Miniatura

Acadêmico
Carlos Bracher
Número de Cadeira
32 Patrono: Marquês de Sapucaí
Data de Posse
06 de maio de 2016
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro atual
Contato
bracher@superig.com.br ou blimabracher@gmail.com
Descrição Biográfica
O artista plástico Carlos Bracher nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1940, filho de Waldemar Bracher e Hermengarda Bracher. numa família que há gerações se dedicava às artes plásticas e à música . Contudo, sua formação é auto-didata, dentro do estilo expressionista a configurar-lhe as linhas mestras de sua índole e psicologia.
Com seus irmãos Décio e Nívea, seus pais e de sua então namorada, Fani, fundou em Juiz de Fora, em 1965, a Galeria de Arte Celina, entidade que em meados dos anos 60 e início dos 70 teve substancial importância na cidade, integrando todas as artes e abrindo espaço para o debate e a formação de artistas, com incisiva participação da juventude e da sociedade. A intensidade da Galeria pode ser dimensionada por suas atividades: só em 1966 foram produzidos mais de 500 eventos
Em 1967, com a obtenção da láurea máxima do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro - o “Prêmio de Viagem ao Exterior”, Bracher passou a residir na Europa por dois anos, principalmente em Paris.
Em 1980 obteve o “Prêmio Hilton de Pintura”, coordenado pela FUNARTE, como um dos dez artistas brasileiros que mais se destacaram na década de 1970, entre eles Siron Franco, João Câmara, Tomie Ohtake, Maria Leontina e Cláudio Tozzi.
Sua primeira exposição foi realizada em maio de 1957, e nestes 52 anos tem construindo uma obra que se constitui em mais de dez mil trabalhos em pintura. Expõe no Brasil e exterior, sendo recebido por críticos, poetas e escritores nacionais e estrangeiros.
Com o título de “Pintura Sempre” e sob a curadoria de Olívio Tavares de Araújo, em 1989 foi realizada uma retrospectiva de sua obra nos principais museus do país, como o MASP (São Paulo), Museu Nacional de Belas Artes (Rio), Palácio das Artes (Belo Horizonte) e Museu de Arte Contemporânea (Curitiba).
Comemorando-se o centenário de morte de Van Gogh, em 1990 realizou uma série de 100 quadros, Intitulada “Homenagem a Van Gogh”, que foi exposta no Brasil, França, Holanda, Inglaterra, China, Japão e Colômbia.
Em 2007 pintou a “Série Brasília”, composta de 66 quadros de grande formato, que foi exposta no Museu Nacional de Brasília, a mais recente obra de Niemeyer na Capital.
Foram publicados seis livros sobre seu trabalho: “Bracher” – Ed. Metron, São Paulo, 1989; “Bracher: Homenagem a Van Gogh” – Empresa das Artes, São Paulo, 1991; “Carlos Bracher: Do ouro ao aço” – Ed. Salamandra, Rio, 1992; “Carlos Bracher”, de João Adolfo Hansen – Ed. da Universidade de São Paulo (EDUSP), 1998; “Bracher/Brasília”, Rona Editora, Belo Horizonte, 2007; “Belo Bracher Horizonte” (2025). Além disso, foram realizados dezenas de documentários sobre sua vida e obra.
Reside há 43 anos em Ouro Preto. É casado com a artista Fani Bracher, com quem tem duas filhas: Blima (jornalista) e Larissa (atriz). É avô de Valentim.
