Miniatura

Acadêmico
Carlindo Lellis
Número de Cadeira
12 Patrono: Alvarenga Peixoto
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Carlindo de Lellis Ferreira, filho de Camillo de Lellis Ferreira e Anna Claudina de Lellis Ferreira, nasceu em 24 de novembro de 1879, em Itabira, no distrito de Santana dos Ferros – atual município de Ferros (MG) –, e faleceu em 16 de junho de 1945 na sua residência, à rua Barão de Itapagipe, no Rio de Janeiro (RJ).
Concluiu sua formação escolar no Colégio Mineiro, em Ouro Preto, tendo prestado os exames preparatórios entre 1894 e 1899. Depois, em 1901, criou e dirigiu a revista literária A Fronde, de vida efêmera. Na sequência, frequentou a Escola de Farmácia de Ouro Preto (posteriormente incorporada à UFOP) no biênio 1902-1903. Nessa época, tornou-se colaborador da revista Sirius e lecionou no internato do Ginásio Mineiro.
Até então, morava na mesma casa em que outrora viveu Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão – a suposta “Marília de Dirceu”, do poema homônimo de Tomás Antônio Gonzaga. Em meados de 1904, porém, mudou-se de Ouro Preto, instalando-se inicialmente no município mineiro de Cambuí e posteriormente na capital paulista, onde trabalhou como farmacêutico até meados de 1906, aproximadamente.
De volta a Ouro Preto, Carlindo Lellis fundou o Centro Farmacêutico de Minas Gerais em fins de 1906, com o intuito de defender os direitos da classe, constituir uma biblioteca e editar uma revista especializada. Mais tarde, nos idos de 1908, criou o jornal ouro-pretano Correio da Noite, auxiliado por Paulo Brandão. Em seguida, foi eleito para a Academia Mineira de Letras em 1909 e filiou-se ao Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais em 1910, como sócio correspondente.
Transferindo-se para o Rio de Janeiro, entrou para a equipe da Gazeta de Notícias por volta de 1912, na condição de redator-secretário. Atuou, também, como sócio da firma Bernardino Luz & Cia., responsável pela Farmácia Popular, a qual funcionou por muitos anos à rua General Pedra. Além disso, integrou o corpo docente do Ginásio Fluminense durante o ano letivo de 1916.
Em 1918, mediante aprovação em concurso, Carlindo Lellis iniciou carreira no funcionalismo público como agente fiscal dos impostos de consumo do estado do Rio de Janeiro, junto ao Ministério da Fazenda. Exerceu suas atribuições em coletorias da capital e do interior – Valença e Petrópolis, por exemplo. A partir de 1939, representou a Academia Mineira de Letras nas reuniões da Federação das Academias de Letras do Brasil, sediada no Rio de Janeiro, em cuja diretoria desempenhou a função de tesoureiro.
Sua produção literária encontra-se dispersa nos mais variados periódicos, além dos mencionados anteriormente, tais como: Annuario de Minas Geraes, de Belo Horizonte; Correio de Minas e O Pharol, de Juiz de Fora; O Archivo Illustrado, Revista Nova e Vida Paulista, de São Paulo; Aspectos, Fon-Fon, O Malho e Revista das Academias de Letras – órgão da Federação das Academias de Letras do Brasil –, do Rio de Janeiro. Na imprensa, utilizou os pseudônimos “Pamphilio” e “Paulo Abranches”.
Publicou os seguintes títulos: Números do Intermezzo - Heinrich Heine (1903); Brumas e Sol (1904); Lucianeida - Poema Heroico (1910); Hélikôn (1920); Noções de Legislação e Administração de Fazenda (191[9]); Augusto de Lima: sua vida e sua obra (1940/1959). Coautor da polianteia Villalva Júnior (1910) em parceria com Duílio Ramos, João Carlos Fairbanks, Mucio Pompeu do Amaral, Raul de Freitas e Virgílio Várzea, entre outros.



