Miniatura

Acadêmico
José Oswaldo de Araújo
Número de Cadeira
02 Patrono: Arthur França
Data de Posse
06 de maio de 1946
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
José Oswaldo de Araújo, filho de José Pedro de Araújo Lima e Firmina Melo Araújo, nasceu em 11 de março de 1887, em Dores do Indaiá (MG), e faleceu em 13 de fevereiro de 1975, em Belo Horizonte (MG).
Estudou no externato do Ginásio Mineiro da Capital, onde fundou o Grêmio Ginasial, destacando-se como orador. Na sequência, entrou para a Faculdade de Direito de Minas Gerais, tendo presidido o Centro Acadêmico Afonso Pena. Formou-se em 1914 e, no ano seguinte, foi designado para o cargo de inspetor do externato do Ginásio Mineiro, onde trabalhou por quase dez anos. Em 1925, tornou-se professor de língua portuguesa na Escola Normal Modelo (transformada, mais tarde, no Instituto de Educação de Minas Gerais).
Integrou, ainda, a seção administrativa do Conselho Superior da Instrução Pública de Minas Gerais, juntamente com Noraldino Lima e Arduíno Bolivar, entre outros, cuja investidura deu-se em 1928. Dez anos depois, foi nomeado pelo governador Benedito Valadares para assumir a prefeitura de Belo Horizonte, que ocupou de 1938 até 1940. Nessa época, passou a fazer parte da diretoria da sociedade mantenedora do Instituto Padre Machado – fundado por Antônio de Lara Resende em São João del-Rei, no ano de 1921, e transferido para Belo Horizonte em 1939.
No setor privado, atuou no Banco de Minas Gerais S. A. (atual BMG), na Companhia Atlante Edificadora Ltda. e na Companhia de Seguros Minas-Brasil, sempre ocupando cargos nas diretorias das instituições supracitadas. Também integrou o quadro administrativo do Banco da Lavoura de Minas Gerais S. A.
Foi colaborador de diversos periódicos, dentre os quais A Vida de Minas – sob o pseudônimo de “J. Menestrel”. Destacou-se no Diário de Minas, no qual teve uma atuação expressiva. Em 1921, quando ocupava o cargo de diretor do referido jornal, admitiu Carlos Drummond de Andrade como colaborador, prevendo um futuro de “luminosas vitórias” para o jovem, nos seus próprios dizeres. Também publicou poemas e crônicas de Alphonsus de Guimaraens, por quem nutria grande admiração. Nessa altura, fundou e codirigiu as revistas literárias Tank – juntamente com Alberto Haas e Aníbal Machado – e Novella Mineira – com Aníbal Pinto de Mattos.
Em 6 de maio de 1946, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, presidindo-a no biênio 1965-1966. Serviu à entidade, também, como tesoureiro, de 1951 a 1964, e como membro da comissão de contas, de 1967 a 1970.
Seus pronunciamentos e conferências foram reunidos na obra Palavras que Lembram Momentos Amáveis (1946). Sua principal publicação é Canções de um Sonho Distante (1947). Em parceria com outros autores, dentre os quais Henriqueta Lisboa e João Etienne Arreguy Filho, publicou Mário de Andrade (1965). Por fim, publicou Instantes de Ternura (1972), em que reproduz seu discurso de agradecimento pelo título de cidadão honorário de Belo Horizonte, por ele recebido aos 2 de outubro de 1970 mediante a lei municipal n. 1.877.



