Miniatura

Acadêmico
Paulo Brandão
Número de Cadeira
38 Patrono: Beatriz Brandão
Data de Posse
14 de maio de 1910
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Paulo Emílio da Silva Brandão, filho de Thomaz da Silva Brandão e Emília Augusta de Lima Brandão, nasceu em 11 de outubro de 1883, em Ouro Fino (MG), e faleceu em 2 de setembro de 1928, em Belo Horizonte (MG).
Sua formação escolar deu-se em Ouro Preto, inicialmente na Escola Normal – onde seu pai era professor e diretor – e posteriormente no externato do Ginásio Mineiro. Após a conclusão dos estudos, dedicou-se à literatura e ao jornalismo, tendo sido redator d’O Radical, a partir de 1904, e do Correio da Noite, a partir de 1908, ambos ouro-pretanos. Na mesma época, colaborou no Annuario de Minas Geraes, de Belo Horizonte, e nas revistas Rua do Ouvidor, do Rio de Janeiro, e Vida Paulista, de São Paulo, entre outros periódicos.
Foi eleito para a Academia Mineira de Letras em 14 de maio de 1910. Mais tarde, integrou a diretoria da entidade em duas oportunidades: primeiro como secretário, no biênio 1925-1926, e depois como tesoureiro, no biênio 1927-1928. Também era filiado ao Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na condição de sócio correspondente, desde 1918.
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Minas Gerais em 1917 e, desde então, trabalhou como advogado, sem deixar de ser escritor. Em 1923, por exemplo, sagrou-se vencedor de um concurso de contos d’O Jornal, do Rio de Janeiro, utilizando o pseudônimo “Rienzi”. Curiosamente, renunciou à premiação e, num gesto de altruísmo, doou todo o valor a que tinha direito para as obras de construção da estátua do Cristo Redentor, no alto do morro do Corcovado, na capital fluminense. Antes disso, havia divulgado textos de sua autoria em algumas edições da Revista Americana, do Rio de Janeiro, em 1918.
Em Ouro Preto, cumpriu mandato de vereador, chegando a ser cotado para a presidência da Câmara Municipal no ano de 1920, em substituição ao falecido Octávio de Brito, mas acabou sendo derrotado por Alfredo Teixeira Baeta Neves. Transferindo-se para Belo Horizonte por volta de 1925, envolveu-se daí em diante com o mercado de tipografia e livraria.
Suas publicações, todas em versos, são as seguintes: Poentes d’Hynverno (1905); Poemas do Sonho e da Saudade (1907); e Alma Antiga (1922). Deixou três obras inéditas: Compêndio de Direito Criminal – inacabada –, Contos do Farol e L’ennui des Heures.



