Academia Mineira de Letras celebra centenário da escritora Rachel Jardim em encontro especial

17/11/2026

Nascida em Juiz de Fora, autora será homenageada em palestra com José Alberto Pinho Neves e Lúcia Bettencourt, com mediação de Rogério Faria Tavares, no dia 17 de novembro

A Academia Mineira de Letras promove, no dia 17 de novembro, às 19h30, uma homenagem aos cem anos de nascimento da escritora mineira Rachel Jardim (1926-2023). O encontro contará com a participação do professor e curador José Alberto Pinho Neves e da escritora Lúcia Bettencourt, com mediação do presidente emérito da AML, Rogério Faria Tavares (cadeira 08). A programação é gratuita, aberta ao público e terá acessibilidade em Libras. 

Nascida em Juiz de Fora, em setembro de 1926, Rachel Jardim construiu uma trajetória literária marcada pela escrita intimista, pela observação do cotidiano e pela reflexão sobre a condição feminina. Em seus contos e romances, abordou questões políticas, sociais e culturais, frequentemente articuladas às experiências das mulheres e à defesa de seus direitos. Seu primeiro livro, Os anos 40: a ficção e o real de uma época, foi publicado em 1973 e apresenta elementos memorialísticos que aproximam experiências pessoais e acontecimentos de um período histórico.

Ao longo da carreira, publicou mais de dez livros, entre eles Vazio pleno (1976), Cheiros e ruídos (1982), Inventário das cinzas (1984) e O penhoar chinês (1987). Sua escrita é reconhecida pela capacidade de explorar a intimidade e as inquietações humanas por meio de uma linguagem sensível, atenta aos detalhes e às transformações do tempo. Rachel também teve atuação na área cultural, tendo dirigido o Patrimônio Cultural e Artístico do Rio de Janeiro. A escritora faleceu em agosto de 2023, deixando uma contribuição importante para a literatura brasileira e, especialmente, para a produção literária mineira. A homenagem propõe revisitar a trajetória e a obra da autora, destacando sua relevância para a literatura produzida em Minas Gerais e a atualidade de suas reflexões sobre a experiência feminina. A conversa reunirá diferentes perspectivas sobre sua produção literária e seu legado cultural.

O evento acontece no âmbito dos projetos “Academia Mineira de Letras Manutenção e Funcionamento 2026 (CA 2024.3810.0027)”, incluído na Lei Estadual de Incentivo à Cultura e “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 256536)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura. O evento tem o patrocínio da CEMIG, a energia da cultura, e do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e novecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio da Minasmáquinas.

SOBRE OS PALESTRANTES

José Alberto Pinho Neves nasceu em 1949, na cidade de Ovar, Portugal. É professor, curador e artista plástico. É mestre em Literatura (2010) pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora e doutor em Educação (2016) pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora. Superintendente da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (1997-2004), coordenador da UT Cultura da Rede Mercocidades (2002-2004), pró-reitor de Cultura da UFJF (2007-2015), diretor do Museu de Arte Murilo Mendes (2015-2017), coordenador da implantação do Memorial da República Presidente Itamar Franco (2015). Curador das exposições Cada cabeça uma sentença (1989), Olhar Van Gogh (1990), Cecília Meireles: visão mineira (1992), Tiradentes (1993), América (1994), Pessoa, pessoas (1994), Jazz, Matisse (1995), República do Paraibuna (1996), Inconfidência Mineira: imagens da liberdade (1999), Drummond: o museu do poeta (2003), Pablo Neruda em Isla Negra (2006), História do Brasil (2008), Imagens do Grande Sertão: Arlindo Daibert (2016), Contemplação de Ouro Preto (2017), entre outras. Organizou as publicações Improviso para Guignard (1996), Murilo Mendes, o visionário (1997), Baú de Letras: antologia poética de Juiz de Fora (2000), Companhia de poetas (2003), Relicário Latino (2004), Memória: conhecer para preservar (2004), Dnar, o silêncio das imagens (2007), Itamar Franco: a prudência do Poder no destino da cidade (2019), Cine-Theatro Central: relicário de memórias (2025). Possui textos críticos sobre arte publicados em diversos livros e catálogos.

Lúcia Bettencourt escreve contos, romances, ensaios, livros infantis e poemas.  É formada em Português-Literaturas pela UFRJ, com Masters em Spanish and Portuguese em Yale, e doutorado na UFF (Universidade Federal Fluminense). Colabora em jornais e revistas literárias. Seus contos estão traduzidos e publicados em revistas de língua inglesa, francesa e espanhola. Dentre os prêmios recebidos destacam-se ABL e SESC.

Rogério Faria Tavares é graduado em Direito pela UFMG e em Comunicação Social (Jornalismo) pela PUC Minas, mestre em Direito Internacional pela UFMG e doutor em Literatura pela PUC Minas. Tem o Diploma de Estudos avançados em Direito Internacional e em Relações Internacionais pela Universidade Autônoma de Madri. É membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e presidente emérito da Academia Mineira de Letras, onde ocupa a cadeira de número oito desde junho de 2016. É comendador da Ordem do Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, desde 2024. Em 2026, recebeu a Medalha Raquel de Queiroz, concedida pela Academia Brasileira de Letras. 

INSTITUTO UNIMED-BH

O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.

CEMIG

A Cemig segue ampliando o incentivo ao setor cultural de Minas Gerais, patrocinando diferentes expressões artísticas em todas as regiões do estado. Democratizar, descentralizar e ampliar o acesso às práticas culturais é um compromisso da companhia com a arte mineira. Ao incentivar a cultura, a Cemig fortalece a tradição, a memória e as raízes, sem deixar de ter a inovação e a tecnologia como aliadas. Estar ao lado da cultura de Minas Gerais é contribuir para a valorização da identidade, para o desenvolvimento do estado, para a movimentação da economia criativa e para a geração de emprego e renda.

SERVIÇO 
Homenagem aos cem anos de Rachel Jardim
com José Alberto Pinho Neves e Lúcia Bettencourt. Mediação de Rogério Faria Tavares
Data: 17 de novembro, a partir das 19h30
Local: Academia Mineira de Letras [Rua da Bahia, 1466 – Centro] 
Entrada gratuita

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA

comunicacao@academiamineiradeletras.org.br

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