Miniatura

Acadêmico
Almeida Magalhães
Número de Cadeira
14 Patrono: José Cândido da Costa Sena
Data de Posse
14 de julho de 1923
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O poeta, jornalista e magistrado Francisco Teive de Almeida Magalhães, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 5 de março de 1893. Filho do Dr. Amador de Almeida Magalhães, médico e um dos principais fundadores da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas – EFOA, e de Judith Teive Magalhães. Foi casado com Judith de Faria, natural de Alfenas, com quem teve sete filhos.
Cursou o ensino primário do Colégio do Rio Comprido e o secundário no Colégio Diocesano Marista São José, completando o secundário no Colégio Pedro II. Depois, em 1915, diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito) na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro.
Ainda estudante, Magalhães já atuava na condição de jornalista. Transferiu-se para Minas, e em 1917, ocupava o cargo de delegado de polícia em Alfenas e em Muzambinho, sendo que nos períodos entre 1916 e 1917, lhe nasceram dois filhos em Alfenas. Embora exercesse atividade diversa da literária, em 1913, na edição de 6 de abril, de O Muzambinho, foi um dos redatores, junto com o também poeta Honório Armond, príncipe dos poetas mineiros. Magalhães oscilou entre Muzambinho e Alfenas nas funções de delegado, professor e advogado.
Em Alfenas, além de delegado, dirigiu o jornal A Folha de Alfenas, de propriedade de Genebraldo Correia de Toledo. O prospecto de Capri, de 1917, apresentou Almeida Magalhães como “Delegado de Polícia de Alfenas – Escriptor elegante e publicista brilhante. Professor em diversos institutos da cidade, onde gosa estima e sympathia pelo dote do seu coração e da sua fulgida intelligencia”.
Foi também colaborador dos jornais Diário de Minas, Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, Folha da Manhã, de São Paulo, O Estado de São Paulo, Correio Paulistano, A Gazeta de Mococa e A Mococa. Em 1919, foi eleito para a cadeira nº 14 da Academia Mineira de Letras, cujo patrono é José Senna e o fundador Costa Senna. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, e foi correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos de Minas Gerais, Bahia e Sergipe.
Posteriormente mudou-se para São José do Rio Pardo, onde foi o primeiro diretor da Casa Euclidiana e diretor da Academia de Commercio São José. Em 14 de novembro de 1925, junto com José Pereira Martins de Andrade, prefeito (Zeca Pereira), José Honório de Sylos, Jovino de Sylos, fundou o Grêmio Euclides da Cunha, em São José do Rio Pardo. Em 26 de janeiro de 1966, no centenário de nascimento de Euclides da Cunha, escreveu na Folha de Piracicaba um artigo em comemoração ao centenário do poeta. Os pais de Almeida Magalhães moraram com ele em São José do Rio Pardo, pois lá faleceram em 1925 e 1932.
Em seguida foi para Mococa onde foi professor, escritor, jornalista, advogado, tribuno e vereador e passou a maior parte de sua vida. Foi Inspetor Federal do Ensino na cidade e lecionou, na Escola Normal Oficial, dirigida por Oscar Villares, as disciplinas de História da Civilização e História do Brasil.
Em decreto de 21 de março de 1931, foi nomeado Inspetor de Estabelecimento de Ensino Secundário, pelo Ministro. Pediu 20 dias para tomar posse, como publicado no diário oficial de 30 de dezembro de 1933. Em 7 de abril de 1934, apareceu seu registro de professor publicado no Diário Oficial da União.
Ainda em Mococa foi eleito vereador para a legislatura de 1948 a 1951, primeira legislatura eleita após o Estado Novo. Foi professor também do Ginásio Municipal, dirigido pelo Prof. José Barreto Coelho, onde também foi Inspetor. Em 17 de maio de 1942, publicou no jornal A Manhã, do Rio de Janeiro, a entrevista São José do Rio Pardo e o Culto a Euclides.
Em 1948, mudou para São Paulo pela necessidade “de estar junto às livrarias”, lá foi professor estadual. Em 1964, aposentado, retornou para Mococa, e escreveu livros para o jornal A Mococa. Dá o nome para a Biblioteca Pública Municipal de Mococa. Faleceu em Mococa em 1982, com 89 anos.
Publicou as obras Farias de Brito e a Reação Espiritualista; Unificação do Direito Privado; Um político do Primeiro Reinado e da Regência, obra sobre o Sen. José Custódio Dias; Universidade, obrigatoriedade e sigilo do voto e Há uma Consciência Americana no Direito Internacional, ambas teses.



