Miniatura

Acadêmico
José Paixão
Número de Cadeira
27 Patrono: Corrêa de Azevedo
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
José Augusto da Paixão, filho de Francisco José da Paixão e Emília Francisca de Azevedo Paixão, nasceu em 17 de outubro de 1868, na freguesia de São José da Boa Morte – em território atualmente localizado no município de Cachoeiras de Macacu (RJ) –, e faleceu em 9 de março de 1949 na sua residência, à rua Marquês de Caxias, em Niterói (RJ).
Estudou em Niterói dos 9 aos 11 anos de idade, tendo como mestres Braulio Jayme Muniz Cordeiro e Phelippe José Alberto, entre outros. Deu continuidade à sua formação escolar no renomado Colégio Paixão, em Petrópolis, onde concluiu o secundário e o curso preparatório. Em seguida, antes mesmo de completar 15 anos de idade, começou a dar aulas de inglês na referida instituição de ensino, a convite do professor William Gravely Morrit. Nessa época, já havia desenvolvido o hábito de escrever poemas.
Entre 1886 e 1889, trabalhou inicialmente no Colégio Sant’Anna e posteriormente no Internato Paixão, ambos situados no município fluminense de Vassouras. De 1890 a 1891, lecionou no Colégio Lettré, em Niterói, e depois no Ateneu Fluminense, no Rio de Janeiro. Em 1891, fundou e passou a dirigir o Externato Spencer, em Niterói.
No segundo semestre de 1893, mudou-se para Juiz de Fora e firmou-se como docente, literato e artista plástico, achegando-se à intelectualidade local. Colocou-se, então, a serviço do magistério na Escola Normal, na Escola Noturna – da qual foi o idealizador e fundador –, na Academia de Comércio, no Colégio Andrés, no Colégio Sagrado Coração de Jesus e no Externato Moreira Pinto. Paralelamente, atuou como professor particular de português, francês e inglês – disciplinas nas quais era considerado especialista. No âmbito da imprensa juiz-forana, criou O Bandolim – em parceria com Joviano de Mello, no ano de 1895 – e colaborou no Correio de Minas, no Jornal do Commercio, n’O Agricultor e n’O Pharol.
De fins de 1909 a meados de 1912, aproximadamente, viveu no município mineiro de Oliveira. Nesse ínterim, empregou-se no Grupo Escolar Francisco Fernandes na dupla condição de professor e superintendente de um curso técnico. Na sequência, após ter residido em Rio Novo por algum tempo, transferiu-se para o município mineiro de Guarará, atraído novamente por uma oportunidade profissional na área da educação. Desta feita, acumulou as funções de professor do Grupo Escolar de Bicas – pertencente à rede pública municipal de ensino – e diretor do Ginásio Delfim Moreira – pertencente à rede particular de ensino –, de 1915 a 1920, aproximadamente.
De volta ao estado natal, fixou-se inicialmente no município do Rio de Janeiro, tendo sido contratado para lecionar no Colégio Bennett, no Colégio Nacional, no Ginásio Vera Cruz, no Instituto Lafayette e no Instituto Rabello. Em 1923, radicou-se em Niterói e, desde então, integrou simultaneamente o corpo docente da Escola Normal e o da Escola Profissional Visconde de Moraes. Tornou-se, também, colaborador assíduo d’O Fluminense, periódico local.
Na imprensa carioca, enviou textos de sua autoria para D. Quixote e Rua do Ouvidor, bem como desenhos – especialmente caricaturas – para a revista O Malho, sob o pseudônimo de “Jop”. Utilizou com mais frequência os pseudônimos “J. Paixão " e “Jopax ", tanto nas folhas do Rio de Janeiro quanto nas de Minas Gerais. Familiares e amigos chamavam-no pelo hipocorístico de “Juca”.
Foi eleito para a Academia Mineira de Letras em 25 de dezembro de 1909, quando do surgimento da entidade em Juiz de Fora.
Publicou as seguintes obras: Gammas e Palhetas (1894), com prefácio de Silva Tavares; Adelphas (1897); Pensamentos (1903); Divagações (1907); Divagações e Pensamentos (1912); Theatro Escolar (1919); Azas Partidas (192[9]); e Breviário de Santinha (1934). Escreveu, também, livros de teoria e metodologia de ensino e letramento, a exemplo d’O Amiguinho da Escola (192[5]) e de First Step (1929).
Coautor da polianteia Azevedo Júnior (1909), juntamente com Albino Esteves – sob o pseudônimo de “Lúcio d’Alva” –, Belmiro Braga, Brant Horta, Dilermando Cruz, Estevam Oliveira, Francisco Lins, Franklin de Magalhães, Gilberto de Alencar, Heitor Guimarães, Luiz de Oliveira, Machado Sobrinho e Noraldino Lima, entre outros.



