Miniatura

Acadêmico
Bartolomeu Campos de Queirós
Número de Cadeira
26 Patrono: Evaristo da Veiga
Data de Posse
03 de setembro de 2009
Posição na Cadeira
5º Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O poeta e escritor Bartolomeu Campos de Queirós nasceu na cidade de Papagaio, interior de Minas Gerais, em 25 de agosto de 1944. Perdeu a mãe quando tinha seis para sete anos, e viveu sua infância em Pitangui com seu avô. Pai caminhoneiro, a mãe uma ávida leitora e dona de casa, Bartolomeu deve seu gosto pela leitura a sua mãe, como também ao seu avô o gosto pela palavra.
Estudou as primeiras letras com seu avô, depois continuou o curso primário em Pitangui. Mais tarde, em meados de 1955, foi estudar como aluno interno em Divinópolis onde, com onze ou doze anos, encontrou o professor de literatura José Dias Lara, que o introduziu na literatura.
Posteriormente, na década de 1960, mudou-se para Belo Horizonte, onde residiu e trabalhou. Foi aluno da Escola de Arte do Brasil, formou-se na área de educação, artes e passou pela Divisão de Aperfeiçoamento do Professor – MEC, em que foi professor e chefe do Departamento de Arte e Educação.
Em seguida, transferiu-se para a França, com uma bolsa da ONU, para estudar filosofia no Institut Pedagogique National (Instituto Pedagógico de Paris). Foi na capital francesa que começou a escrever. No início de 1974, estreou na literatura e publicou seu primeiro livro, O peixe e o pássaro.
Bartolomeu Queirós trabalhou e adquiriu experiências junto com Helena Antipoff, Abgar Renault, Nazira Ab-Saber, entre outros, no Centro de Recursos Humanos João Pinheiro, Fazenda do Rosário e Centro de Psicologia e Arte. Participou de importantes projetos de leitura no Brasil como o ProLer e o Biblioteca Nacional, dando conferências e seminários para professores de leitura e literatura.
Exerceu funções como Assessor da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, foi membro do Conselho Estadual de Cultura, membro do Conselho Curador da Fundação Escola Guignard, foi presidente da Fundação Clóvis Salgado e do Palácio das Artes. Foi, também, idealizador do Movimento por um Brasil Literário, do qual participava ativamente.
Bartolomeu construiu uma obra com 66 livros publicados, e foi considerado um dos principais autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Estudioso da filosofia e da estética, utilizou a arte como parte integrante do processo educativo.
Recebeu condecorações importantes, como Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, da França; Medalha Rosa Branca, de Cuba; Grande Medalha da Inconfidência Mineira e Medalha Santos Dumont, do governo do Estado de Minas Gerais. Recebeu, ainda, láureas literárias importantes, como o Grande Prêmio da Crítica em Literatura Infantil/Juvenil pela APCA, o Jabuti, com o livro Ciganos, o Prêmio Academia Brasileira de Letras, entre muitos outros.
Foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em sucessão ao Pe. João Batista Megale, para a cadeira nº 26, patrocinada por Corrêa de Azevedo. Em 2000, entrou na Lista de Honra do IBBY. Em 2008, recebeu o Prêmio Ibero-Americano de Literatura Infantil, da Fundação SM, no México, pelo conjunto de sua obra.
Bartolomeu faleceu, aos 67 anos, no dia 16 de janeiro de 2012, em Belo Horizonte. Publicou também pela Global Editora, os seguintes títulos: Cavaleiros das Sete Luas; Ciganos; Flora; Indez; Ler, Escrever e Fazer Conta de Cabeça; Para Criar Passarinho; Rosa dos Ventos e Vermelho Amargo.



