Miniatura

Acadêmico
Mário de Lima
Número de Cadeira
32 Patrono: Marquês de Sapucaí
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O jurista, jornalista e poeta mineiro Mário Franzen de Lima nasceu em 10 de julho de 1886, em Ouro Preto, província de Minas Gerais. Filho do professor Bernardino Augusto de Lima e Esther Franzen de Lima, fez os primeiros estudos nos Colégio Salesiano Dom Bosco em Cachoeira do Campo.
O curso secundário realizou em Ouro Preto, no internato e no externato do Ginásio Mineiro, em Barbacena. Mudou-se então para Belo Horizonte, onde foi morar com o seu tio Augusto de Lima para completar os estudos. Em 1902 matriculou-se na Academia de Direito de Belo Horizonte, hoje UFMG, e bacharelou-se em dezembro de 1906.
No início de sua vida profissional, em 1907, foi nomeado Promotor de Justiça da Comarca de Rio Novo, cargo que exerceu até os fins de 1908. Abandonou o Ministério Público, fixou-se na capital do Estado para dedicar-se à advocacia, ao magistério e ao jornalismo.
Foi eleito fundador da Academia Mineira de Letras em 1909, ocupando a cadeira n° 32, patrocinada por Cândido José de Araújo Viana – Marquês do Sapucaí –, da qual foi presidente em 1921-1922. Em 1908, publicou, no Rio de Janeiro, seu primeiro livro de poesias Ancenúbios, prefaciada por Augusto de Lima.
Em 1911, através da imprensa, participou da Campanha Civilista. Lecionou História da Civilização no Ginásio Mineiro de Belo Horizonte, onde também exerceu as funções de secretário, e dirigiu o Ginásio Mineiro de Barbacena.
De 1912 a 1922 ocupou a chefia da redação do jornal Minas Gerais e cumulativamente, a partir de 1918, a direção da Imprensa Oficial. Nesse ínterim, publicou O mito solar nos Evangelhos, em 1914, pela Imprensa Oficial, em Belo Horizonte e, no mesmo ano, A escola leiga e a liberdade de consciência, um estudo filosófico.
No ano seguinte, em 1915, publicou Elogio do Marquês do Sapucaí, um estudo histórico; em 1917, Audiências de Luz, outro livro de poesia; em 1918, Medalhas e brasões, um livro de poesia e sínteses históricas.
Mário de Lima foi chefe de gabinete do Presidente Fernando Melo Viana, de dezembro de 1924 a setembro de 1926. Abandonou o cargo para integrar, como Secretário, o gabinete do Presidente Antônio Carlos Ribeiro de Andrada no período de setembro de 1926 a setembro de 1930. Como professor convidado, substituiu - de agosto de 1924 a fins de 1925 -Francisco de Castro Rodrigues Campos na disciplina Filosofia do Direito, na Faculdade de Direito de Minas Gerais, hoje UFMG. Na mesma faculdade, em 1926, foi professor substituto de Direito Romano e regente de Economia e Finanças, em 1931, no curso de bacharelado, e regente de Ciência das Finanças, no curso de doutorado de 1931 a 1933.
Foi Delegado de Minas Gerais na Exposição do Centenário da Independência, realizada no Rio de Janeiro; presidiu e fundou o Instituto Histórico de Minas; foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais; pertenceu ao Partido Republicano Mineiro; Cavaleiro da Ordem da Coroa da Bélgica e titular da Goldene Ehrzeichen da República da Áustria, que lhe foi conferida pelo Presidente Michael Hainisch, em 9 de fevereiro de 1928.
Católico convicto, prestou grandes serviços à Igreja por meio de ações sociais, pregação, imprensa e livro, devendo-se à sua inspiração o estabelecimento, durante o Governo Antônio Carlos e do ensino religioso em horário escolar.
Publicou Quadrinha, poema, 1886-1936; O culto das mãos (s/d); Esboço da história literária de Minas, uma história da literatura em Minas de 1920; O catecismo e a formação do Brasil (s/d); A mocidade e a religião (s/d); Dante e a Divina Comédia de 1921; Idéias e comentários, livro de crônicas e estudos publicado pela Imprensa Oficial, em Belo Horizonte em 1921; no ano seguinte, em 1922, pela mesma editora Coletânea de autores mineiros (prosadores); A Igreja, o poder civil e o direito de revolta, em 1924; Minas e a Guerra do Paraguai, em 1926; O bom combate, obra de história da Ação Católica, publicada em Belo Horizonte pela Imprensa Oficial, em 1929; Para usurpar uma cátedra, lançado em Niterói, em 1933; A hermenêutica tradicional e o Direito Científico, uma tese de concurso, lançada pela Oliveira e Costa, em 1932 e reeditada em 1955 com o título Da interpretação Jurídica.
Mário de Lima faleceu na capital mineira, em 3 de abril de 1936.



