Miniatura

Acadêmico
Cláudio Brandão
Número de Cadeira
24 Patrono: Bárbara Heliodora
Data de Posse
21 de junho de 1948
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O professor e tradutor Cláudio da Silva Brandão nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 24 de dezembro de 1894, filho do escritor Tomás da Silva Brandão e de Emília Augusta de Lima Brandão.
Cursou Humanidades no Ginásio Mineiro de Ouro Preto e bacharelou-se pela Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, em 1924. Iniciou sua atuação no magistério como professor de Português e Latim no Ginásio Mineiro, ainda em Ouro Preto.
Transferiu-se para Belo Horizonte, abriu um curso particular de estudos preparatórios, que ministrou o ensino de línguas e de Geografia. Em 1925, após concurso, foi nomeado catedrático de Português do Ginásio Mineiro, atual Colégio Estadual Milton Campos.
Em 1932, exerceu, por algum tempo, o cargo de Juiz Municipal do Termo de Santa Luzia, Minas Gerais, ao qual renunciou para novamente se integrar ao magistério. De 1938 a 1939, dirigiu, no Rio de Janeiro, a Casa de Rui Barbosa.
Em 1940, voltou a ocupar a sua cadeira no Ginásio Mineiro até se aposentar, em 1945. Participou da fundação da Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte, mais tarde incorporada à Universidade de Minas Gerais, na qual regeu a cadeira de Língua e Literatura Gregas, e participou do Conselho Nacional de Educação.
Em 1948, foi eleito e tornou-se membro da Academia Mineira de Letras como sucessor de João Lúcio Brandão, fundador da cadeira nº 24, patrocinada por Bárbara Heliodora.
Publicou as obras: Introdução à História da Língua Portuguesa, Belo Horizonte, de 1925; As Fábulas de Fedro, Belo Horizonte, uma tradução pela Furtado e Campos, de 1928; O particípio presente e o gerúndio em português e Algumas páginas, ambas em Belo Horizonte, pela Imprensa Oficial, em 1933; Antologia contemporânea, 2.v., em 1939, e Curso de vernáculo, em 1940, ambas por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, pela Francisco Alves, em 1939; Sintaxe clássica portuguesa, Belo Horizonte, Ed. do Autor, de 1963; Latim para o curso ginasial, 2 v., e O Brasil holandês, de Gaspar Barlens, uma tradução do latim.
Deixou inéditas traduções das Geórgicas de Virgílio, de Édipo de Sófocles e de Maria Stuart de Schiller. Martins de Oliveira faleceu em Mariana, Minas Gerais, em 19 de setembro de 1975.



