rei entre 1950 e 2000”, “Oh!Oh!Oh! Minas Gerais” (com Jonas Bloch, 1968) e muitos artgos culturais, particularmente de artes cênicas, no Suplemento Literário do Jornal da Imprensa Oficial, Cader 2 do Estado de Minas, e A Gazeta de São João Del-Rei.
Jota Dangelo ocupa a cadeira nº 26 da Academia Mineira de Letras, para a qual foi eleito em 28 de julho de 2020, tendo tomado posse em 19 de maio de 2021.



