
Nova edição do projeto “Lacan na Academia: conversando com a literatura” propõe uma reflexão sobre os limites da ação humana sobre o meio ambiente e os desafios de registrar e preservar a vida, no dia 18 de novembro. Entada gratuita
A Academia Mineira de Letras realiza, no dia 18 de novembro, às 20h, mais uma edição do projeto “Lacan na Academia: conversando com a literatura”. Com o tema “Fotografar o vivo, interrogar o mundo”, o encontro terá como convidado o fotógrafo e contador de histórias visuais João Marcos Rosa, com participação especial da psicanalista e fotógrafa Cecília Batista. A mediação será conduzida por Yolanda Vilela, Lilany Pacheco, Paula Pimenta e Marina Baltazar. O encontro é gratuito e aberto ao público, com acessibilidade em Libras.
A conversa propõe aproximar a psicanálise das questões ambientais contemporâneas, especialmente dos desafios impostos pela crise ecológica. A partir do pensamento de Jacques Lacan, o debate abordará os limites do poder da ciência sobre a natureza e os efeitos de sua articulação com a lógica de produção e consumo da sociedade capitalista. A perspectiva permite refletir sobre aquilo que escapa à tentativa humana de controlar e calcular o mundo, colocando em questão a relação entre conhecimento, desenvolvimento e preservação da vida.
A fotografia de natureza será um dos caminhos para essa reflexão. Membro da International League of Conservation Photographers (ILCP) e colaborador da National Geographic desde 2004, João Marcos Rosa desenvolve trabalhos dedicados à conservação ambiental e à documentação de espécies ameaçadas, como a harpia. Também investiga o protagonismo feminino na ciência, tema da série Mulheres na Conservação. Suas imagens registram a biodiversidade e as relações entre seres humanos e natureza, contribuindo para ampliar o olhar sobre os desafios da preservação ambiental.
Ao longo de 2025 e 2026, o projeto vem desenvolvendo a chamada “ecologia lacaniana”, promovendo diálogos entre a psicanálise e diferentes campos do conhecimento. Já participaram dos encontros a escritora e acadêmica Maria Esther Maciel, o pesquisador e ensaísta Alexandre Nodari, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e a poeta e pesquisadora Prisca Agustoni, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A participação de João Marcos Rosa amplia essa interlocução ao trazer a fotografia e a experiência de quem registra a natureza para o centro da discussão.
Com trabalhos publicados em veículos internacionais como GEO, BBC Wildlife e Terra Mater, João Marcos Rosa também colaborou com campanhas de organizações como Greenpeace, UNESCO e WWF. É autor de livros como Harpia (2010), Arara Azul Carajás (2015), Jardins da Arara de Lear (2018), Diário de um Outono Particular (2020) e Tramas (2023). Suas fotografias integraram exposições no Brasil e no exterior, e o fotógrafo recebeu reconhecimentos como os prêmios World Bird Photo Contest, Itaú/BBA, New Holland Fotojornalismo e Avistar. É um dos sócios da Nitro Histórias Visuais, produtora audiovisual sediada em Belo Horizonte.
A participação especial de Cecília Batista também aproxima o encontro da experiência da fotografia como linguagem e forma de expressão. Psicanalista, graduada em Psicologia e com formação pelo Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais, ela também é fotógrafa e integrante do Coletivo Mofo, dedicado à fotografia analógica e às artes visuais experimentais.
O projeto “Lacan na Academia: conversando com a literatura” promove encontros entre a psicanálise e diferentes campos da produção artística e intelectual, estimulando reflexões sobre questões contemporâneas a partir do pensamento de Jacques Lacan. O evento acontece em parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Minas Gerais, no âmbito dos projetos “Academia Mineira de Letras Manutenção e Funcionamento 2026 (CA 2024.3810.0027)”, incluído na Lei Estadual de Incentivo à Cultura e “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 256536)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura. O evento tem o patrocínio da CEMIG, a energia da cultura, e do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e novecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio da Minasmáquinas.
SOBRE OS PALESTRANTES
Cecília Batista é psicanalista, graduada em psicologia e com formação em psicanálise pelo Instituto de Psicanálise e saúde mental de Minas Gerais. É também fotógrafa e integrante do Coletivo Mofo, um coletivo focado em fotografia analógica e artes visuais experimentais.