As principais exposições individuais de Bracher realizadas no Brasil incluem:
MASP - Museu de Artes de São Paulo – São Paulo, 1989 (retrospectiva); Museu Nacional de Belas Artes – Rio, 1989 (retrospectiva); Museu de Arte Contemporânea – Curitiba, 1989 (retrospectiva); Palácio das Artes – Belo Horizonte, 1989 (retrospectiva); Teatro Nacional – Brasília, 1989 (retrospectiva); Museu da Pampulha – Belo Horizonte, 1990 e 2000; Museu Nacional – Brasília, 2007; Centro Cultural Banco do Brasil (com Fani Bracher) – Rio, 1996; Museu da Inconfidência - Ouro Preto, 1989 (retrospectiva) e 2005; Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora, 1971; Museu Mineiro – Belo Horizonte, 1991; Fundação Jaime Câmara – Goiânia, 1997; Câmara dos Deputados – Brasília, 1998, 99, 00, 01, 03 e 08; Instituto de Estudos Brasileiros / USP – São Paulo, 1998; Instituto Francisca de Souza Peixoto – Cataguases, 2001 e 2006 Casa dos Contos - Ouro Preto, 2008; Centro Cultural USIMINAS – Ipatinga, 2000; Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - Juiz de Fora, 1989 (retrospectiva) e 2000; Centro Cultural Murilo Mendes – Juiz de Fora, 1997; Galeria Bonino – Rio, 1974, 76, 77, 79, 82, 84 e 89; Galeria Simões de Assis – Curitiba, 1987 e 1990; Galeria Celina - Juiz de Fora, 1968 e 71; Galeria Tina Zappoli – Porto Alegre, 1995; Galeria Pace Arte – Belo Horizonte, 1996; Galeria Época – Salvador, 1985; Galeria Ranulpho – Recife, 1989; Galeria Sadalla – São Paulo, 1989 e 1990; Galeria Itália – São Paulo, 1968; Galeria OCA – Rio, 1968; Galeria Oscar Seraphico – Brasília, 1975, 78, 80 e 82; Galeria Azul – Goiânia, 1968; Galeria Portal – São Paulo, 1973 e 78; Galeria Guignard – Belo Horizonte, 1968; Galeria MCR – Salvador, 1998; Casa de Cultura Estácio de Sá – Belo Horizonte, 2004; Centro Cultural Pró-Música – Juiz de Fora, 1976, 79, 97 e 2001; Centro Cultural Oboé – Fortaleza, Ceará, 2002; Museu Oscar Niemeyer - Curitiba, Paraná, 2010; Tributo a Aleijadinho - FIEMG Ouro Preto, 2014; Tributo a Aleijadinho - Museu do Metal e Mineração, BH, 2014; Pintura & Permanência - CCBB Belo Horizonte, 2014; Pintura & Permanência - CCBB São Paulo, 2015; Pintura & Permanência - CCBB Rio de Janeiro, 2014; Pintura & Permanência - CCBB Brasília, 2015; Bracher , 60 anos de Pintura, FIEMG , Ouro Preto, 2017.
Inúmeras foram as exposições individuais de Carlos Bracher no exterior: Palácio Foz – Lisboa, Portugal, 1969; Museu de Évora – Évora, Portugal, 1970; Palácio Dória Pamphilli – Roma, 1978; Galeria de Arte Ítalo / Brasiliana – Milão, Itália, 1978; Galeria Debret – Paris, França, 1970 e 1992; Museu de Arte Contemporânea – Santiago, Chile, 1983; Galeria da Casa do Brasil – Madri, Espanha, 1985; Galeria da Embaixada Brasileira – Haia, Holanda, 1985; World Trade Center – Rotterdam, Holanda, 1991; Galerie Debret – Paris, 1991; Museu Daubgny – Auvers-sur-Oise, 1991; Whiteley / Atrium Gallery – Londres, Inglaterra, 1992; Palácio Imperial (Cidade Proibida) – Pequim, China, 1993; Universidade das Nações Unidas – Tóquio, Japão, 1993; Museu de Arte Moderna – Bogotá, Colômbia, 1994; Cynthia Bourne Gallery (com Fani Bracher) – Londres, Inglaterra, 1995; Memorie Gallery (com Juarez Machado) – Miami, Estados Unidos, 1998; Embaixada do Brasil – Assunção, Paraguai, 2002 (retrospectiva); Museu Nacional de Artes Visuais – Montevidéu, Uruguai, 2005 (retrospectiva); Kingston Gallery – Kingston, Jamaica, 2005; Retrospectiva Europa - Abadia de Neumünster - Luxemburgo, 2008; Retrospectiva Europa - Palácio dos Governadores - Brugges, 2008; Retrospectiva Europa - Galeria Marcantônio Vilaça – Bruxelas, Bélgica, 2008; Retrospectiva Europa - Palácio Bolongaro,- Frankfurt, 2008; Retrospectiva Europa - Museu de Arte Moderna- Moscou, 2008; Retrospectiva Europa - Palácio Toscano – Praga, 2009; Retrospectiva Europa - Castelo Paffendorf- Dusseldorf, 2011; Retrospectiva Europa - Stiftung Brasilea - Basilea, 2012; Retrospectiva Europa - SO Gallery – Estocolmo, 2013.
