Miniatura

Acadêmico
Eduardo Almeida Reis
Número de Cadeira
24 Patrono: Bárbara Heliodora
Data de Posse
08 de junho de 1995
Posição na Cadeira
4° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O cronista, romancista, ensaísta, historiador e jornalista Eduardo Brant Almeida dos Reis, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 1937. Filho do médico José Cândido Almeida dos Reis e da escritora Sara Caldeira Brant, era sobrinho “torto” do escritor e poeta Abgar Renault e primo de Fernando Brant.
Em 1944, iniciou o curso primário no externato Guy de Fontgalland, o qual terminou em 1947; no ano seguinte, começou o ginásio e o científico no Instituto Educacional Brasil-América, onde formou-se em 1955. Continuou os estudos na Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ, onde se diplomou em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1961.
Enquanto universitário, tornou-se despachante do Banco do Brasil, em 1956, e trabalhou na Instituição durante quinze anos até 1969. Em 1965, publicou seu primeiro livro, O pinto e a sra. sua mãe (a arte de empobrecer criando galinhas).
Em 1966, Eduardo Almeida, conhecido também pelo pseudônimo R. Manso Neto, ingressou na redação do jornal O Globo. Ainda em 1966, casou-se, em primeiras núpcias, com Christina Ribeiro Lunardelli, com quem teve três filhas e um neto.
Pouco exerceu a advocacia, trabalhou como administrador de empresas rurais, tais como Avicultor em Itaguaí e produtor de leite em Três Rios, ambos no Rio de Janeiro; heveicultor em Leopoldina, Minas Gerais; administrou propriedades rurais em Miranda e Diamantino, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; Lagoa da Prata e Juiz de Fora, Minas Gerais.
Em 1979, Eduardo Almeida Reis tornou-se cronista da revista A Granja, a mais antiga em circulação contínua no Brasil; dois anos depois, mudou-se para Juiz de Fora, lá permaneceu até 1996, quando novamente mudou para Belo Horizonte, onde morou até 2001.
Nesse ínterim, foi cronista diário do jornal Hoje em Dia e do MercadoComum, revista mineira de Economia Sócio-fundador da ABIR – Associação Brasileira de Informação Rural. Foi presidente do Sindicato Rural de Três Rios, Rio de Janeiro, e palestrante em diversos congressos de zootecnia, veterinária e agronomia pelo país.
Em 1995, Eduardo Almeida foi eleito para Academia Mineira de Letras, em sucessão a Sylvio Miraglia na cadeira nº 24, patrocinada por Bárbara Eliodora. Em 1999, o jornalista divorciou-se do primeiro casamento, e em 2000, casou-se, sem segundas núpcias, com Cibele Maria Andrade Ruas.
Foi ainda cronista e articulista na redação do jornal O Globo, dos jornais Estado de Minas, Folha de São Paulo, Jornal da Tarde, e Correio Braziliense, também escreveu para Revista dos Criadores, Revista Centaurus, Correio Agropecuário, O Ruralista, Mangalarga Marchador e outros.
Eduardo Almeida Reis faleceu aos 84 anos, em 15 de março de 2022, em Juiz de Fora, cidade onde residia. Publicou mais de uma dezena de livros, com mais de 215 mil exemplares vendidos. Entre suas obras encontram-se Histórias do Brasil de Colombo a Kubitschek, em 1966; Zebu para principiantes, crônicas, em 1972; A arte de amolar o boi, obra de humor, em 1974; Mulher, eleição e eucalipto, crônicas, em 1981; As vacas leiteiras e os animais que as possuem, crônicas, em 1981; O aprendiz de fazendeiro, crônicas, em 1982; O papagaio cibernético, crônicas, em 1984; Amazônia legal & ilegal, crônicas, em 1992; A dieta inteligente; Bumerangue, romance; Pau-de-Tinta, ensaio, em 1995; Burrice emocional; Amor sincero custa caro; Muito ajuda quem não atrapalha; Breviário de um canalha.



