Miniatura

Acadêmico
Eduardo de Menezes
Número de Cadeira
17 Patrono: Conde de Prados
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Eduardo Augusto de Menezes, nasceu em 14 de dezembro de 1857, na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, filho de Camilo Maria de Menezes.
Doutorou-se em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1882, defendendo a tese intitulada “O valor das injeções hipodérmicas”. Após graduar-se, em 1883, foi nomeado adjunto na Cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1885, tendo apresentado a memória intitulada “Dos abcessos latentes do fígado”.
Dedicou-se à carreira de docente, priorizando o ensino em estados próximos ao Rio de Janeiro, em especial, na cidade de Juiz de Fora, onde foi professor da Faculdade de Direito de Juiz de Fora, diretor e professor da Escola de Farmácia de Juiz de Fora. Foi um visionário e seus esforços para a ampliação do ensino superior de qualidade o levaram a fundar a primeira Escola de Farmácia e Odontologia, O’Granbery, em Juiz de Fora.
Ainda na cidade, exerceu os cargos de diretor do Instituto Pasteur e diretor do Dispensário Antituberculoso, que levou seu nome. Foi membro de conselhos e comissões examinadoras para magistério superior, sociedades e associações nacionais e internacionais, tais como membro da Comissão Sanitária da Corte, membro da Sociedade Astronômica da França, membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, presidente da Liga Mineira contra Tuberculose.
Destacou-se como fundador e presidente da Sociedade de Medicina de Juiz de Fora. Foi membro fundador da Academia Mineira de Letras, e escolheu a cadeira 17, patrocinada por Dr. Camilo Armond. Devido a seus feitos pela medicina do país, recebeu o título de Comendador de Cristo e foi homenageado, tendo seu nome em um logradouro público, Rua Doutor Eduardo de Menezes, na cidade de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais. O hospital do estado, em Juiz de Fora, também leva o nome de Eduardo de Menezes.
Faleceu em 27 de março de 1923, na cidade do Rio de Janeiro.
1º sucessor | José Antônio Nogueira
O professor e magistrado José Antônio Nogueira nasceu em Carmo do Rio Verde, distrito de Cristina, hoje cidade de Carmo de Minas, em 9 de novembro de 1882. Filho de Luís Antônio Nogueira e de Deolinda de Noronha Nogueira, casou-se com Teresa Olga de Andrade Nogueira.
Iniciou o curso primário em sua terra natal, e seguiu para os estudos humanísticos no Seminário de Mariana, depois no Colégio do Caraça. Nogueira esteve perto de receber ordens sacras, quando decidiu abandonar os estudos para se formar em Direito em São Paulo.
Começou o curso superior na Faculdade Livre de Direito de São Paulo, onde bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1909. Após atuação brilhante no curso, tornou-se o aluno predileto de Pedro Lessa.
Depois de formado, durante algum tempo, exerceu o magistério em São Paulo e Minas Gerais, lecionando Latim, Grego, Mecânica, Astronomia, Literatura e Direito. Em seguida, ingressou na carreira jurídica, e foi Promotor Público da Comarca mineira de Baependi.
Na magistratura estadual foi Juiz Municipal de Patos, atual Patos de Minas, e São Sebastião do Paraíso. Em 1918, foi nomeado Procurador da República em Minas Gerais, cargo que ocupou até 1924. Em 1925, tornou-se Juiz de Direito no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.
Em 1933, foi eleito para a Academia Mineira de Letras na sucessão de Eduardo de Menezes, na cadeira nº 17, patrocinada por Camilo Ferreira Armond, Conde de Prados. Em 1937 foi promovido a Desembargador do Tribunal de Apelação, que presidiu de dezembro de 1945 até falecer. Integrou, ainda, o Tribunal Superior Eleitoral.
Além de ter mantido assídua colaboração na imprensa do Rio de Janeiro e de São Paulo, publicou as obras Aspectos de um ideal jurídico; Amor imortal; Sonho gigante; País do ouro e esmeralda; Sonho de Cipião; Organização democrática representativa; Minha Nova Floresta (coleção de artigos lançados no Jornal do Comércio do Rio de Janeiro).
João Antônio Nogueira faleceu no dia 31 de julho de 1947, aos 65 anos, no Rio de Janeiro.



