Miniatura

Acadêmico
Enrique de Resende
Número de Cadeira
24 Patrono: Bárbara Heliodora
Data de Posse
21 de julho de 1966
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, engenheiro e poeta Henrique Vieira de Resende nasceu na Fazenda do Rochedo, Minas Gerais, em 13 de agosto de 1899, residência de seus antepassados e fundadores da cidade de Cataguases, filho de Afonso Henrique Vieira de Resende e de Josefina Faria de Resende. Casou-se com Judith Resende com quem teve quatro filhos: João Afonso, Teresa, Henrique Oswaldo e Maria Lúcia.
Henrique Resende iniciou seus estudos na fazenda, e matriculou-se mais tarde no Colégio Anglo-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Cursou também Matemática em Ouro Preto, e formou-se em Engenharia civil pela Escola de Juiz de Fora, em 1924. Voltou à terra natal, já diplomado, passou a compor o quadro da Leopoldina Railway CO, responsável pela construção de estradas de rodagem, da qual se desligou em 1928.
Sua carreira de escritor começou com um livro de versos, Turris Eburnea, lançado em 1923. No entanto, o seu nome só ficou conhecido de fato pelo público, quando o poeta passou a ser uma das principais figuras do conhecido grupo da revista Verde, de Cataguases.
Revista de renovação intelectual, Henrique Resende foi um dos criadores da Verde, que alcançou renome no país e fora dele. O engenheiro-poeta surgiu na primeira página do primeiro número da Verde, aos 28 anos de idade, em 1927. Colaboraram no número de estreia nomes como Carlos Drummond de Andrade, Edmundo Lys, Emílio Moura, Ascânio Lopes, Martins de Oliveira, Guilhermino César e muitos outros.
A segunda edição trouxe mais nomes consagrados, publicou trabalhos de Afonso Arinos, Abgar Renault, Pedro Nava. Em 1928, editou com Rosário Fusco e Ascânio Lopes, Poemas cronológicos e, em 1933, Cofre de charão. Apenas em 1938, lançou outro livro, este em prosa, Retrato de Alfonsus Guimaraens.
Sua obra poética há muito esgotada, ficou ignorada pelas novas gerações, até que em 1957, devido ao empreendimento de um dos seus filhos, lançou Rosa dos ventos, poemas escolhidos de obras publicadas anteriormente, além de dezesseis trabalhos originais, uma obra de grande valor poético.
Em 1964, publicou A Derradeira colheita, uma coletânea de cem poemas escolhidos, antigos e novos. Em 1966, foi eleito membro da Academia Mineira de Letras, em sessão solene ocorrida, em Belo Horizonte, como sucessor de Cláudio Brandão para a cadeira nº 24, patrocinada por Bárbara Heliodora.
Em 1969, publicou Pequena história de Cataguases, composto de narrações e fatos relevantes ocorridos no município mineiro. No ano de 1971, o poeta lançou Estórias e memórias, considerado uma espécie de coletânea que incluía estórias, recordações, artigos de jornal, cartas e poemas, escrito em verso, em prosa, e algumas vezes em tom de carta. O engenheiro-poeta faleceu no Rio de Janeiro em 16 de setembro de 1973.