Além do “Prêmio de Viagem ao Estrangeiro”, do Salão Nacional de Belas Artes de 1967, Rio de Janeiro, Carlos Bracher recebeu inúmeros prêmios, títulos e comendas, destacando-se: o “Prêmio Hilton de Pintura”, coordenado pela FUNARTE, em 1980, como um dos 10 artistas que mais se destacaram no Brasil na década de 1970, estando entre eles Siron Franco, João Câmara, Tomie Ohtake, Maria Leontina e Cláudio Tozzi; “Medalha de Prata” (1963), Menção Honrosa (1961) e Medalha de Bronze – escultura (1959), do Salão Nacional de Belas Artes, Rio; “Artista Revelação do Ano”, concedido pelo Jornal do Brasil, Rio, 1968; “Primeiro Prêmio”,Salão da Secretaria de Educação de Minas Gerais,1963, 64 e 67; 2º Prêmio – escultura (1958), 2º Prêmio – pintura (1960), Medalha de Bronze (1959), Menção Honrosa (1956 e 1957) e Medalha de Ouro (1965), do Salão Oficial Municipal de Belas Artes, Juiz de Fora; “Ordem de Rio Branco” – Outorgada pelo Governo Federal, Brasília, 1992; “Doutor Honoris Causa” – pela Universidade Federal de Ouro Preto, 2009; “Medalha da Inconfidência” – Outorgada pelo Governo de Minas Gerais, 1996; “Medalha de Brasília” – Outorgada pelo Governo do Distrito Federal, 2007; “Medalha de Belo Horizonte” – Outorgada pela Pref. de Belo Horizonte, 1995; “Medalha do Sesquicentenário de Juiz de Fora”, 2005; “Medalha do Tricentenário de Ouro Preto”, 1998; “Medalha Pedro Nava” – outorgada pela Pref. Juiz de Fora, 2004; “Medalha Aleijadinho” – Outorgada pela Prefeitura de Ouro Preto, 1984; “Medalha Tiradentes” – Outorgada pela Cidade de Tiradentes, 1989; “Medalha do Mérito Legislativo” – da Assembléia Legislativa de Minas, 2007; “Colar do Mérito da Corte” - Outorgada pelo Tribunal de Contas de Minas, 2004; “Medalha Santos Dumont” – Outorgada pelo Ministério da Aeronáutica, 1993; “Medalha Bernardo Pereira Vasconcellos” – Câmara Ver. Ouro Preto,1995; “Comenda Henrique Guilherme Halfeld” – da Prefeitura de Juiz de Fora, 1973; “Comenda da UFJF” – Outorgada pela Univ. Federal de Juiz de Fora, 1969; “Cidadão Honorário de Ouro Preto” - Outorgado pela Câmara dos Ver., 1996; “Sucesso Mineiro” – Outorgado pela Prefeitura de Belo Horizonte, 1995; “Troféu Belotur” – Outorgado pela Belotur, Belo Horizonte, 1998; “Personalidade Cultural Internacional” - Outorgado pela União Brasileira de Escritores, Rio, 2004; “Melhor 88 – Setor Artes” – Outorgado pelo Jornal Estado de Minas, 1988; “Medalha da FIEMG”, Belo Horizonte, 1973; “Comenda – O Cícero” – do Sindicato Ind. Gráficas de Minas Gerais, BH, 1994; “Troféu JK” – Belo Horizonte, 2008; “Personalidade do Ano” – Diários Associados, Juiz de Fora, 1967; “Homenagem Especial” – Museu Casa Marcier, Barbacena, 2004; “Prêmio Criarte” – Assoc. Atlética Banco do Brasil, Belo Horizonte, 1987; “Troféu Top Cultura” – TV Top Cultura, Ouro Preto, 1998.
