Miniatura

Acadêmico
Djalma Andrade
Número de Cadeira
09 Patrono: Josafá Belo
Data de Posse
02 de julho de 1945
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, poeta, jornalista e professor Djalma de Assis Andrade nasceu em Congonhas do Campo, Minas Gerais, em 3 de dezembro de 1892, filho do médico Antônio Cândido de Assis Andrade e de Leonor Martins de Assis Andrade. Casou-se em primeiras núpcias com Eurídice Cordeiro Andrade e, em segundas, com Zulmira de Morais Lima.
Djalma Andrade realizou os estudos primários em sua cidade natal e o curso secundário no Colégio Tomás Brandão, em Ouro Preto. Lá, estudou humanidades e seguiu para Belo Horizonte para estudar medicina, mesmo sem vocação alguma. No quarto ano desistiu e transferiu-se para a Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, onde se bacharelou em 1915.
Depois de formado foi advogar em Queluz, atualmente Conselheiro Lafaiete. Em meados dos anos 1920, radicou-se na capital do estado, onde, a partir de 1927, lecionou Geografia e História do Brasil na Escola de Sargentos da Força Pública. Ainda em Belo Horizonte, lecionou História Geral no Colégio Estadual de Minas Gerais e tornou-se também jornalista e poeta.
De personalidade excêntrica, sua escrita e seu temperamento ficaram na memória dos que o conheceram. Atuou como jornalista em quase todos os jornais e revistas de Belo Horizonte e, por diversas vezes, usou o pseudônimo Félix Arruda. Apesar do apreço pela política, não se filiou a nenhum partido, nem ocupou cargos. Elegeu-se um anarquista e um revolucionário sem causa.
Com Afonso da Silva Guimarães, Gastão Itabirano, Bernardo Guimarães e da Costa e Silva lançou o semanário literário-humorístico Zaz- Traz, ao mesmo tempo em que mantinha, no Jornal de Minas, as seções Balas de estado e Cartuchos de festim, sob o pseudônimo de Guilherme Tell.
De 1945 a 1974, assinou a coluna diária História alegre de Belo Horizonte, para o Estado de Minas. Colaborou, ainda, no antigo Diário de Minas, órgão do Partido Republicano Mineiro, em A Nota e Novidades, da capital mineira, e em jornais e revistas do Rio de Janeiro, então capital federal, de São Paulo e outros estados. Foi, também, por algum tempo, correspondente do órgão de imprensa carioca Correio da Manhã.
Em julho de 1945, Djalma Andrade foi eleito para a Academia Mineira de Letras, na sucessão de João Alphonsus Guimaraens, na cadeira nº 9, patrocinada por Josaphat Bello. Foi sonetista, adepto da poética tradicional, de temática religiosa, amorosa e patriótica, mas também um epigramista. Participou da fundação de vários periódicos, entre os quais a revista Alterosa.
Durante o Estado Novo, o poeta utilizou a crônica para denunciar a corrupção e os abusos do governo e dos políticos, e, de forma bem-humorada e irônica, criticar os costumes e vilanias sociais, sendo , por isso, preso inúmeras vezes.
Sua criação foi da ironia ao lírico mais puro, sua poesia não se vinculou a nenhum estilo de época, apesar de sua produção ocorrer no auge do movimento modernista. Em sua agitada carreira jornalística Djalma Andrade imprimiu, ao longo de trinta anos de crônicas, sua marca excêntrica e exuberante.
Planejou e dirigiu o filme Minas Antiga, foi patrono da cadeira nº 28 da Academia de Ciências, Letras e Artes de Congonhas e Membro Honorário da Academia de Letras de Lisboa; Djalma Andrade faleceu, aos 83 anos, em 12 de maio de 1975, em Belo Horizonte.
Publicou as obras: Brasil, ditosa pátria, Rio de Janeiro, ed. Leite Ribeiro, em 1918; Vinha ressequida, São Paulo, Monteiro Lobato e Cia. Editores, em 1922; Cartuchos de festim, em 1933; Poemas de ontem e de hoje, Belo Horizonte, Oliveira Costa, em 1937; Versos escolhidos, Belo Horizonte, Gráfica Queiroz Breyner, em 1938; Sátiras, em 1939; Versos escolhidos e epigramas, Belo Horizonte, Gráfica Queiroz Breyner, em 1952; Pátria (s/d); História alegre de Belo Horizonte, v. 1, (s/d); Bandeira, linda bandeira (s/d) e Trovas.



