Miniatura

Acadêmico
Aldo Delfino
Número de Cadeira
02 Patrono: Arthur França
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Aldo Luís Delfino dos Santos Ferreira Lobo, filho de Luís Delfino dos Santos e Maria Carolina Puga Garcia dos Santos, nasceu em 12 de novembro de 1872, no Rio de Janeiro (RJ), e faleceu em [21] de dezembro de 1945, na cidade natal.
Transferiu-se para Itu (SP), onde estudou no Colégio São Luís, fundado e conduzido por padres jesuítas. Porém, não concluiu sua formação, que demandava recursos financeiros dos quais não dispunha à época. Com isso, regressou ao Rio de Janeiro, onde empregou-se na Administração dos Correios, como amanuense, por volta de 1892.
Em fins do século XIX, foi para Diamantina, onde encontrou um ambiente favorável para se aprimorar como escritor. Rapidamente, integrou-se à imprensa local, tornando-se colaborador de diversos periódicos, tais como: A Idea Nova, Cidade de Diamantina, O Município e O Itambé. Na mesma cidade, aproximou-se de jovens que possuíam um perfil semelhante ao seu, a exemplo de Arthur França e dos irmãos Caldeira Brant, com os quais se reunia para prosear, comer, beber e declamar. Ademais, presidiu o Grêmio Literário Joaquim Felício, fundado em Diamantina nos idos de 1900. Paralelamente, trabalhou na Subadministração dos Correios.
Por volta de 1903, foi para Ouro Preto, onde deu continuidade à sua produção jornalística e literária. Em 1907, mudou-se novamente, desta vez para Belo Horizonte, com passagens por periódicos locais, como Novo Horizonte e Vita. Na capital mineira, trabalhou como oficial de gabinete da Administração dos Correios, por vários anos. Integrou, também, a equipe de colaboradores do periódico juiz-forano O Pharol, estreando em 1909 com o texto “Zé Macota”.
Em 25 de dezembro de 1909, foi eleito para a Academia Mineira de Letras pelos partícipes da reunião ocorrida no salão nobre da Câmara Municipal de Juiz de Fora. Cooperou com as sucessivas diretorias da entidade, de 1915 a 1924, atuando como secretário-auxiliar, secretário-geral, tesoureiro e membro das comissões de bibliografia, de contas e da revista institucional. Aos 3 de dezembro de 1916, entrou para o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, como sócio efetivo.
Em fins da década de 1930 e nos primeiros anos da década de 1940, representou a Academia Mineira de Letras na Federação das Academias de Letras do Brasil, sediada no Rio de Janeiro. Integrou a diretoria da referida entidade, desempenhando as funções de bibliotecário e segundo-secretário.
Os títulos de sua autoria são: José do Patrocínio (1902); Cabra Curado (1905); José Miguel (1911); Tia Manoela (1913), com prefácio de Manuel Ferreira Garcia Redondo e capa ilustrada por Heitor Guimarães; Diamantina (1914); e Terras Sem Dono (1928), romance premiado pela Academia Brasileira de Letras em 1929. Escreveu, também: Bibocas; Lendas e Ruínas; Nas Estradas; Nhô Chico; No Tempo da Moagem; e Por Campos e Carrascos – cujas datas de lançamento/publicação são desconhecidas. Seu pseudônimo era “A. Deldo”.