Carlos Bracher participou de diversas exposições coletivas no exterior: Grand Palais – Paris, França (Salon d’Automne, 1992); Galérie Bernhein-Jeune – Paris, França (Salon Saint-Honoré / Matignon, 1971); “Três Aspectos da Pintura Contemporânea Brasileira” (Organizada pelo Itamaraty) – Buenos Aires, Montevidéu e Lima, 1968; “Jeunes Artistes” – Galérie Transposition, Paris, 1970; “Brazilian Art on Paper” - Centro de Estudos Brasileiros, Paramaribo, Suriname, 2005; “4 x 4” (4 Artistas de 4 Países) – Robert Morrison Gallery, Chicago, Est. Unidos, 2007.
No Brasil essas exposições coletivas foram mais de 35, percorrendo o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, em inúmeras cidades.
Além de cinco livros editados sobre sua vida e obra, e de cerca de 40 livros dos quais participou, sobre a obra de Bracher foram realizados dezenas de documentários, dvds e entrevistas, destacando-se: “Carlos Bracher: Retrato Intenso”, dir. Olívio Tavares de Araújo, 1988; “Carlos Bracher: Auto-Retrato”, dir. Sônia Garcia –TVE Rio, 1994; “Bracher / Van Gogh”, dir. Rodolfo Magalhães, 1991; “Carlos Bracher”, texto Moacyr Laterza e dir. Jean Armand, 1995; “Pintura e Paixão Segundo CB”, dir. Olívio Tavares de Araújo, 1995; “Processos, Expressões: Retrato de Bracher”, dir. Marcelo Brum, 1995; “Bracher: Homenagem a Van Gogh”, dir. Nagay, 1990; “Bracher e Van Gogh”, dir. Olívio Tavares de Araújo – TV Cultura, São Paulo, 1993; “Bracher Homenageia Van Gogh”, dir. Vanessa Tamietti, 1990; “Catedrais Siderúrgicas”, dir. Marcelo Brum, 2000; “A Luz vem de Dentro”, dir. Moacyr Laterza, 1989; “A Mui Extraordinária Aventura Acontecida Comigo”, dir. Almir Wildehagen, 1993; “Âncoras aos Céus”, dir. Blima Bracher, 2007; “Mutações: Retratos de Bracher” – TAKE 1 Vídeos, 1996; “Carlos Bracher”, dir. Aluízio de Oliveira – TV Senado, Brasília, 1999; “Retratos de Bracher”, dir. Paulo Lessa – TV Minas, Belo Horizonte, 1996; “Brasília por Bracher”, dir Aluízio de Oliveira – TV Senado, Brasília, 2008; “Bracher em Bruges”, dir. Adrian Jurado, 2008; “Carlos Bracher em Luxemburgo” dir. Hans Schmit, 2007; “Imagens de Minas” – TV Globo, Belo Horizonte, 2004; Programa “Personalidade” – TV Câmara, Brasília, 2007; Programa “Almanaque”, dir. Carlos Monforte – Globo News, 2007; Programa “Sem Censura”, de Leda Nagle – TVE Rio, 1990; Programa “Metrópolis”, de TV Cultura, São Paulo, 1996; Programa “Sempre um Papo”, de Afonso Borges – Belo Horizonte, 1994; Programa “Grandes Mineiros” – TV Globo, Belo Horizonte, 2006; Programa “Veredas Literárias” – Rede Minas de Televisão, Belo Horizonte, 1996; Programa “Leila Entrevista”, de Leila Ferreira – Rede Minas, Belo Horizonte, 1998; Programa “Terra de Minas” – TV Globo, Belo Horizonte, 2003; Programa “Memória e Poder” – TV Assembléia, Belo Horizonte, 2004; Programa “Band Entrevista” – TV Band, Brasília, 2007; Programa “Brasil é Isso” – Rede Vida de Televisão, Brasília, 2007; Programa “Educação, Um Tesouro a Descobrir”-Rede Vida de Televisão, Brasília, 2007; Programa “Ponto de Encontro” – TV Brasília, Brasília, 2007; “Bracher e Ouro Preto”, dir. Gidian Bouting, para a BBC de Londres, 2002; “A Arte de Carlos Bracher”,dir.João Augusto Beirão,para a TV Nacional, Lisboa, 1994.
