Miniatura

Acadêmico
Ildeu Brandão
Número de Cadeira
09 Patrono: Josafá Belo
Data de Posse
06 de novembro de 1975
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, jornalista e funcionário público Francisco Ildeu da Fonseca Brandão, nasceu em Ouro Fino, Minas Gerais, em 10 de maio de 1913, filho do também escritor João Lúcio Brandão e de Luísa da Fonseca Brandão.
Ainda garoto transferiu-se para Belo Horizonte, onde cursou o secundário nos Colégios Arnaldo e Anchieta. Em 1944, no dia 28 de dezembro, Ildeu Brandão casou-se com Maria Cordélia Serra Fonseca, em Ouro Fino, em seguida fixou-se na capital mineira, onde residiu durante toda a sua vida.
Em Belo Horizonte, bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, em 1948, e trabalhou como jornalista e funcionário público. Foi nesse mesmo ano que publicou seu primeiro livro, Três histórias, Edições da Geração Edifício.
Com uma vida discreta e metódica, exerceu o jornalismo, durante anos nos órgãos belo-horizontinos, como O Diário, Diário de Minas e Folha de Minas, o qual foi cronista parlamentar e redator-chefe.
Servidor de carreira da Prefeitura de Belo Horizonte, ocupou diversos cargos de chefia, entre eles o de Secretário, no qual se aposentou. Na gestão de José Francisco Bias Fortes integrou o Gabinete do Secretário Estadual do Interior, depois, participou da assessoria do Governador, como Chefe do Serviço de Redação.
Entre 1970 e 1971, dirigiu e secretariou o Suplemento Literário de Minas Gerais, foi ainda diretor da revista Minas Gerais, publicada pela Imprensa Oficial do Estado. Em 1975, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em sucessão a Djalma Andrade na cadeira nº 9, patrocinada por Josaphat Bello.
Ildeu Brandão foi autor de livros de contos, segundo Jaime Prado, “ele era contista de primeiro time [...] tinha um texto correto, limpo”. Sendo assim, depois de 20 anos da publicação da primeira obra, lançou contos reunidos em Um míope no Zoo, publicado pela Imprensa Oficial, em 1968; publicou ainda a peça teatral, O elefante.
O contista foi premiado em concursos da Prefeitura de Belo Horizonte, da Livraria Antunes e da revista Cigarra do Rio de Janeiro, e publicou, também, em jornais do país. Participou da antologia, O conto mineiro, organizada por Edgar Cavalheiro, com seu conto O colecionador de lágrimas incluído na obra Os melhores contos brasileiros de 1973, publicada em Porto Alegre, pela Editora Globo, em 1973.
Em 1978, Ildeu Brandão participou da coletânea organizada pela revista tchecoeslovaca Revue Zahranicnich-Svetovã Literatura, de Praga. A partir de 1980, passou a escrever para o público juvenil, e publicou os contos: Gavião de penacho, em 1980; Azul balão, em 1986; A ponte, em 1987; Minhoca não é só isca, em 1992, entre outros.
Ildeu Brandão faleceu em 13 de agosto de 1994, com 81 anos, e foi sepultado no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. Após seu falecimento, foi publicado o conto Ato falho, e em 2010, uma nova edição de Um Míope no Zoo foi publicada pela editora da UFMG, com organização de Jaime Prado Gouvêa e apresentação de Rui Mourão, que reuniu, além do livro do final dos anos 1960, textos inéditos deixados por Ildeu.



