Miniatura

Acadêmico
Austen Amaro
Número de Cadeira
07 Patrono: Luiz Cassiano
Data de Posse
28 de julho de 1988
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Austen Amaro de Moura Drummond, nasceu em Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1901. Filho de Austen Drummond e de Cecília Amália de Moura Drummond, cursou humanidades no Ginásio Mineiro, hoje Colégio Estadual, e concluiu seus preparatórios na Faculdade de Odontologia e Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais.
Foi secretário de redação da Revista Mineira, dirigida e editada, mensalmente, pelo professor José de Magalhães Drummond, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, na qual atuou como diretor administrativo o jornalista Benedito Conceição. Colaborou também com A Revista, primeiro impresso modernista de Minas Gerais, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava e João Alphonsus.
Estreou na literatura em 1926, com a publicação do poema lírico Juiz de Fora, ilustrado por Pedro Nava, no qual retrata o cotidiano noturno e urbano da cidade da Zona da Mata mineira, com referências a outras cidades. O livro destacou-se na crítica: o literário Agripino Grieco publicou na imprensa do Rio de Janeiro como um dos melhores daquele ano, João Alphonsus considerou o poema “o primeiro grito de liberdade literária de Minas” e Pedro Nava, como a primeira obra modernista mineira.
Em 1929, lançou os Poemetos à feição do Oriente pela Livraria José Olímpio, ilustrado por Stella Hanriot, o qual apresentava uma narrativa cuja chave da sabedoria oriental encontrava-se no dragão, que representava, em sua beleza artística, a harmonização do antagônico, símbolo do mundo em que se processava a perfectibilização do inacabado.
Em 1930, publicou, logo em seguida, Ante o mistério do amor e da morte, obra que incluiu uma trilogia em sonetos: Deus, Satã e Universo. João Alphonsus, em sua coluna de crítica literária do Estado de Minas fez uma análise do sentido metafísico e metapsíquico desse livro.
Em 1951, em um concurso promovido pela Federação das Academias de Letras do Brasil, obteve dois de seus poemas incluídos entre os dez melhores sonetos mineiros. Ganhou também, em 1965, Menção Honrosa na modalidade poesia lírica, concedida pela Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi, de Setúbal, Portugal, por ocasião do Bicentenário do Bocage.
Fez carreira no Serviço Público do Estado, ocupou e aposentou-se no cargo de Chefe do Serviço Auxiliar do extinto Departamento da Guarda Civil e foi assessor da Diretoria da Associação dos Chefes do Serviço Público do Estado de Minas Gerais. Possuiu a carteira de Jornalista profissional pelo Departamento Nacional do Trabalho – Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Lecionou Geografia e História na Academia do Comércio
Em 4 de novembro de 1982, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, na qual ocupou a cadeira nº7, em substituição a Eduardo Frieiro. Seu livro Poemetos à feição do Oriente foi traduzido para o inglês pelo professor Elmar G. Queiroga, da Faculdade de Letras da UFMG e o professor José Amílcar Mourão o traduziu para o francês, edição que tem o prefácio do professor Aluízio Mendes Campos. Seu livro Imaginária Hélade (poemas), foi traduzido também pelo professor José Amílcar Mourão para o francês e para o inglês.
Sempre atento às inovações estéticas e às renovações literárias, Austen Amaro provocou polêmicas com seu modernismo na literatura mineira. O poeta faleceu em junho de 1991.