Obras de Carlos Bracher integram diversas coleções no Brasil e no exterior, como Museu do Vaticano, Roma, Itália; Coleção Henry Kissinger, New York, Estados Unidos; Coleção Giovanni Agnelli, Turim, Itália; Coleção Peter Burke, Londres, Inglaterra; Coleção Paul Mazurski, Los Angeles, Estados Unidos; Museu de Arte Contemporânea, Santiago, Chile; Embaixada do Brasil, Washington, Estados Unidos; Embaixada do Brasil, Bélgica ; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro; Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; Museu da Pampulha, Belo Horizonte; Museu Inimá de Paula, Belo Horizonte; Câmara dos Deputados, Brasília; Palácio do Itamaraty, Brasília; Palácio da Liberdade, Belo Horizonte; Palácio das Artes, Belo Horizonte; Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora; Casa Jorge Amado, Salvador; Coleção Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro; Coleção Roberto Marinho, Rio de Janeiro; Coleção Banco Bozzano Simonsen, Rio de Janeiro; Coleção Sérgio Pereira Silva, Belo Horizonte; Coleção Aécio Neves, Belo Horizonte; Coleção Orandi Momesso, São Paulo; Coleção Lady Biesus, São Paulo; Coleção Norberto Geyerhan, Rio de Janeiro; Coleção Evandro Carneiro, Rio de Janeiro; Coleção Ralph Camargo, Rio de Janeiro; Coleção Chico Buarque de Holanda, Rio de Janeiro; Coleção Milton Nascimento, Rio de Janeiro; Coleção Bibi Ferreira, Rio de Janeiro; Coleção Maria Bethânia, Rio de Janeiro; Coleção José Celso Gontijo, Brasília; Coleção Tina Zappoli e Marinho Neto, Porto Alegre.
Carlos Bracher recebeu inúmeras honrarias como presidente de honra de centros culturais, paraninfo de cursos, teve obra sua como presente oficial do Gov. Brasileiro ao Papa João Paulo II, Brasília, 1992, músicas de grandes compositores feitas em sua homenagem e prédios construídos em sua homenagem – em Brasília e Juiz de Fora.
Em pesquisa de opinião realizada pelo Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Carlos Bracher foi considerado o artista mais conhecido em Belo Horizonte, entre várias classes sociais, e seu nome foi o vencedor em todas elas.
Carlos Bracher proferiu palestras e ministrou cursos sobre história da Arte, arte e criação e diversos outros temas, inclusive, “Arte e Loucura” – Seminário de Arte e Psiquiatria, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Juiz de Fora, 1988, Algumas foram filmadas e passaram a integrar acervos audiovisuais.
