Miniatura

Acadêmico
Murilo Badaró
Número de Cadeira
29 Patrono: Aureliano Pimentel
Data de Posse
14 de março de 1986
Posição na Cadeira
4° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O advogado, escritor, orador, professor e político Murilo Paulino Badaró, nasceu em Minas Novas, Minas Gerais, no dia 13 de setembro de 1931. Filho de Francisco Badaró Júnior e de Genilda Paulino Badaró.
Iniciou os estudos primários em sua terra natal, depois mudou-se para Belo Horizonte, onde continuou o curso secundário o Instituto Padre Machado. Ingressou no curso de Direito e bacharelou-se pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1955.
Enquanto estudante universitário, fundou a Frente Acadêmica Renovadora, foi membro da União Estadual dos Estudantes. Em 1958, Murilo Badaró elegeu-se deputado estadual pelo Partido Social Democrata – PSD, na época o mais jovem parlamentar da Assembleia mineira com 27 anos.
Murilo Badaró realizou ainda outros cursos, como o de Sociologia Política e o de Administração Pública, na Universidade Federal de Minas Gerais, e o mestrado pela CETEB em Brasília. Em 1962 foi reeleito deputado estadual com expressiva votação, tornou-se líder do partido e Secretário de Estado do governo de Israel Pinheiro.
Em 1964 repudiou a cassação de Juscelino Kubitscheck, cujo discurso lhe rendeu o título de Protesto de uma geração. Em 1966 candidatou-se a deputado federal, já pela ARENA. Em 1970 foi eleito novamente deputado federal por Minas Gerais, foi membro das Comissões de Constituição e Justiça e de Relações Exteriores.
Para o período de 1979 a 1986, elegeu-se, indiretamente, senador de Minas Gerais. No Senado, foi indicado pelo presidente João Figueiredo para ser líder do governo. Em 1984, foi nomeado pelo presidente Figueiredo ao cargo de Ministro da Indústria e Comércio, onde atuou decisivamente para salva a Açominas que beirava a falência.
Em março de 1986, Murilo Badaró foi eleito para Academia Mineira de Letras, em sucessão a Gustavo Capanema, na cadeira nº 29, patrocinada por Aureliano Pimentel. Deixou o senado em janeiro de 1987, ao final da legislatura, e no segundo semestre deste ano, o governador de Minas Newton Cardoso indicou-o para a vice-presidência do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG, cargo que permaneceu até 1989.
Em 1999, o governador mineiro Itamar Franco o reconduziu à vice-presidência do BDMG; em setembro de 2001, com a morte de Vivaldi Moreira, Murilo Badaró foi eleito presidente da Academia Mineira de Letras, cargo que perdurou até 2010. No mesmo ano, recebeu a Medalha de Honra da UFMG.
Em 2004, seguiu os passos de seu pai e candidatou-se prefeito de Minas Novas. Murilo Badaró levou toda a sua experiência para a melhoria de diversas áreas da cidade, tais como Educação, Cultura e Saúde. Reformou os antigos prédios da Prefeitura e o casarão da cidade, transformando-os em pontos turísticos.
Além das atividades políticas, Murilo Badaró dedicou-se também à música, tendo participado da encenação de várias óperas usando o pseudônimo de Ricardo Villas. Por sua carreira como barítono, em cinco oportunidades foi homenageado com o Prêmio Orfeu. Presidente de honra da Sociedade Mineira de Concertos Sinfônicos e presidente da Sociedade Coral de Belo Horizonte, foi um dos fundadores da Juventude Musical Brasileira, organizada nacionalmente pelo maestro Eleazar de Carvalho.
Colaborador assíduo da imprensa, escreveu artigos para o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, e os jornais mineiros Hoje em Dia, Diário do Comércio e O Estado de Minas, no qual assinou uma coluna semanal publicada às terças-feiras. Em novembro de 2007 dedicava-se a um blog.
Murilo Badaró faleceu, aos 78 anos, no dia 14 de junho de 2010, em Belo Horizonte. Deixou uma enorme herança política e uma vasta produção literária. Publicou, entre outras obras: Intervenção do Estado na vida econômica, de 1951; Elaboração constitucional, de 1952; Foge o mundo da economia liberal?, de 1952; O problema da energia elétrica em Minas Gerais, de 1952; Papel do Estado-membro da Federação, de 1952; Discriminação de rendas, de 1961; Do Jequitinhonha ao Tennessee: ensaio sobre a vida americana, de 1967; Reforma e revolução: uma interpretação político-econômica da crise mineira, de 1970; Memorial político, de 1976; Alma de Minas; O bombardino; Vigésimo mandamento (crônicas); José Maria Alkimin (biografia); Gustavo Capanema, uma revolução na cultura (biografia que recebeu o Prêmio da Fundação Joaquim Nabuco; e Milton Campos, um pensador liberal (biografia, no prelo).



