Miniatura

Acadêmico
Armond Werneck
Número de Cadeira
15 Patrono: Bernardo Guimarães
Data de Posse
28 de junho de 1983
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O poeta, desembargador e professor Hélio Armond Werneck Côrtes, nasceu em Congonhas do Campo, Minas Gerais, em 6 de dezembro de 1916, filho de Octávio Werneck Côrtes e de Alice Armond Werneck Côrtes.
Armond Werneck permaneceu toda a sua infância e parte da juventude em sua terra natal, cursou os estudos primários em Além Paraíba e os concluiu em Barbacena. Ali iniciou, no Ginásio Mineiro de Barbacena, o secundário, que mais tarde concluiu no Ginásio Dom Lustosa, em Patrocínio, Minas Gerais.
Foi reservista de 2ª categoria, com certificado expedido em agosto de 1934. Realizou o pré-jurídico em Belo Horizonte, durante o qual, como estudante universitário de Direito, trabalhou na Rede Mineira de Viação e, depois, no Departamento de Assistência aos Municípios da Secretaria do Interior, na capital mineira.
Em 1944, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Minas Gerais, hoje UFMG, na qual foi orador da turma na cerimônia de diplomação. Ainda estudante, foi várias vezes premiado em concursos de oratória promovidos pelo Grêmio Afonso Pena, da Faculdade de Direito e em 1941 obteve o 1º lugar.
Descendente do Segundo Barão de Pitanguy, Honório Augusto José Ferreira, Armond Werneck casou-se, em 1946, com Domnina Santos Machado Werneck Côrtes, com quem teve apenas um filho, o pediatra Fernando Machado Werneck Côrtes. Após formado, advogou em Belo Horizonte até 1949.
Professor secundário registrado, lecionou Português e História Geral e do Brasil em colégios de Belo Horizonte, Carandaí e Itaúna, todos em Minas Gerais. De 1946 a 1949, Armond Werneck assumiu o cargo de Chefe da Seção de Cadastro e Fiscalização do SENAI e serviu na Escola Renné Gianetti.
Em abril de 1949, prestou concurso para o Ministério Público, foi nomeado Promotor de Justiça da Comarca de Eugenópolis, Minas Gerais, sem todavia, assumir a função, porque aprovado, na mesma época, em concurso público para a magistratura, tomou posse como Juiz de Direito da Comarca de Cláudio.
Em 1954, a pedido, foi transferido para a Comarca de Aiuruoca, que passou a considerar como sua terra do coração; depois, promovido por merecimento para a comarca de Carandaí em 1956. Em maio de 1961, foi promovido, outra vez por merecimento, para a Comarca de Itaúna; por fim, retornou a Belo Horizonte, em 1965, para atuar na 2ª Vara Criminal e na 4ª Vara Cível e Comercial.
Em 1969, o Clube dos Advogados do Estado de Minas Gerais conferiu-lhe o título de Juiz Cível; no ano seguinte, sempre por merecimento, tornou-se juiz substituto no antigo Tribunal de Alçada de Minas e promovido a desembargador do Tribunal de Justiça em 1976, tendo presidido a Instituição nos anos de 1984 e 1985.
Em 1973, publicou, pela Imprensa Oficial do estado, a obra O Menino e o Santo, prefaciada por Martins de Oliveira. Em 1976, foi promovido a Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e no mesmo ano recebeu, do Clube dos Advogados do Estado de Minas Gerais, o título de Personalidade Destaque Judiciário do ano.
Em 1977, foi homenageado pela Ordem dos Advogados, Seção de Minas Gerais, como patrono da “Turma de Advogados Desembargador Werneck Côrtes”; em 1978, foi agraciado com a Medalha da Inconfidência, nesse mesmo ano foi eleito membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, onde ocupou a cadeira nº 99, como representante do município de Aiuruoca.
Em 1980, publicou o ensaio Dantas Mota, Poeta de Aiuruoca, pela Imprensa Oficial. Em 1981, publicou o livro de contos A sombra das personagens, com prefácio de Aires da Mata Machado Filho. Ainda em 1981, recebeu o título de Desembargador de Câmara Cível e o de Cidadão Honorário de Aiuruoca.
Em 1983, foi eleito membro da Academia Mineira de Letras, em sucessão a Odair de Oliveira, na cadeira nº 15, patrocinada por Bernardo Guimarães. De 1983 a 1984, foi vice-presidente e Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o qual presidiu no período de 1984 a 1985.
Em 1985, assumiu a presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, coroando uma carreira de magistrado exemplar. No ano seguinte, publicou Viagem para o reencontro, um livro de poesia. Como obra póstuma, publicou O Humano Beethoven.
Armond Werneck também integrou o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais; a Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais – AMULMIG e a Academia de Letras de Além Paraíba. Recebeu ainda várias condecorações e medalhas no curso de sua carreira. Após uma vida dedicada ao bem comum, o congonhense Hélio Armond Werneck Côrtes faleceu em 28 de setembro de 1991, aos 74 anos, em Belo Horizonte.