Também ilustrou livros e revistas, teve obras suas publicadas em capas de livros, capas de CDs, capas de revistas.
Realizou pinturas ao vivo em muitas ocasiões, e quadros seus fizeram parte de novelas, foram cenários de filmes e outras participações em espetáculos artísticos., tendo atuado como o personagem “Pintor”, num capítulo da “Turma do Pererê”, de Ziraldo, pintando ao vivo o retrato da figura principal da peça, numa cena onde trabalhou Sérgio Mamberti, Renato Borghi e Alexandre Costa. Ainda fazendo parte da história, para ambientar o cenário com inúmeros personagens atuando, foi montada exposição de seus quadros, com a curadoria da carnavalesca Ana Maria Magalhães. Tiradentes/MG, 1999.
Por uma combinação afetuosa mútua, onde cada um pintaria o retrato do outro, foi protagonista de um fato histórico: ter presenciado a criação de uma das últimas obras de Inimá de Paula, quando ele, já doente e sem pintar há anos, fez seu retrato (e vice-versa). Esteve presente, neste instante delicado, o Renato Sampaio. Após pintar o retrato de Darcy Ribeiro em Ouro Preto, foi convidado por ele a retratar amigos seus no Rio, em 1987, entre eles Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Luiz Carlos Prestes, Carlos Drummond de Andrade, Barbosa Lima Sobrinho e Otto Lara Resende.
Carlos Bracher participou também das seguintes obras: Brasil, gente e lugares, palavras e imagens: apresentação, Cia das Letras (2011); História, arte e sonho na formação de Minas, de Mauro Werkema: capa e prefácio, Duo Editora, (2009); O prazer de colecionar, de Maria Elvira Ferreira: prefácio, Metalivros (2012); Gustavo Penna, arquiteto, de Gustavo Penna: apresentação, Celanto Editora (2000); Essas Gerais, da Fiemg : ilustrações com aquarelas Medialuna Editora (2009); Juracy Neves, homem da planície, de Paulo Cesar magella: capa, contracapa e apresentação, Esdeva Editora (2019); Minas Gerais, memórias afetivas, de Lucília Neves Delgado e Chico do Vale: apresentação, Outubro Edições (2022); L’Ambaciata d’Italia a Brasília: capa e contracapa (2022); Estrábica, de Blima Bracher (finalista do Jabuti de 2023): capa, contracapa e ilustrações (2022); Azazul, de José Roberto da S: capa e ilustrações, (2024).
Carlos Bracher tem escrito sobre temáticas variadas, tais como Van Gogh, Portinari, Emeric Marcier, Artur Bispo do Rosário, Inimá de Paula, Ivan Marquetti, Aleijadinho, Pedro Corrêa de Araújo, Niemeyer, Gustavo Penna, Éolo Maia, Juscelino Kubitschek, Brasília, Arquitetura, Museu Mariano Procópio, Arte Mineira, História da Arte, Processos de Criação, entre outros, que foram publicados em livros, revistas, catálogos e jornais, como o “Jornal do Brasil”, “Gazeta Mercantil”, “Estado de Minas”, “Hoje em Dia”, “Correio Braziliense” e “Tribuna de Minas’. Fez textos de apresentação para Roberto Gil, Roberto Vieira, Dnar Rocha, Renato Stheling, Ruy Merheb, Frederico Bracher Jr, Yara Tupinambá, João Batista Cruz, Jayme Aguiar, Virgílio Dias, Carlos Augusto Mendonça, Sérgio Pereira Silva e Cristiano Quintino, entre outros.
Todas essas atividades fazem de Carlos Bracher um artista prestigiado e reconhecido nacional e internacionalmente. Ocupa a cadeira 32 da Academia Mineira de Letras, para a qual foi eleito em 15 de outubro de 2015 e tomou posse em 6 de maio de 2016.



