Miniatura

Acadêmico
José Bento Teixeira de Salles
Número de Cadeira
28 Patrono: Américo Lobo
Data de Posse
26 de junho de 1996
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O jornalista, escritor, cronista e biógrafo José Bento Teixeira de Salles nasceu em Santa Luzia, Minas Gerais, em 30 de julho de 1922. Filho de Manoel Teixeira de Salles e Marietta Moreira Teixeira de Salles, era irmão do poeta e ensaísta Fritz Teixeira de Salles. Foi casado com Maria Amélia do Amaral Teixeira de Salles, com quem teve três filhas, oito netos e um bisneto.
Realizou o curso primário no Grupo Escolar Afonso Pena, em Belo Horizonte, e o secundário no Colégio Santo Agostinho. Iniciou o curso superior na Faculdade de Direito da UFMG, onde diplomou-se em 1946. Durante a vida acadêmica, foi um notório líder estudantil, presidiu o Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito, em 1944; a União Estadual de Estudantes – UEE, em 1945; e foi vice-Presidente da União Nacional de Estudantes – UNE, em 1946.
Ainda estudante, em 1940, quando terminou o científico, José Bento lecionou no Colégio Santo Agostinho até 1947; nesse mesmo anos, iniciou sua carreira pública como Oficial de Gabinete do governador Milton Campos, cargo que ocupou de 1947 a 1951. Depois, tornou-se funcionário da Imprensa Oficial de Minas Gerais entre 1951 e 1977.
Na Imprensa Oficial, atuou como redator e chefiou o departamento do jornal Minas Gerais, foi ainda Diretor da casa, por duas vezes, em agosto de 1962 e de novembro de 1966 a março de 1967. Como jornalista, trabalhou nas redações dos jornais Correio do Dia, Diário do Comércio, Minas em foco e na Sucursal do Globo.
Atuou também como cronista do Estado de Minas, com publicações regulares, e colaborou em jornais e revistas de Minas e do Rio de Janeiro. Chefiou o serviço de Divulgação e Imprensa da Belgo Mineira, cargo pelo qual aposentou-se em 1988.
Foi Conselheiro da Fundação de Arte de Ouro Preto, do Conselho Regional de Relações Públicas, do Conselho Estadual da Coleção Mineiriana da Fundação João Pinehiro, e da Academia de Letras de Conselheiro Lafayette.
Em 1995, foi eleito para a Academia Mineira de Letras em sucessão a Guilhermino César, na cadeira nº 28, patrocinada por Américo Lobo. Integrou a revista da Instituição como editor geral por seis anos. Recebeu algumas condecorações e homenagens, como a Insígnia da Inconfidência; a medalha Santos Dumont; Diploma do Centenário da Imprensa Oficial; e medalha de Antônio de Castro Silva.
Das obras publicadas, destacam-se Milton Campos – Uma vocação liberal; Liberta que serás também: Fábulas atuais; Brumoso, o rato que virou porco: Fábulas mineiras; Tarde Manhã (em coautoria com sua filha Maria Beatriz Teixeira de Salles); No avarandado da memória; Vigília (crônicas); Velho mundo novo (crônicas de viagem); Rua da Bahia; A Estrela Verde (crônicas); Passageiro do tempo.
José Bento Teixeira de Salles faleceu aos 91 anos, em 15 de agosto de 2013, em Belo Horizonte, em decorrência de um infarto.



