Miniatura

Acadêmico
Edison Moreira
Número de Cadeira
08 Patrono: Batista Martins
Data de Posse
18 de setembro de 1969
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Um dos irmãos Moreira, o poeta e escritor Edison Chrisóstomo Moreira nasceu na Fazenda do Tanque, em São Francisco do Glória, distrito de Carangola, em 27 de janeiro de 1919, filho do comerciante Pedro José Moreira e de Jacinta de Oliveira Moreira e irmão de Vivaldi Moreira e Pedro Paulo Moreira. Casou-se com Jandira Conceição de Sousa Moreira.
Cursou o secundário no Ginásio Evangélico do Alto Jequitibá, em Presidente Soares, Minas Gerais, e o de Línguas Neolatinas na Faculdade de Filosofia da UMG. Exerceu intensa atividade jornalística, mantendo uma coluna literária no Estado de Minas, de Belo Horizonte. Publicou em 1962, um conjunto de sua produção poética que abriga, num único volume os poemas de Cais da eternidade (1945-1951), O jogral e a rosa (1954-1958), e os Poemas existenciais (1959-1961), pelas Edições Mantiqueira, de Belo Horizonte. Esse livro de poesias recebeu o Prêmio Othon L. Bezerra de Melo.
Em 1965, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, sucedendo a Wellington Brandão na cadeira nº 8, patrocinada por João Batista Martins. Pertenceu, também, à Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais e à Academia Belo-horizontina de Letras, e fundou ao lado do irmão, Pedro Paulo Moreira, a editora e livraria Itatiaia, que marcou época na vida cultural de Minas Gerais.
Entre uma providência de trabalho e outra, Edison Moreira lia em voz alta poemas num e outro livro que sempre tinha à mão. Com sua voz possante e bem modulada, recitava poemas de autores de sua estimação, entre os quais Pablo Neruda, Augusto Frederico Schmidt e Alphonsus de Guimaraens Filho.
Publicou, ainda, diversas obras, algumas sem data conhecida: Financeiras, a experiência brasileira, na qual aparecem, pela primeira vez no país, em linguagem matemática, os mecanismos operacionais ligados às chamadas Sociedades de Crédito; A última missa em Latim; A fotografia na parede; Lições de Pedramor; Ode ao Zebu, Belo Horizonte, edição própria, em 1944; Tempo de poesia, Belo Horizonte, em 1961; A Captura do boi, Belo Horizonte, Itatiaia; O concerto de Aranjuez; Chanina: arte e trajetória; Inimá: uma biografia e A Catinga.
Edison Moreira faleceu em Belo Horizonte, em 1 de dezembro de 1989.



