Miniatura

Acadêmico
João Lúcio
Número de Cadeira
24 Patrono: Bárbara Heliodora
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O intelectual, um dos autores do “Hino a Minas Gerais” João Lúcio Brandão, nasceu em Ouro Fino, Minas Gerais, no dia 15 de abril de 1875. Filho de Martiniano de Paula Brandão e de D. Adelaide Augusta de Paiva Brandão. De inteligência aprimorada, iniciou seus estudos em Ouro Fino, aos 15 anos foi levado para Londres com seu tio, um Oficial da Marinha.
Lá, estudou na Sunny Hill School. Voltou para o Brasil e fez os preparatórios em São Paulo. Diplomou-se em Farmácia pela Escola de Ouro Preto, em 1905. Não teve sorte na carreira. Foi para São Paulo e ingressou no jornalismo.
Em 1903 publicou seu primeiro livro de versos, Lápides. Na Gazeta de Ouro Fino publicou um romance, A Corja, e Monólogos de Louco, um livro de contos.
Em 22 de abril de 1906, casou-se com Luiza Miranda da Fonseca, juntos eles tiveram seis filhos, três meninas e três meninos. Poeta, romancista e escritor didático, foi um ouro-finense que encheu de glória sua terra natal. Homem de personalidade fascinante, membro da Academia Mineira de Letras, da qual foi presidente. Ocupou a cadeira número 24 e teve como patronesse Bárbara Heliodora.
Em 1911, foi nomeado diretor de Contabilidade da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Em 1912, publicou seu primeiro romance, Pontes & Cia, sobre costumes mineiros. Com esse livro concorreu ao prêmio Academia Brasileira, obtendo o segundo lugar, concedido pela comissão composta por Carlos de Laet, Salvador de Mendonça e Paulo Barreto.
Morando em Belo Horizonte, conquistou novas amizades e, assim, entrou na imprensa local. Em 1917, publicou seu segundo romance, Bom Viver. No ano seguinte iniciou uma série de livros didáticos, publicando neste mesmo ano O Livro de Elza e, com pequenos intervalos, Os Bonecos de Violeta, O Livro de Violeta, O Livro de Ildeu e O Livro de Zezé, todos nomes de seus primeiros filhos, respectivamente para o 3º, 2º, 4º e 1º ano escolares.
Todos os livros foram adotados nos grupos escolares de Minas e nas escolas públicas do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e também no Paraná e em Santa Catarina. Publicou ainda os livros de leitura As Minhas Férias e O Bom Semeador, para o 2º e 3º anos das escolas rurais e aprendizados agrícolas, sendo estes também adotados nos estabelecimentos de ensino de Minas Gerais.
No início dos anos 1920, participou da novela coletiva e folhetinesca O capote do guarda, publicada no antigo jornal Estado de Minas, que também contou com a participação de escritores como Carlos Góes e Aníbal Machado.
Em 1927, foi designado para ao cargo de secretário da Prefeitura Municipal, nele permanecendo até sua aposentadoria, em 1944. Depois, diplomou-se em Direito, concluindo o curso que havia iniciado em sua mocidade em São Paulo, sendo o orador da turma.
Em 1930, voltou à ficção com o romance A Flor de Uma Raça, de estudos e costumes sociais. Em 1939, tomou parte do concurso instituído pelo Ministério da Agricultura, com três obras para o curso das escolas rurais e aprendizados agrícolas, recebendo o primeiro prêmio com o livro Pá, Pé e o Papão, e recebendo duas menções honrosas a outros dois, Na Fazenda e Promissão. Foi o único concorrente a apresentar a série completa.
Em 1944, foi publicada a segunda edição de Pontes & Cia. Faleceu a 10 de abril de 1948, cinco dias antes de completar 73 anos. Deixou duas obras inéditas, os infanto-juvenis Malandrino e Aventuras do Grilo, o livro de leitura Promissão e Tião Barunda, romance concluído pouco antes de sua morte e dedicado ao amigo Amadeu de Queirós.
Posteriormente, seu nome foi dado à rua de entrada do bairro Veronez, na esquina com a avenida Delfim Moreira, em Ouro Fino, sua terra natal, sendo ainda homenageado em Belo Horizonte com outra Rua Doutor João Lúcio Brandão, situada no bairro do Prado.



