Miniatura

Acadêmico
Bento Ernesto
Número de Cadeira
09 Patrono: Josafá Belo
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Bento Ernesto Corrêa Júnior, filho de Bento Ernesto Corrêa e Maria Cândida de Moraes, nasceu em 25 de agosto de 1866, em São Bento do Tamanduá – atual Itapecerica (MG) –, e faleceu em 9 de janeiro de 1943, em São João del-Rei (MG).
Concluiu sua formação escolar em Ouro Preto, por volta de 1885. Não lhe sendo possível ingressar no ensino superior, em decorrência de limitações financeiras, voltou para a terra natal. Mais tarde, fixou residência no município de Pará – atual Pará de Minas –, onde trabalhou como professor primário de 1892 a 1906, aproximadamente.
Nesse ínterim, atuou como redator d’A Cidade do Pará e colaborou em diversos periódicos mineiros, tais como: A Fronde, de Ouro Preto; A Lucta e A Pérola, de Oliveira; A Capital, A Violeta e Diário de Minas, de Belo Horizonte; Almanach de Juiz de Fora e O Pharol, de Juiz de Fora; Almanach de Passos, de Passos; Folha Azul, de Santana de São João Acima – atual Itaúna –; e O Contemporâneo, de Sabará.
No mesmo período, isto é, ao longo das décadas de 1890 e 1900, também enviou suas produções literárias – principalmente poemas – para jornais e revistas fluminenses, paulistas e cearenses, destacando-se os seguintes: Gazeta de Notícias, Jornal do Brasil, O Álbum, Renascença e Revista Moderna, do Rio de Janeiro; O Fluminense, de Niterói; Almanak Histórico-Litterario, Correio Paulistano e O Archivo Illustrado, de São Paulo; e O Pão da Padaria Espiritual, de Fortaleza.
Em fins de 1906, tornou-se inspetor técnico de ensino, atividade que lhe permitiu visitar diversas localidades em Minas Gerais, por exemplo: Barbacena, Juiz de Fora, Mariana, Oliveira, Rio Novo e Santana do Jacaré. Suas atribuições incluíam, entre outras responsabilidades, aplicar e/ou fiscalizar exames de admissão e de segunda época; entregar boletins e diplomas; premiar bons estudantes; inaugurar grupos escolares, além de inspecionar os já existentes; elaborar e enviar relatórios para a Secretaria do Interior.
Aos 24 de novembro de 1907, auxiliado por Belmiro Braga e José Rangel, fundou a Associação de Proteção à Instrução Primária em Juiz de Fora, onde residiu por alguns meses. No ano seguinte, mudou-se para São João del-Rei e, em 1912, entrou para o Conselho Superior da Instrução Pública de Minas Gerais, na condição de membro efetivo, tendo sido reconduzido ao cargo mais de uma vez. Nesse contexto, tomou parte no julgamento de processos disciplinares e avaliou livros didáticos.
Paralelamente, desenvolveu novas colaborações na imprensa a fim de divulgar seus trabalhos literários, inéditos ou não. Nessa fase, que abrange as décadas de 1910, 1920 e 1930, publicou na revista Vita, de Belo Horizonte; no Correio da Semana, de Queluz; no Pão de Santo Antônio, de Diamantina; na Princeza - Revista Illustrada, de São João del-Rei; no Lavoura & Comércio e n’O Juvenil, de Uberaba; entre outros títulos mineiros. Publicou, igualmente, na D. Quixote e na Revista da Semana, do Rio de Janeiro, entre outros títulos fluminenses.
Até onde se sabe, utilizou os pseudônimos “BEJ”, “João Ninguém”, “JUC”, “L. Benício” e “Lauro Benício”. Eleito para a Academia Mineira de Letras pelos pioneiros que fundaram a entidade em 25 de dezembro de 1909, em Juiz de Fora, acabou sendo escolhido, posteriormente, para ser o patrono das cadeiras 2, 36 e 83 da Academia Divinopolitana de Letras, da Academia de Letras de São João del-Rei e da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, respectivamente.
Autor das seguintes obras: Frondes - Primeiros Versos: 1893-1894 (1895); Átomos Lyricos (1896); Vida Aldeã (1897); Terra Prometida (1911); Nênia - Meiguinha (1912).
Coautor de três polianteias, quais sejam: Homenagem a Carlos Gomes (1896), em parceria com Alfredo Lisboa, Carvalho Aranha e Theophilo Barbosa, entre outros; Homenagem a Arthur Lobo (1901), na companhia de Antônio Augusto de Lima, Aurélio Pires, João Elói Camelo, Josaphat Bello – sob o pseudônimo de “Fidé Yori” –, Mendes de Oliveira e Nelson de Senna – sob o pseudônimo de “Pelayo Serrano” –, entre outros; e Homenagem ao Dr. Luiz Cassiano Martins Pereira Júnior (1904), juntamente com Avelino Fóscolo, Nelson de Senna e Theodomiro Cruz, entre outros.
Também escreveu inúmeros hinos, dentre os quais: Caridade; Hymno à Nossa Senhora Aparecida, musicado pelo padre João Batista Lehmann; Hymno do Município de São João del-Rei; Hymno Escolar; Hymno Operário e Pátria.



