Miniatura

Acadêmico
Plínio Motta
Número de Cadeira
39 Patrono: Basilio da Gama
Data de Posse
05 de agosto de 1911
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Plínio Sérgio de Noronha Motta, filho de Francisco Anselmo da Motta e Maria Clementina de Noronha, nasceu em 7 de abril de 1876, em Carmo do Rio Verde – que se emancipou em 1901 com o nome de Silvestre Ferraz e em 1953 passou a se chamar Carmo de Minas (MG) –, e faleceu em 15 de junho de 1953, em Caxambu (MG).
Após frequentar o curso preparatório em São Paulo no biênio 1895-1896, retornou para o estado natal por ocasião da morte do seu pai, o que fez com que mudasse de planos relativamente à sua formação superior. Em vez de se tornar médico, decidiu ser professor e, com esse objetivo, ingressou na Escola Normal de Campanha em 1897, diplomando-se em 1900. Nessa época, envolveu-se com o hebdomadário Phalena, na companhia de outros estudantes, tendo sido o redator-chefe do periódico dedicado à literatura, à ciência e à educação, em cujas páginas experimentou a publicação dos seus primeiros versos. Na mesma altura, escreveu a comédia Os Effeitos da Pindahyba, que chegou a ser encenada com sucesso em pelo menos duas oportunidades no Teatro São Cândido, da cidade de Campanha.
Desde então, passou a colaborar em diversas folhas, sobretudo mineiras e fluminenses, espalhando seus textos em prosa e principalmente em verso em títulos como A Estrela Polar, de Diamantina; A Evolução e O Pharol, de Juiz de Fora; A Penna, Monitor Sul-Mineiro e Templário, de Campanha; Annuario de Minas Geraes, de Belo Horizonte; Gazeta de Paraopeba, de Paraopeba; Monitor Mineiro, de Guaranésia; O Patriota, de Baependi; Almanaque do Correio da Manhã, Brasil Revista, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Gazeta de Notícias, Nação Brasileira, O Jornal, O Tico-Tico e Sesinho, do Rio de Janeiro. Com a imprensa paulista, manteve laços com o Correio Paulistano, na qualidade de agente correspondente, sendo encarregado de mediar novas assinaturas e remeter cartas e textos de assinantes para São Paulo.
Profissionalmente, construiu sólida carreira no magistério em Minas Gerais, acumulando experiências como professor no Ginásio São José e no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em Silvestre Ferraz; como diretor e professor do Colégio Nossa Senhora do Carmo, que ele fundou em Conceição do Rio Verde nos idos de 1913; como reitor do Ginásio Machadense e diretor do Ateneu Machadense, em Machado; além de passagens por outras instituições de ensino, em diferentes localidades. Trabalhou, também, como fiscal e inspetor de ensino estadual e federal por muitos anos.
Eleito para a Academia Mineira de Letras em 6 de maio de 1911, tomou posse em 5 de agosto do mesmo ano, tendo sido recepcionado por Machado Sobrinho. Pertenceu, ainda, ao Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.
Suas publicações são as seguintes: Flores Mineiras (1904); Paros (1909); Esmeralda (1909); Pena de Talião: resposta a Osório Duque-Estrada (1911); Reco-Reco (1925); Frauta Ruda (1930); e Mes Torpilles et Mes Glorifications: c’est le livre qui porte la civilisation, jamais l’épée (1943), sob o pseudônimo de “Jeannot Griffalrani”. Postumamente, foi lançado O Relicário (2001).
À parte, vale mencionar o Mapa do Brasil (1917), uma litogravura de sua autoria voltada para estudantes do ensino público do estado de Minas Gerais.
É o patrono da cadeira 14 da Academia Caxambuense de Letras.



