Miniatura

Acadêmico
Honório Armond
Número de Cadeira
38 Patrono: Beatriz Brandão
Data de Posse
24 de fevereiro de 1929
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, professor e “príncipe dos poetas mineiros” Honório Armond, nasceu em Barbacena, Minas Gerais, em 27 de junho de 1891, filho de Honório Augusto José Ferreira e Maria José Ferreira Lage. Descende do Barão de Pitangui, Marcelino Ferreira Armond, e do Conde de Prados, Camilo Maria Ferreira Armond.
Cursou os estudos primários e secundários no Colégio Militar de Barbacena. Foi catedrático de Português no Colégio Estadual e na Escola Agrotécnica de sua terra natal. Foi também sargento e jornalista.
Em 1916, mudou-se para Muzambinho, Minas Gerais, onde viveu por quatorze anos, época também em que publicou seu primeiro livro de versos Ignotae Deae, com forte influência de Augusto dos Anjos. Foi redator e redator-chefe do jornal O Muzambinho, entre 1921 e 1924.
Honório Armond bacharelou-se em Letras, foi latinista e professor de matemática e francês no Lyceu de Barbacena e de Belo Horizonte. Dono de uma envergadura intelectual diferenciada em sua época, o poeta escreveu em francês e dedicou sua vida à educação. Classificada como simbolista, sua obra possui um caráter universal. Foi, também, conterrâneo de Abgar Renault e Padre-Mestre Correia de Almeida.
Em 1927, os jovens modernistas mineiros, liderados por Carlos Drummond de Andrade, organizaram um concurso no jornal Diário de Minas, de Belo Horizonte, para eleger o “Príncipe dos Poetas Mineiros”. Muitos foram votados, no entanto quem recebeu o título foi Honório Armond.
Em 1928, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em sucessão ao fundador Paulo Emílio da Silva Brandão na cadeira nº 38, patrocinada por Beatriz Francisca de Assis Brandão. Colaborou assiduamente em vários jornais de Minas e de outros Estados.
Honório Armond não seguiu a corrente modernista predominante na primeira metade do século passado, mas produziu uma obra eclética, caracterizada pela combinação de elementos do Parnasianismo, do Decadentismo e do Simbolismo, encontrados, sobretudo, em sua obra Perante o além. No último ano de sua vida, percebe-se que o poeta continuou muito próximo dessa corrente literária na segunda metade do século 20.
Outra característica de sua poesia foi uma educação literária baseada na herança clássica, permeada fortemente por elementos do cristianismo. Honório Armond faleceu em Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1958.
Publicou as obras Gente rude, de 1912; Ignotae Deae, de 1918; Perante o além, coletânea de poemas, de 1922; foi ao prelo o volume com o título em francês Les voix et les bonheurs; Viagem silenciosa; Da terra ao paraíso; Dilema; Viagem interplanetária; Salvador que não salvou; Miragem; Histórias humildes. Deixou inéditos vários cadernos de poemas.



