Miniatura

Acadêmico
Eugênio Rubião
Número de Cadeira
35 Patrono: João Pinheiro
Data de Posse
27 de novembro de 1946
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor e filólogo Eugênio Álvares Rubião nasceu em Silvestre Ferraz, atual Carmo de Minas, sul de Minas Gerais, em 14 de abril de 1887, filho de Francisco de Barros Álvares Rubião e Mariana Camila Noronha Rubião. Seu irmão, Luiz José Álvares Rubião, foi escritor e jornalista radicado em São Paulo.
Eugênio Rubião quase não frequentou a escola, por dificuldades financeiras da família, mas ainda bem jovem tornou-se professor e lecionou em sua cidade natal e depois em Santa Rita do Sapucaí, Passa Quatro e Conceição do Rio Verde.
Casou-se com Maria Antonieta Ferreira Rubião, com quem teve quatro filhos, entre eles, o escritor e contista Murilo Eugênio Rubião. Com os filhos ainda crianças, o casal mudou-se para Belo Horizonte, fixando moradia numa casa na Rua Goitacazes, no centro da cidade, região onde morava a família de Maria Antonieta.
Na capital mineira, Eugênio Rubião começou a lecionar na Escola Normal Modelo, hoje Instituto de Educação, e mais tarde no Colégio Arnaldo. Nesses educandários, formou gerações de estudantes e destacou-se por sua competência, dedicação e pelo profundo conhecimento da língua portuguesa.
Lecionou também em inúmeros colégios, como Izabela Hendrix, Ginásio Frei Eustáquio e Colégio Coração de Jesus. Eugênio Rubião produziu obras didáticas e muitas poesias, com forte traço religioso; escreveu para o jornal Folha Nova, de Carmo de Minas, como colaborador e publicou três crônicas, Olhos verdes, em janeiro de 1914; Um domingo de 1914, em fevereiro do mesmo ano; e Riacho do Carmo, em novembro de 1922.
Publicou também em jornais e revistas de Minas e do Rio de Janeiro, e como reconhecimento por seu mérito literário, o poeta foi eleito para a Academia Mineira de Letras como sucessor de Navantino Santos, o fundador, na cadeira nº 35, patrocinada por João Pinheiro.
Eugênio Rubião publicou três livros de prosa: No horto suave da legenda, em 1923; Trovas, em 1938; e Nos caminhos do Evangelho, em 1939, sendo os dois últimos editados pela Oficina Gráfica Editora Renato Americano, no Rio de Janeiro. Escreveu também três obras didáticas: Prontuário de ortografia e prosódia, em 1936; Pontuação, em 1935; e Trechos errados, editado em Belo Horizonte pela Imprensa Oficial em 1944.