João Marcos Rosa é um contador de histórias visuais focadas no meio ambiente. Membro da International League of Conservation Photographers (ILCP), que reúne os principais nomes mundiais da fotografia e cinema de natureza. Colaborador da National Geographic desde 2004, publicou reportagens que abordam temas como a conservação de espécies ameaçadas — a exemplo das harpias — e o protagonismo feminino na ciência, retratado na série Mulheres na Conservação. Seus trabalhos também estamparam revistas como GEO, BBC Wildlife e Terra Mater, além de integrarem campanhas para organizações como Greenpeace, UNESCO e WWF. Autor de diversos livros, publicou Harpia (2010), Arara Azul Carajás (2015), Jardins da Arara de Lear (2018), Diário de um Outono Particular (2020) e Tramas (2023). Suas fotografias já foram exibidas em importantes exposições, incluindo “Mormaço na Floresta”, na Galeria dos Povos Indígenas, em Brasília, e “Territórios e Encontros”, na Fotogaleria a Céu Aberto, em Montevidéu. Em 2016, a convite do Horniman Museum, em Londres, apresentou a mostra “Fauna Brazil”, entre outras. Reconhecido por sua contribuição à fotografia de natureza, recebeu prêmios como World Bird Photo Contest, Itaú/BBA, New Holland Fotojornalismo e Avistar. Suas imagens também figuram em publicações internacionais como Back from the Brink (Cemex, 2017), A Geography of Hope (Cemex, 2016) e Facing Extinction (T&AD Poyser, 2010). Além de seu trabalho autoral, João Marcos Rosa é um dos sócios da Nitro Histórias Visuais, produtora audiovisual sediada em Belo Horizonte.
SOBRE AS MEDIADORAS
Yolanda Vilela é psicanalista, membro da Escola Brasileira de Psicanálise, seção Minas Gerais (EBP/MG), e da Associação Mundial de Psicanálise (AMP) e tradutora. É Mestre em Psicanálise pela Université de Paris 8 e Doutora em Literatura Comparada pela FALE/UFMG.
Lilany Pacheco é Psicóloga, Doutora em Ciência da Saúde — UFMG. Psicanalista membro da Escola Brasileira de Psicanálise, seção Minas Gerais (EBP/MG) e da Associação Mundial de Psicanálise. Diretora do Instituto de Psicanálise de Minas Gerais. Supervisora da Rede de Saúde Mental da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
Paula Pimenta é doutora em Psicologia (UFMG). Psicanalista membro da Escola Brasileira de Psicanálise, seção Minas Gerais (EBP/MG) e da Associação Mundial de Psicanálise (AMP). Coordenadora no Brasil da Rede de Estudos sobre o Autismo na América Latina – REAL, da FAPOL (Federação Americana de Psicanálise de Orientação Lacaniana) e do Núcleo de Investigação e Pesquisa em Psicanálise e Psicose do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais — IPSM-MG. É professora Adjunta da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.
Marina Baltazar é pesquisadora (PPGARTES/ UEMG), professora e revisora. Recém-doutora em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Universidade Federal de Minas Gerais, onde defendeu a tese “O fio e o fim”. Estudante de psicanálise pela Travessias.
INSTITUTO UNIMED-BH
O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.
CEMIG
A Cemig segue ampliando o incentivo ao setor cultural de Minas Gerais, patrocinando diferentes expressões artísticas em todas as regiões do estado. Democratizar, descentralizar e ampliar o acesso às práticas culturais é um compromisso da companhia com a arte mineira. Ao incentivar a cultura, a Cemig fortalece a tradição, a memória e as raízes, sem deixar de ter a inovação e a tecnologia como aliadas. Estar ao lado da cultura de Minas Gerais é contribuir para a valorização da identidade, para o desenvolvimento do estado, para a movimentação da economia criativa e para a geração de emprego e renda.
| SERVIÇO Lacan na Academia: conversando com a literatura Fotografar o vivo, interrogar o mundo com João Marcos Rosa e participação especial de Cecília Batista. Mediação de Yolanda Vilela, Lilany Pacheco, Paula Pimenta e Marina Baltazar. Data: 18 de novembro, a partir das 20h Local: Academia Mineira de Letras [Rua da Bahia, 1466 – Centro] Entrada gratuita |
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